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Conheça a paixão do brasiliense que fez um museu pessoal do Palmeiras

Fanático torcedor alviverde, o empresário Aurélio Sousa preserva riquezas e conquistas dos 106 anos do clube palestrino em um museu na própria residência

Danilo Queiroz
postado em 08/04/2021 23:42 / atualizado em 09/04/2021 16:47
Empresário de Brasília conserva acervo da história alviverde, incluindo peças em alusão à Copa Rio de 1951.
Empresário de Brasília conserva acervo da história alviverde, incluindo peças em alusão à Copa Rio de 1951. "Isso não tem valor financeiro para mim" - (crédito: Marcelo Ferreira/CB/D.A Press)

Cada torcedor carrega a paixão pelo seu time de coração de uma maneira específica. No caso do empresário Aurélio Sousa, 58 anos, o fanatismo pelo Palmeiras é nítido logo ao chegar à sua residência, nas margens da BR-251, um reduto recheado de menções ao clube. Indo muito além do trecho do hino palmeirense “torcida que canta e vibra”, o brasiliense materializou o amor pelo alviverde ao longo dos anos. O acervo colecionado deu vida a um museu para retratar a rica cultura da centenária agremiação. Por lá, é possível encontrar de tudo: camisas, troféus e medalhas das competições vencidas pelo time, além de outras peças dos mais variados significados e raridades.

A paixão de Aurélio pelo clube começou nos anos 1960. Nascido em uma família de botafoguenses, Aurélio torceu para o alvinegro até os seis anos. Porém, se encantou pelo Palmeiras durante uma vitória sobre os cariocas. “Meu irmão estava assistindo televisão e eu sentei ao lado dele. Acabou o jogo: 3 x 1. Eu perguntei: ‘que time é esse que ganhou do Botafogo?’ Na minha inocência de criança, se ele falou que o Botafogo é bom e o Palmeiras ganhou, ele é muito melhor”, conta. Com o passar dos anos, o amor pelo alviverde foi se multiplicando. Nem mesmo uma das piores fases do clube — um jejum de títulos entre 1977 e 1993 —, impediu o aflorar do sentimento. “Hoje é muito fácil ser palmeirense”, brinca.

O amor materializou-se quando Aurélio decidiu guardar qualquer item relacionado ao alviverde. Com a dificuldade encontrar, até mesmo, uniformes do time em Brasília, os mais simples objetos eram valorizados. Com os anos, a coleção tomou proporção e não era mais possível deixar tudo em casa. “Tenho milhares de itens. Nem sei quantos com exatidão.” Incentivado pela esposa, criou um espaço exclusivo para as raridades. No museu pessoal, o empresário tem, por exemplo, cópias idênticas dos troféus conquistados pelo Palmeiras ao longo dos 106 anos de história. Entre eles estão as taças da Copa Rio de 1951, do Campeonato Paulista de 1993 e da Libertadores de 1999.

“Desde os 13 anos, eu guardava tudo. Quando ia a São Paulo, passava nas bancas de jornais e conseguia muitas coisas raras. Depois, comprei e ganhei itens através de contatos. É um prazer enorme fazer isso em nome da Sociedade Esportiva Palmeiras. Estou preservando uma história magnífica. É o maior campeão do Brasil. É uma dádiva ser palmeirense”, vibra. Lotado de história, o museu alviverde de Aurélio ocupa um espaço de cerca de 50 metros quadrados. Com a boa fase e os títulos em sequência, o palmeirense imagina ter a necessidade de ampliar o local em breve. “Temos um ditado: ‘o passado é gigante, mas nosso futuro será ainda maior’.”

Nas aventuras para angariar raridades, Aurélio conseguiu itens que nem mesmo o clube possui. “Hoje, o costume é trocar flâmulas. Nos anos 60, eram pratos de prata. O Palmeiras é o clube com mais títulos do torneio Ramón de Carranza, da Espanha. Um dos pratos ficou na família do capitão do Barcelona, à época. Um rapaz me deu uma dica de que iam vender. Minha esposa estava na França, foi à Espanha e pegou. Dois estão no museu: 1969 e 1975. É uma coisa raríssima, nem o clube tem. É um item fantástico”, derrete-se. Um pequeno chaveiro de couro com fotos dos atletas campeões em 1951 também é listado com um dos preferidos do torcedor. “Isso não tem valor financeiro para mim”.

 

Outdoors

Em Brasília, Aurélio ganhou notoriedade entre os palmeirenses em 2019. Após o decacampeonato brasileiro do Palmeiras, conquistado no ano anterior, o torcedor espalhou outdoors celebrando a conquista pelo Distrito Federal. O feito era para ser anônimo, mas, mesmo sem assinar as artes, acabou relacionado a ele. “Não contei isso para ninguém, nem minha família. Depois saiu uma matéria e fiquei conhecido nacionalmente. Em São Paulo, as pessoas me param para tirar foto e eu fico muito feliz com isso. É um reconhecimento”, ressalta. A ideia foi repetida em 2020, após a tríplice coroa.

Com a possibilidade de ver o alviverde ganhar dois títulos em poucos dias em sua cidade natal, Aurélio cogita, até mesmo, uma nova homenagem. “Estive pensando nisso. Mas, como dizem, o título só se comemora quando o jogo acaba. Espero que o Palmeiras saia campeão dessa contenda”, conteve-se. Lamentando a impossibilidade de ir ao Mané Garrincha — as partidas serão disputadas sem público devido às restrições para impedir a disseminação da covid-19 —, o empresário irá, novamente, acompanhar as decisões em seu reduto alviverde.

 

PROGRAME-SE

Flamengo x Palmeiras
11 de abril - 11h - Mané Garrincha (Brasília)
Portões fechados
Transmissão: Globo e SporTV

 

  • Espaço conta com diversos trofeús conquistados pelo clube paulista
    Espaço conta com diversos trofeús conquistados pelo clube paulista Foto: Marcelo Ferreira/CB/D.A Press
  • Placas e jornais antigos retratando grandes feitos compõem o ambiente
    Placas e jornais antigos retratando grandes feitos compõem o ambiente Foto: Marcelo Ferreira/CB/D.A Press
  • Marcelo Ferreira/CB/D.A Press
    Marcelo Ferreira/CB/D.A Press Foto: Marcelo Ferreira/CB/D.A Press
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