BRASILEIRÃO

Gre-Nal chega ao episódio 428

Invicto há 10 jogos consecutivos contra o arquirrival, tricolor é ameaça à continuidade de Eduardo Coudet no time colorado

Correio Braziliense
postado em 03/10/2020 01:18
 (crédito: Liamara Polli/AFP)
(crédito: Liamara Polli/AFP)

Pela sexta vez no ano, Grêmio e Internacional se enfrentam. E novamente em situações distintas. Desta vez, quem chega empolgado é o time tricolor, graças à classificação antecipada na Libertadores. Aliviado com a vaga, vai buscar desencantar no Brasileirão. Os colorados, que no clássico passado estavam embalados, caíram de produção e tentam resgatar o caminho das vitórias, sobretudo no Nacional, após três tropeços e a perda da liderança. O confronto começa às 17h, na Arena do Grêmio, em Porto Alegre.

Com a primeira missão concluída na Libertadores, o Grêmio promete voltar com tudo as atenções no Nacional. Foram vários jogos na elite com time alternativo e, por consequência, pontos preciosos desperdiçados. No 15° lugar e sob risco de entrar na zona de rebaixamento, a meta do técnico Renato Gaúcho é novamente levar a melhor no clássico — venceu quatro e empatou um no ano — e iniciar subida na classificação.

A manutenção do trio ofensivo com Alisson, Diego Souza e Pepê, que deu muito certo e garantiu os seis pontos disputados nos últimos dois jogos da Libertadores, é a esperança na Arena. Maicon pode ser novidade no meio após se recuperar de lesão, enquanto Everton surge como opção. Jean Pyerre segue fora.

Rival
No Inter, Eduardo Coudet tem dúvidas para armar o ataque. Thiago Galhardo é intocável, mas o técnico não acha um parceiro ideal. Abel Hernandez pode ganhar outra chance, mesmo indo muito mal diante do São Paulo. Isso caso o treinador, que anda “irritado” com a fama de freguês do clássico, não reforce o meio e opte por D’Alessandro, isolando o artilheiro Galhardo.

Após três jogos sem vitória no Brasileirão, sendo duas derrotas, o time que encantava nas rodadas iniciais foi ultrapassado pelo Atlético-MG e, agora, se fecha para se “reencontrar”. O elenco promete resposta após cobranças pela queda de rendimento.

Em um fator, os times estão iguais. Ambos chegam para o 428° Gre-Nal da história com graves problemas defensivos. Renato Gaúcho não contará com a dupla de zaga formada por Geromel e Kannemann, com covid-19 e que seria um trunfo para o clássico. Atuando juntos, os defensores jamais perderam do Internacional. Serão substituídos por David Braz, confirmado, e Rodrigues ou Paulo Miranda, que disputam a outra vaga.

Do lado vermelho, o problema para Eduardo Coudet está nas laterais. Saravia, que rompeu os ligamentos do joelho, e Moisés, outra vítima do coronavírus, devem dar lugar a Heitor e Uendel, respectivamente. Zé Gabriel, suspenso, novamente será substituído por Rodrigo Moledo na zaga.

Após tantos confrontos, é possível que os treinadores apresentem surpresas. Uma coisa é certa: vão para cima, pois o empate é ruim para ambos.


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Sob pressão, Corinthians joga em busca de tranquilidade

O Corinthians venceu apenas um dos últimos seis jogos que disputou no Campeonato Brasileiro. O péssimo retrospecto derrubou o técnico Tiago Nunes e pressiona o interino Dyego Coelho. Somar três pontos às 21h, hoje, contra o Red Bull Bragantino, em Bragança Paulista, é fundamental para dar tranquilidade à diretoria, jogadores e comissão técnica. E, também, para evitar que o time entre na zona de rebaixamento — dois pontos o separam da degola do Brasileiro.

Um novo tropeço deve fazer com que o presidente Andrés Sanchez contrate um técnico efetivo. Dunga é o primeiro nome dessa lista. O ex-técnico da seleção chegaria para tentar acalmar os ânimos e também com a dura missão de tirar um time pressionado das últimas colocações — na quarta-feira tem clássico com o Santos na Neo Química Arena.

