Basquete Feminino

Por que o time feminino de basquete dos EUA é o verdadeiro Dream Team

Como se não bastasse o favoritismo na finalíssima deste sábado contra o Japão, as estadunidenses buscam o nono título no torneio dos Jogos Olímpicos e defendem uma incrível invencibilidade de 54 jogos na competição

Júlia Mano*
postado em 07/08/2021 22:39 / atualizado em 08/08/2021 01:01
 (crédito: Reprodução/ Twitter USAB)
(crédito: Reprodução/ Twitter USAB)

A alcunha de Dream Team foi dada à Seleção masculina de basquete dos Estados Unidos um ano antes das Olimpíadas de Barcelona-1992, mas, desde Atlanta-1996, o time feminino estadunidense vem demonstrando que elas, sim, merecem o apelido de verdadeiro time dos sonhos. A equipe fez atuações constantes nas cinco edições seguintes. Tóquio-2020 promete estar no rol de conquistas do grupo. Se vencerem as anfitriãs japonesas neste sábado (7), às 23h30 (de Brasília), levam para casa a nona medalha de ouro olímpica.

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O basquete foi incluído no programa olímpico em Berlim-1936. No entanto, somente 40 anos depois que as mulheres puderam estar nos Jogos, em Montreal-1976. Na ocasião, a equipe estadunidense ficou com a prata. Na edição seguinte, Moscou-1980, à época capital da antiga União Soviética e na última década da Guerra Fria, os Estados Unidos boicotaram o torneio. Com isso, a Seleção retornou à quadra em Los Angeles-1984, ano em que conquistou a primeira medalha de ouro. Em Seul-1988, se consagraram como bicampeãs olímpicas.

Contudo, o bronze em Barcelona-1992 e no Mundial de 1994 mudou o rumo do time estadunidense. A federação, determinada a voltar aos tempos áureos que antecederam os Jogos na capital espanhola, empreendeu uma nova abordagem para reestruturar a equipe e voltar a triunfar em casa nas Olimpíadas de Atlanta-1996.

O programa foi composto por 52 jogos mais a estruturação de um campeonato interno. Assim, surgiu o Women's National Basketball Association (WNBA). O resultado da empreitada não ficou restrito somente a Atlanta. Desde a edição nos Estados Unidos, a seleção fez 54 partidas olímpicas e venceu todas, incluindo as seis em Tóquio-2020. O resultado é mais uma presença na final.

Segundo a pivô da Seleção brasileira Érika de Souza, que teve passagem por equipes da WNBA, o torneio estadunidense está consolidado e vem reunindo as melhores atletas do mundo ao longo do tempo. Com isso, o nível de basquete da equipe dos Estados Unidos se mantém a cada geração. “Faz muito tempo que não são ameaçadas. Um time ou outro consegue fazer uma partida mais dura, mas o nível ainda está muito acima. Têm rotação, usam o banco sem perder qualidade. Jogar os 40 minutos contra elas é muito difícil”, afirma Érika.

Para a pivô, o segredo dos Estados Unidos está na quantidade de atletas disponíveis. “Tem muita menina jogando basquete nas escolas e universidades e da quantidade se tira a qualidade. Você poderia fazer por volta de três times para brigar por pódio na Olimpíada tranquilamente”, analisa.

Uma trilha de sucesso

1996 - Campeãs nas Olimpíadas de Atlanta
1998 - Campeãs no Mundial de Basquete
2000 - Campeãs nas Olimpíadas de Sidney
2002 - Campeãs no Mundial de Basquete
2004 - Campeãs nas Olimpíadas de Atenas
2006 - Terceiro lugar no Mundial de Basquete
2008 - Campeãs nas Olimpíadas de Pequim
2010 - Campeãs no Mundial de Basquete
2012 - Campeãs nas Olimpíadas de Londres
2014 - Campeãs no Mundial de Basquete
2016 - Campeãs nas Olimpíadas do Rio
2018 - Campeãs no Mundial de Basquete
2019/20 - A equipe quebrou o recorde de vitórias em uma temporada, foram 17 dos 18 jogos que disputou

O Dream Team feminino

Ariel Atkins (Washington Mystics)
Sue Bird (Seattle Storm)
Tina Charles (Washington Mystics)
Napheesa Collier (Minnesota Lynx)
Skylar Diggins-Smith (Phoenix Mercury)
Sylvia Fowle (Minnesota Lynx)
Chelsea Gray (Las Vegas Aces)
Brittney Griner (Phoenix Mercury)
Jewell Loyd (Seattle Storm)
Breanna Stewart (Seattle Storm)
Diana Taurasi (Phoenix Mercury)
A’ja Wilson (Las Vegas Aces)
Técnica: Dawn Staley

Quadro de medalhas

 

 

*Estagiária sob supervisão de Marcos Paulo Lima

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