ELE RESOLVE

Predestinado, Deyverson se acostuma a decidir para o Palmeiras

Autor do gol do título do Campeonato Brasileiro em 2018, o atacante repetiu a dose contra o Flamengo na final da Libertadores e gravou de vez o seu nome na história do clube alviverde

VICTOR PARRINI*
postado em 27/11/2021 22:27 / atualizado em 27/11/2021 23:43
 (crédito: Juan Mabromata/AFP)
(crédito: Juan Mabromata/AFP)

A América do Sul continua verde. O Palmeiras superou o Flamengo por 2 x 1 na final da Libertadores e conquistou o tricampeonato continental e o bi consecutivo. Mas o desfecho dessa história passou pelos pés de um herói pouco provável: Deyverson. O atacante palmeirense ficou os 90 minutos mais acréscimos no banco de reservas e, somente na prorrogação, substituiu o autor do primeiro gol, Raphael Veiga, para voltar a garantir títulos para o alviverde paulista.

Eleito craque da decisão, Deyverson não escondeu a emoção após o gol. O atacante palmeirense foi às lágrimas ao colocar o Verdão novamente com o título. Na saída do gramado, o goleador se emocionou ainda mais e desabafou.

“Este gol é de todos, estamos de parabéns pela forma como jogamos contra um adversário muito forte. Era o eleito campeão, todo mundo falava, a imprensa... aqui é um grupo, uma família. As pessoas que falam muitas coisas, que dão resultado antes do jogo, têm que respeitar o Palmeiras um pouquinho”, disse ao SBT.

Deyverson marca o gol do tri da Libertadores para o Palmeiras
Deyverson marca o gol do tri da Libertadores para o Palmeiras (foto: Eitan Abramovich/AFP)

Deyverson não possuía, pelo menos até o ato heroico em Montevidéu, uma relação 100% saudável com a torcida do Palmeiras. Contestado, na temporada 2020, ele ficou de fora do planejamento do técnico Abel Ferreira e foi emprestado ao Alavés, da Espanha. No Velho Continente, o atacante disputou 36 jogos e marcou apenas dois gols até retornar a São Paulo.

A retomada na Academia de Futebol não foi das melhores. O camisa 9 não era a principal opção para o ataque do time que vinha da conquista da Libertadores 2020. Mesmo assim, continuou como trabalhando e mostrar ao comandante português que poderia ser útil. Sob lágrimas, Deyverson admitiu ter passado por dificuldades no Verdão.

“Realmente eu tive altos e baixos. Eu sei que cometi muitas falhas, mas nunca deixei de trabalhar e ajudar meus companheiros. Não tenho palavras para falar do meu pai, da minha mãe, da minha esposa, minha sogra, minhas filhas, meu empresário. Depois que a gente renuncia muitas coisas, Deus ajuda”, declarou ao Fox Sports.

Não foi a primeira vez que Deyverson garantiu um título ao Palmeiras. Em 2018, foi dele o gol da décima conquista do Brasileirão para o alviverde. Naquele jogo contra o Vasco, em São Januário, ele também saiu do banco para decidir, ao substituir Borja. O suplente foi o responsável direto pela vitória por 1 x 0, que deu mais  três pontos ao Verdão,  fundamentais para levantar o caneco em São Paulo.

Se acostumando a decidir campeonatos para o Palmeiras, Deyverson fez questão de elogiar a torcida verde presente no Estádio Centenário. “Como falaram no começo, algumas pessoas no celular falando: ‘mano, a torcida do Flamengo está maior que a do Palmeiras’ (no estádio). Eu falei, o importante não é quantidade, é a qualidade”, ressaltou.

Deyverson comemora gol do título brasileiro em 2018
Deyverson comemora gol do título brasileiro em 2018 (foto: Cesar Greco/Ag. Palmeiras)

Talismã do Palestra Itália, Deyverson tem contrato com o clube paulista até junho de 2022. Mas antes de pensar na renovação, o atleta ainda tem oportunidades para mostrar mais de seu futebol à diretoria. Pela frente, o Palmeiras jogará a sequência do Brasileirão e o Mundial de Clubes Fifa.

*Estagiário sob a supervisão de Marcos Paulo Lima

  • Deyverson marca o gol do tri da Libertadores para o Palmeiras
    Deyverson marca o gol do tri da Libertadores para o Palmeiras Foto: Eitan Abramovich/AFP
  • Deyverson comemora gol do título brasileiro em 2018
    Deyverson comemora gol do título brasileiro em 2018 Foto: Cesar Greco/Ag. Palmeiras
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