Jogos Olímpicos

Brasil inicia busca pela quarta medalha olímpica no vôlei contra a Tunísia

Aos 60 anos, Dal Zotto tem a desafiadora missão de ser o sucessor de Bernardinho na busca pelo quarto ouro olímpico

Maíra Nunes
postado em 23/07/2021 00:33 / atualizado em 17/08/2021 09:33
 (crédito:  Ed Alves/CB/D.A Press)
(crédito: Ed Alves/CB/D.A Press)

Símbolo da geração de prata do vôlei nos Jogos Olímpicos de Los Angeles-1984, Renan Dal Zotto volta ao maior evento esportivo do mundo como uma metáfora do sentimento que a edição de Tóquio ganhou: a esperança. A competição começa oficialmente, hoje, após um ano da data original, devido à pandemia de covid-19. Uma doença viral que se espalhou pelo mundo e deixou o atual treinador da Seleção Brasileira masculina de vôlei quase 40 dias internado na UTI lutando pela vida. Após a maior vitória dos seus 60 anos, Renan estreia no comando do Brasil contra a Tunísia, às 23h05.

Aos 60 anos, Dal Zotto tem a desafiadora missão de ser o sucessor de Bernardinho na busca pelo quarto ouro olímpico. À frente da seleção masculina por 16 anos, o ex-treinador levou o país às últimas três finais olímpicas na modalidade, conquistando a medalha de ouro na Rio-2016 e em Atenas-2004. Amigos desde quando atuaram juntos como jogadores na primeira grande conquista olímpica do vôlei, Bernardo e Dal Zotto mantém a parceria. Inclusive, apareceram juntos trocando bola na etapa final da recuperação do atual técnico do Brasil, há um mês e meio.

Em Tóquio, Renan contará com a liderança de um herdeiro do amigo. O levantador Bruninho é o capitão do time e, 15 horas antes de entrar em quadra para o primeiro jogo, será o porta-bandeira do Brasil na Cerimônia de Abertura, ao lado da judoca brasiliense Ketleyn Quadros. No banco, terá a assessoria valiosa de Carlos Schwanke, que comandou o Brasil na conquista da Liga das Nações, em Rimini, na Itália, enquanto o técnico se recuperava da covid-19 no Brasil. O braço direito de Renan é técnico do Al-Rayyan, do Catar, e acumula experiências de trabalho no Bahrein e na Arábia Saudita.

O título na Liga das Nações, principal competição de seleções antes da Olimpíadas, credencia o time brasileiro masculino como o principal candidato ao ouro em Tóquio. A equipe manteve a base que subiu ao lugar mais alto do pódio na Rio-2016 e integrou novos nomes, como Thales, Cachopa, Alan e Isac. Tem também Douglas Souza. Fenômeno das redes sociais — ele chegou a um milhão de seguidores com vídeos sobre a rotina olímpica —, o ponteiro agora quer se afirmar com a camisa amarelinha dentro de quadra apoiado no potencial que apresenta desde jovem.

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