Hulk dá tricampeonato para o Atlético-MG contra o Cruzeiro

Correio Braziliense
postado em 03/04/2022 00:01
 (crédito: Pedro Souza/Atletico-MG)
(crédito: Pedro Souza/Atletico-MG)

RAFAEL ARRUDA

Belo Horizonte — O Atlético-MG contou com tarde inspirada de Hulk para fazer 3 x 1 sobre o Cruzeiro, ontem, no Estádio do Mineirão, e conquistar o Campeonato Mineiro pela 47ª vez. O camisa 7 marcou dois gols — um aos 30 do primeiro tempo e outro aos 35 do segundo — e deu assistência para Nacho Fernández balançar a rede aos 20 da etapa final, além de exigir boas defesas do goleiro celeste Rafael Cabral. Antes mesmo de a partida terminar, os atleticanos soltaram gritos de "é, campeão!", enquanto muitos cruzeirenses deixaram o estádio sem ao menos ver o gol de honra de Edu, ao apagar das luzes.

Autor de 10 gols e no topo da artilharia do estadual, Hulk foi o protagonista de uma grande campanha, com nove vitórias, um empate e uma derrota na fase classificatória e dois triunfos em cima da Caldense nas semifinais: 2 x 0 e 3 x 0. Ao ganhar a decisão por 3 x 1, o Galo terminou a competição com 31 gols marcados e apenas seis sofridos. Já o Cruzeiro encerrou o Mineiro tendo Edu como destaque, com sete gols, e um retrospecto de nove vitórias, um empate e quatro derrotas.

Tricampeão mineiro consecutivo, o Atlético-MG deu sequência à sua trajetória de títulos. Também em 2022, o time faturou a Supercopa do Brasil. "Todos os títulos são importantes. É o tri depois de 40 anos, se não engano. Antes de entrar em campo, eu reuni meus jogadores e falei: a gente tem o lápis e papel na mão, podemos continuar escrevendo uma linda história. Só depende da gente", comemorou Hulk, em entrevista à TV Globo.

O Cruzeiro, por sua vez, concentra-se em seu principal objetivo da temporada, que é o acesso à elite nacional. A caminhada na Série B começa na sexta-feira, às 21h30, contra o Bahia, na Arena Fonte Nova, em Salvador. "A gente queria muito o título por tudo o que aconteceu no Cruzeiro nos últimos anos, pela ferida grande que ficou em toda a nação. Todo o grupo queria. Machuca, porque a gente sabe que, como grupo, a gente foi superior. Eles decidiram no individual. E as nossas lágrimas, não só minhas, mas as dos meus companheiros, no final do ano, elas vão ser de alegria", lamentou o lateral Rômulo.

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