BRASILEIRÃO

Fla x Flu em clima itinerante

Sem o Maracanã, rubro-negros e tricolores disputam o clássico pela terceira vez em São Paulo

Danilo Queiroz
postado em 04/07/2021 00:51
 (crédito: Alexandre Vidal/Flamengo)
(crédito: Alexandre Vidal/Flamengo)

Arivalidade entre Flamengo e Fluminense vai voltar a extrapolar os limites do Rio de Janeiro. Às 16h, a dupla carioca mede forças na Neo Química Arena, em São Paulo, pela nona rodada da Série A do Campeonato Brasileiro. A mudança para longe das origens das equipes foi forçada pela cessão do Maracanã para a Copa América. O local recebe os últimos retoques no intuito de abrigar a decisão do torneio continental, em 11 de julho.

Esta, porém, não será a primeira aventura itinerante do Fla x Flu. A edição 434 do duelo será a 22ª longe de terras cariocas, sendo a terceira vez que rubro-negros e tricolores pegam a estrada para São Paulo. Outras onze cidades pelo país receberam o confronto. Brasília é a recordista, com seis. Juiz de Fora, Campina Grande, Cariacica, Cuiabá, Fortaleza, Goiânia, Natal, Porto Alegre, Recife e Salvador foram outros destinos.

Entretanto, o encontro de Flamengo e Fluminense na Terra da Garoa é sinônimo de seca de gols. Nas duas passagens pela capital paulista, o clássico ficou no 0 x 0. A primeira foi em 1942, pelo torneio Quinela de Ouro. O segundo, em 2016, foi pelo Campeonato Carioca. Ambos no Pacaembu. No histórico geral longe do Rio, os rubro-negros levam vantagem com sete vitórias, contra quatro triunfos tricolores. Há, ainda, 11 empates.

No Fla, a meta é a regularidade. O atual bicampeão brasileiro vem de uma sequência de quatro jogos com duas vitórias e duas derrotas, todas alternadas. As oscilações incomodam o técnico Rogério Ceni, que não consegue fazer a equipe deslanchar, apesar do conhecido bom elenco. No Flu, o sinal amarelo está ligado pela dificuldade de deslanchar no Brasileirão. Com tropeços seguidos, os tricolores ocupam a modesta 13ª posição, no meio da tabela. A equipe das Laranjeiras está há quatro jogos sem comemorar uma vitória e novo tropeço deve aumentar a irritação da torcida com o treinador Roger Machado.


Santos perde para o América-MG

O enredo se repetiu pela terceira vez para o Santos na Série A do Campeonato Brasileiro. E o final da história, desta vez, foi ainda pior. Ontem, no estádio Independência, em Belo Horizonte, o time do técnico Fernando Diniz sofreu novamente pela forte marcação de um adversário, agora do América-MG, e perdeu por 2 x 0. O Coelho marcou com Ribamar e Carlos Alberto. Nos dois jogos anteriores, contra Juventude e Sport, havia conseguido pelo menos o empate.


Série A

P - J - V - S - G
1. Athletico-PR19869
2. Bragantino18858
3. Palmeiras16855
4. Fortaleza15945
5. Atlético-MG13842
6. Flamengo12644
7. Santos12930
8. Juventude1283-2
9. Bahia11832
10. Corinthians11920
11. Atlético-GO1073-1
12. Ceará1082-1
13. Fluminense1082-2
14. Internacional1092-4
15. América-MG992-2
16. Sport681-3
17. São Paulo580-5
18. Cuiabá460-3
19. Chapecoense480-7
20. Grêmio260-5


9ª rodada

Ontem

Athletico-PR 2 x 1 Fortaleza
América-MG 2 x 0 Santos
Corinthians 1 x 1 Internacional

Hoje

11h Chapecoense x Bahia
16h Flamengo x Fluminense
16h Sport x Palmeiras
18h15 São Paulo x Bragantino
18h15 Cuiabá x Atlético-MG
18h15 Ceará x Juventude
20h30 Grêmio x Atlético-GO

 

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Com gol polêmico, Corinthians e Internacional ficam iguais

Antes do Fla x Flu de hoje, a Neo Química Arena recebeu Corinthians e Internacional, ontem. Em duelo movimentado, os times empataram, por 1 x 1, em jogo que teve o principal ingrediente da rivalidade interestadual nos últimos anos: uma polêmica. Os alvinegros reclamaram bastante de irregularidade no gol colorado. Apesar disso, o resultado final não foi bom para nenhuma das equipes. Ambos almejavam uma vitória para se recuperar de tropeços.

Equilibrado, o primeiro tempo teve um Inter com a bola no pé. Os gaúchos, porém, encontravam dificuldades de chegar próximo ao gol. Como de costume, o Corinthians apostava nas arrancadas de Gustavo Mosquito. Aos 35, o colorado saiu na frente em lance polêmica. Em cobrança de falta, Jô derrubou Cuesta, que estava em posição duvidosa, na área. O VAR referendou a decisão de campo e Edenilson bateu bem para marcar.

Melhor no segundo tempo, o Corinthians perdeu boas chances com Jô e Mateus Vital. O empate, porém, acabou saindo na base da insistência. Em cruzamento de Fábio Santos, Luan deu leve desvio e Jô completou para o gol. O empate, porém, não ajudou ninguém: deixou o alvinegro em 10º e o colorado em 14º na classificação.

Tricolor pega o Bragantino

Dono do pior ataque do Campeonato Brasileiro ao lado de Sport, Grêmio e Cuiabá, com apenas quatro gols marcados, o São Paulo busca resolver a crise ofensiva diante do Bragantino, líder da competição, no Morumbi, às 18h15. A falta de pontaria é um dos fatores do início desastroso: o time de Crespo — fora do jogo por estar com covid-19 — ainda não venceu no torneio e, por isso, está na zona de rebaixamento. Dos 24 pontos em disputa, apenas cinco foram conquistados.

Com oito jogos, o time de Morumbi tem a média de um gol a cada duas partidas. O desempenho representa uma queda brusca em relação ao Campeonato Paulista, quando a equipe conquistou o título com o melhor ataque, 38 gols, contra 21 do vice-campeão Palmeiras. "São situações que estamos vivendo e trabalhamos para melhorar isso", resumiu o auxiliar Juan Branda, após o empate sem gols diante do Corinthians.

Um exemplo da queda de rendimento é o atacante Pablo. Artilheiro da equipe em 2021 com nove gols, ele perdeu o lugar na equipe titular para Eder, que deve, novamente, ser a aposta em busca de gols. Entre as opções ofensivas, correm por fora João Rojas, que não saiu do banco nos últimos dois jogos, e Vitor Bueno, que não marcou nos últimos dois meses.

O tricolor terá pela frente o líder e único invicto do torneio. Mesmo com o desfalque do zagueiro Léo Ortiz, convocado para a Copa América, o Bragantino sofreu um gol em três jogos. "O São Paulo não vem no melhor momento, mas tem uma tradição gigantesca, com um treinador que já conseguiu fazer um trabalho muito bom. É questão de tempo que consigam encontrar o caminho. Nosso papel é fazer com que isso demore um pouco mais", destacou o técnico Maurício Barbieri.

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