PAULISTÃO

Taça entre vantagem e tabu

Em busca do bicampeonato, São Paulo visita o Palmeiras com diferença revertida somente uma vez na história

Danilo Queiroz
postado em 03/04/2022 00:01
 (crédito: Paulo Pinto/São Paulo)
(crédito: Paulo Pinto/São Paulo)

Dois gols. No futebol, é bastante comum testemunhar partidas decididas com essa diferença no placar. Porém, nas finais do Campeonato Paulista, o número se trata de uma vantagem praticamente impossível de ser revertida. E é com ela que o São Paulo mede forças com o Palmeiras, às 16h, no Allianz Parque, com a chance de se sagrar bicampeão estadual. Do lado alviverde, a ingrata missão é tirar um prejuízo que foi revertido somente uma vez em 10 oportunidades.

O exemplo ideal dos palmeirenses está na edição de 2007. Na ocasião, o Santos perdeu a ida para o São Caetano, por 2 x 0, venceu pelo mesmo placar na volta e ficou com a taça, pois jogava com a vantagem de empatar na soma dos resultados. Hoje, ninguém tem esse direito. Qualquer triunfo alviverde por dois gols fará a final do Paulistão ser definida na marcada da cal.

Fora de casa, o São Paulo joga com tal vantagem de gols a seu favor pela quarta vez. Nas últimas três oportunidades, em 1985, 1991 e 1992, a diferença foi suficiente para o tricolor deixar o campo com a taça do Paulistão em mãos. Para repetir o feito, o clube se aproximou da torcida. Ontem, em treino aberto no Estádio do Morumbi, 21 mil vozes deram o último grito de incentivo para a equipe buscar a 23ª conquista e se igualar ao Palmeiras como segundo maior campeão da história.

Mesmo diante dos tricolores, Rogério Ceni optou por esconder os planos e não deu pistas sobre a escalação. "Uma das poucas coisas que não posso falar é sobre o jogo. Viemos treinar a pedido da direção, da torcida, pelo simples fato de que a média de público do São Paulo foi excepcional. Fizemos treino objetivo, mais em retribuição ao apoio do torcedor. Não teremos a presença da torcida, é importante levar o calor do torcedor", disse, lembrando o fato de que somente alviverdes verão os jogos na arquibancada do Allianz Parque.

A torcida do Palmeiras seguiu a mesma receita e, ontem, esteve na porta da Academia de Futebol para passar apoio. Hoje, são esperados cerca de 30 mil alviverdes no estádio. "Agora, é pensar só no resultado. Precisamos ganhar e fazer no mínimo dois gols. Temos que pensar no que podemos como time. Já demonstramos muitas vezes, sobretudo em casa. Precisamos da torcida para fazer essa realidade. O Palmeiras pode, nosso time pode", incentivou o meio-campista colombiano Eduard Atuesta.

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