Inglaterra

Governo reage a Rashford

Correio Braziliense
postado em 13/01/2021 23:05

Marcus Rashford, atacante do Manchester United, recebeu, ontem, garantias do primeiro-ministro britânico, Boris Johnson, de que os pacotes de comida gratuita enviados às famílias desfavorecidas serão revisados, denunciados como “inaceitáveis” pela quantidade e qualidade.

O jogador, que há meses lançou uma campanha para que o governo continuasse proporcionando comida às crianças pobres durante o fechamento das escolas pelo novo coronavírus e as férias escolares, apoiou-se em imagens compartilhadas nas redes sociais dos pacotes alimentícios recebidos por algumas famílias.

Em uma entrega que supostamente deveria incluir 10 refeições, havia três maçãs, duas bananas, duas cenouras, duas batatas, uma lata de feijão, pão fatiado com queijo, um pouco de massa e cinco barras de cereais.

“É um insulto para as famílias que receberam”, admitiu Johnson ao ser questionado a respeito no Parlamento. Ele anunciou que tomará medidas, depois de conversar por telefone com Rashford, que explicou o ocorrido no Twitter.

O primeiro-ministro “me garantiu que está comprometido em corrigir o problema com os pacotes de alimentos e que está realizando uma revisão completa da rede de fornecimento”, afirmou o atacante do Manchester United.

O ministro da Educação, Gavin Williamson, afirmou que vai designar e advertir as empresas que fornecem pacotes inadequados. O governo deixou claro a todo o setor da alimentação escolar que tal comportamento “não será tolerado”, acrescentou.

A nova polêmica em torno das refeições escolares gratuitas surgiu na segunda-feira, depois que uma mãe compartilhou a imagem de um escasso pacote de alimentos, afirmando o quão deprimente era ver o conteúdo, estimado em pouco mais de 5 libras (R$ 37).

Chartwells, a empresa responsável pelo pacote que provocou a polêmica, afirmou que “investigaria imediatamente” o ocorrido e que “isso não reflete o conteúdo padrão de nossos pacotes”.

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