Os jogadores do Corinthians evitam falar em crise e projetam uma rápida evolução. “Vai ser um jogo difícil como têm sido os outros, mas a gente é o Corinthians, temos que entrar fortes sempre, tenho certeza de que vamos dar uma resposta. O grupo aqui é muito bom, trabalhador, quem começar o jogo vai dar o seu melhor e quem entrar vai dar conta do recado”, disse o atacante Léo Natel.

Titular no empate sem gols com o Atlético-GO em casa, o jogador de 23 anos tem ganhado espaço na equipe de Coelho. A tendência é de que siga no time. “Sabemos que precisamos melhorar muito, mas, também, não está tudo errado, a gente faz coisas boas também, temos que continuar trabalhando. Todo mundo vai ver uma grande melhora, a tendência é dar certo em breve”, afirmou.

Apesar do otimismo, o fato é que o Corinthians tem um péssimo retrospecto fora de casa no Brasileirão. Em seis jogos, foram quatro derrotas, um empate e somente uma vitória, aproveitamento de 22,2%.

Para enfrentar o Bragantino, Coelho terá força máxima, pois Fagner está de volta após cumprir suspensão. Cazares, ainda fora de forma, deve começar mais uma vez na reserva. Boselli e Jô disputam a posição no comando do ataque.

Quem perdeu espaço após a demissão de Tiago Nunes foi o volante Éderson. Destaque nos primeiros jogos pelo clube, no início do semestre, ele nem no banco de reservas ficou na partida contra o Atlético-GO.

O interino abriu espaço para jovens da base no meio-campo como Xavier e Roni. Éderson continua treinando normalmente com o restante do elenco e aprimora a forma física. Mas, por enquanto, deve seguir fora da equipe.

Palmeiras tenta encerrar jejum em casa

Depois de vencer e convencer diante do Bolívar e se classificar antecipadamente às oitavas de final da Copa Libertadores, a missão do Palmeiras é deslanchar no Campeonato Brasileirão. O time vem de três empates seguidos e ainda não venceu no Allianz Parque pela competição. O adversário deste sábado é o Ceará, às 19h, pela 13ª rodada.

Reduto de vitórias palmeirenses, o Allianz Parque se tornou um problema para a equipe no Brasileirão deste ano, de modo que o time de Vanderlei Luxemburgo ainda não venceu em sua arena. São quatro empates em quatro jogos contra Goiás, Internacional, Sport e Flamengo. Como mandante, conquistou apenas um resultado positivo, o 2 x 1 em cima do Santos, no Morumbi.

O excesso de empates, aliás, tem sido um dos grandes problemas do Palmeiras nesta temporada. No torneio nacional, os comandados de Luxemburgo mais empataram do que venceram. São sete igualdades e quatro triunfos. Com isso, embora seja o único invicto na competição, a equipe não consegue deslanchar. Hoje, soma 19 pontos e aparece na quarta colocação.

Luxemburgo terá três desfalques por suspensão pelo acúmulo de cartões amarelos: Gabriel Menino, Zé Rafael e Lucas Lima. Sabendo disso, o treinador já deixou os três no banco diante do Bolívar para dar ritmo aos seus prováveis substitutos: Bruno Henrique, Raphael Veiga e Wesley. O trio, assim como quase todo o time, teve boa atuação diante do frágil rival boliviano.

Wesley foi o que mais chamou a atenção. O jovem atacante anotou seu primeiro gol desde que subiu para os profissionais e contribuiu com duas assistências. A tendência é de que ele forme o trio de ataque com Willian e Rony, já que Luiz Adriano e Gabriel Verón estão lesionados e devem seguir fora.

Os dois não participaram da última atividade antes do duelo. O jovem tem um entorse no tornozelo esquerdo e Luiz Adriano ficou fora por conta de dores na coxa esquerda.

Gustavo Scarpa, meia do elenco menos utilizado, voltará a ser relacionado após não ficar nem no banco na última quarta-feira. Ele recebeu sondagem do Botafogo, mas o diretor de futebol Anderson Barros afirmou que a comissão técnica quer recuperá-lo.

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Jogos como mandante tem o Palmeiras: nenhuma vitória


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