Brasil no topo

Gabriel Medina vence Filipe Toledo e conquista o tricampeonato mundial de Surfe

Líder na temporada regular, Medina confirmou o favoritismo na grande decisão e entrou para o seleto grupo de tricampeões, que conta com o americano Tom Curren, o havaiano Andy Irons e o australiano Mick Fanning

Victor Parrini*
postado em 14/09/2021 19:43
 (crédito: Matt Dunbar/World Surf League)
(crédito: Matt Dunbar/World Surf League)

O ano de 2021 vem sendo uma gangorra de emoções para o surfista Gabriel Medina. Depois da frustração de ser derrotado pelo australiano Owen Wright, na disputa pelo bronze olímpico, nesta terça-feira (14/9), o brasileiro voltou ao topo com a conquista do tricampeonato mundial de surfe, na WSL Finals, em Lower Trestles, na Califórnia. A vitória veio por 2 a 0 (16.30 a 15.33 e 17.53 a 16.36) nas baterias diante do compatriota Filipe Toledo.

“Conquistei o meu maior objetivo no surfe. Estou chorando agora porque é um mix de emoções. Estou feliz, emocionado. Sou feliz de fazer parte do time (brasileiro). Eles me puxam e eu puxo o nível deles”, contou feliz.

O feito engrandece não só Gabriel Medina, mas também o Brasil. O tricampeonato dele faz com que o país tenha conquistado cinco dos últimos sete campeonatos disputados na categoria masculina.

Com o título, Medina agora está na mesma prateleira de lendas da modalidade, como o americano Tom Curren, o havaiano Andy Irons, e o australiano Mick Fanning. Os quatro são os únicos surfistas a conquistarem o tricampeonato mundial.

Disputa equilibrada chega a ser interrompida por presença de tubarão 

No início da primeira bateria, Medina abriu com manobra nota cinco e, na sequência, viu Filipe responder com pontuação sete. No entanto, isso não desanimou o então bicampeão mundial, que respondeu com um frontside grab, e recebeu nota nove.

A segunda e decisiva bateria teve um início melhor de Filipe Toledo, conseguindo um 7,83, enquanto Medina ficou com 6,33. Na desvantagem, Medina resolveu se impor ao encaixar um belíssimo aéreo que o rendeu um 8,50. Pressionado, Filipe não conseguiu responder à altura.

Além da disputa pelo título, um dos destaques foi a presença de um tubarão de mais de 2m próximo ao raio de competição. Imediatamente, a organização da competição retirou os surfistas da água e paralisou a final.

O respiro parecia ter feito bem para Filipinho, que conquistou um 8,53 depois excelente manobra. Posteriormente, Medina resolveu arriscar um backflip, um mortal para trás. A manobra rendeu um 9,01 e o colocou no patamar de lendas do surfe mundial.

“Não é todo dia que você realiza um sonho. Todo sonho parece impossível. Hoje é um dia especial pra mim. Eu tenho isso há muito tempo comigo. Tem que trabalhar duro. Não tem outro caminho. Tem muita paixão. Tem que deixar o surfe falar. Esse dia vai ficar pra sempre na minha vida. Tive que surfar muito pra conquistar”, disse emocionado.

*Estagiário sob supervisão de Marcos Paulo Lima

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