Em um ambiente de juros altos e dificuldade de acessar crédito e financiamentos, a economia brasileira deve crescer menos do que o esperado em 2026, de acordo com a estimativa média dos agentes do mercado financeiro. No relatório Focus divulgado nesta segunda-feira (24/8), pelo Banco Central, a mediana das projeções para o Produto Interno Bruto (PIB) no ano retraiu de 1,98% para 1,95%.
Os números mais recentes sobre a atividade econômica no país indicam que já existe uma desaceleração em curso e que deve repercutir no resultado anual, como também mostram a maioria das projeções. A última edição do Monitor do PIB, publicado pela Fundação Getulio Vargas (FGV) no último dia 17, mostra que houve um avanço de 0,3% no segundo trimestre em relação ao anterior, mas uma queda de 1,1% na economia em junho ante maio.
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Para 2027, o mercado espera uma queda ainda maior do PIB, em razão dos efeitos defasados da taxa básica de juros, que chegou a 15% ao ano em 2025. A previsão para a atividade econômica no próximo ano é de um crescimento de 1,5%. Já em 2028 e 2029, a mediana das projeções aponta para avanços de 1,98% e 2%, respectivamente.
Dólar e IPCA
Além da previsão para a atividade econômica, não houve mudança — na comparação com o relatório anterior — nas projeções para a inflação, câmbio e juros em 2026. Já para o ano seguinte, o mercado espera um avanço de 4,25% no Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) (ante 4,24% na semana anterior) e o dólar a R$ 5,30 no final de 2027 (ante R$ 5,29 na semana anterior).
