Domínio verde-amarelo

Pela primeira vez, Libertadores e Sul-Americana têm finalistas do mesmo país

Confrontos nacionais Palmeiras x Flamengo e Athletico-PR x Bragantino colocam em evidência a hegemonia recente do futebol brasileiro em competições continentais

VICTOR PARRINI*
postado em 01/10/2021 18:29 / atualizado em 01/10/2021 18:29
 (crédito: Cesar Greco/Palmeiras)
(crédito: Cesar Greco/Palmeiras)

País do futebol, o Brasil emplacou quatro times nas duas finais dos torneios mais importantes da América do Sul, feito inédito na história. Depois da confirmação do clássico nacional entre Palmeiras e Flamengo, pela Libertadores, na última quinta-feira (30/9), foi a vez do Athletico-PR carimbar o passaporte para a decisão da Sul-Americana, diante do Bragantino.

A Libertadores caminha para sua quarta final brasileira na história — a segunda consecutiva. A decisão de 2021 marca o encontro entre os dois últimos vencedores do torneio e que vêm dominando o cenário nacional nos últimos cinco anos. O Palmeiras defende o título, enquanto o Flamengo quer levantar o segundo troféu continental em três temporadas.

A Sul-Americana terá sua primeira decisão totalmente verde-amarela. Antes, o torneio havia registrado sete brigas por títulos envolvendo brasileiros. Porém, todas elas diante de clubes estrangeiros. A última com o próprio Athletico-PR, que faturou o troféu em 2018, ao superar o Junior Barranquilla, da Colômbia.

Portanto, o confronto entre Furacão e Bragantino ficará para história como o primeiro 100% verde-amarelo na história da Copa Sul-Americana. Feito que engrandece ainda mais o futebol nacional, pois, consequentemente, será a primeira vez que Libertadores e Sul-Americana terão finais não só brasileiras, mas de clubes do mesmo país em uma mesma temporada.

Se na Libertadores, o alviverde e o rubro-negro vão brigar pelo tricampeonato e tentar entrar no seleto grupo dos maiores brazucas campeões do torneio, Athletico e Bragantino também tentam fazer história na Sul-Americana. Campeão em 2018, o Furacão vai atrás do bicampeonato e tentará se igualar aos argentinos Independiente e Boca Juniors como os maiores vencedores da competição, com dois títulos cada.

Por outro lado, com a parceria junto à Red Bull, a equipe do interior paulista vai à sua primeira final internacional e tenta conquistar o troféu inédito para consolidar um projeto que vem dando bons resultados dentro e fora das quatro linhas.

Ambas as finais continentais acontecerão no Estádio Centenário, em Montevidéu, no Uruguai. Athletico-PR e Bragantino abrem os trabalhos, em 20 novembro, enquanto, na semana seguinte, no dia 27, Palmeiras e Flamengo brigam pelo título de melhor time da América. Os dois confrontos ainda terão os horários divulgados.


O impacto das finais brasileiras no Brasileirão

O Brasil terá nove representantes na Libertadores 2022, número recorde na história do torneio. Desse total, quatro garantem vaga direta na fase de grupos via Brasileirão e outros dois disputarão a fase preliminar. Campeões da Libertadores, Sul-Americana e Copa do Brasil também terão lugar nos grupos.

As finais brasileiras nas competições continentais não interessam somente aos quatro clubes envolvidos. Isso porque, a depender dos vencedores e suas colocações finais no Campeonato Brasileiro, o atual G-6 pode virar G-9 para a Libertadores. Outros seis times irão, ainda, garantir vaga na próxima edição da Sul-Americana.

Portanto, em 2022, o Brasil terá 15 representantes nas duas competições continentais, 75% da elite do futebol brasileiro. Ficarão de fora, apenas, o 16º colocado do Brasileirão e os quatro rebaixados à segunda divisão.


Finais brasileiras na Libertadores

2005: São Paulo x Athletico-PR
2006: Internacional x São Paulo
2020: Palmeiras x Santos
2021: Palmeiras x Flamengo

Finais envolvendo brasileiros na Sul-Americana

2008: Internacional x Estudiantes 
2009: Fluminense x LDU
2012: São Paulo x Tigres
2016: Chapecoense x Atlético Nacional
2017: Flamengo x Independiente
2018: Athletico-PR x Junior Barranquilla
2021: Athletico-PR x Bragantino

*Estagiário sob supervisão de Danilo Queiroz

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