GUIA DA SÉRIE D

Para além do limbo nacional

Brasiliense e Ceilândia iniciam, hoje, mais uma temporada da missão de tirar o futebol candango da última divisão. Estagnação da capital federal já dura oito anos. Conheça armas dos times locais e dos rivais do grupo A5

VICTOR PARRINI*
postado em 17/04/2022 00:01

A missão do Distrito Federal de avançar para além da última divisão do Brasil recomeça neste domingo. Estagnado na Série D do Campeonato Brasileiro desde 2014, o futebol candango renova as esperanças de acesso, com o início das trajetórias de Brasiliense e Ceilândia, que miram o salto para a terceira prateleira do cenário nacional. Como de praxe, as equipes da capital do país não terão vida fácil.

O Brasiliense é a prova viva disso. O Jacaré está na disputa pela sexta vez, a quinta consecutiva. O Ceilândia tem situação parecida. O Gato Preto brigou pelo acesso em cinco edições, mas retorna após ausência de quatro anos. A dupla do quadrado enfrentará algumas figuras conhecidas do cenário local e outras não tão familiares, mas que ainda prometem dar trabalho. O Jacaré e o Gato Preto dividem o Grupo A5 com a concorrência dos mato-grossenses Ação e Operário, do sul-mato-grossense Costa Rica, além do trio goiano composto por Anápolis, Grêmio Anápolis e Iporá.

A dupla do Mato Grosso pode ser a mais perigosa. No ano passado, Operário e Ação foram segundo e terceiro colocados da competição estadual, desbancados apenas pelo Cuiabá, que disputa a Série A do Brasileirão. No entanto, em 2022, os números dos dois times não são animadores. Das 10 partidas que disputou até aqui, o Operário coleciona seis derrotas, um empate e apenas três vitórias, com saldo negativo de 14 gols sofridos e 12 marcados. O técnico Bruno Saymon trabalha para que a Série D seja o ponto de virada.

Do outro lado, o Ação precisa fazer jus ao nome. Em nove compromissos pelo torneio mato-grossense, a equipe não conquistou nenhuma vitória e foi derrotada em sete compromissos, com outros dois empates. A defesa e o ataque também precisam de ajustes: são nove bolas na rede adversárias e 18 contra.

O trio goiano é um dos mais cotados para fazer frente aos vizinhos candangos. Melhor da turma, o Anápolis caiu nas quartas de final do estadual, mas tem números positivos na temporada. Sob a batuta do técnico, Luiz Carlos Winck, campeão brasileiro de 1989 como jogador do Vasco, o Galo da Comarca vem de seis vitórias, três empates e três derrotas.

Outro representante da cidade é o Grêmio Anápolis que, porém, faz um 2022 totalmente inverso do clube vizinho. O técnico Ariel Mamede terá trabalho para arrumar a casa. Em 11 partidas, são nove empates e duas derrotas. Disputando a Série D pela terceira vez, o Iporá chega com boas expectativas. Semifinalista do Goianão, o esquadrão treinado por Edson Silva tem 52,38% de aproveitamento, que espera ser melhorado.

Representante solitário do Mato Grosso do Sul, o Costa Rica espera fazer frente com os concorrentes. Os comandados de Edson Junior disputaram 16 partidas até o momento, contabilizando 11 vitórias, um empate e três derrotas. Números que deixam os sul-mato-grossenses otimistas por uma vaga.

No embalo candango

Diante dos números adversários antes da bola rolar para a Série D, Brasiliense e Ceilândia podem ser considerados favoritos para avançar à segunda fase. Jacaré e Gato Preto mantiveram a boa pegada do ano passado e fazem um primeiro semestre animador. Além de terem decidido o título do Candangão novamente, os dois seguem vivos na terceira fase da Copa do Brasil e levam o bom momento para a quarta divisão.

Dono do cofre mais recheado do DF, o Brasiliense mal comemorou a conquista local e foi atrás de reforços para o técnico Celso Teixeira. O meia Tarta, o volante Gabriel Henrique e o atacante Cabralzinho, todos vindos do Ceilândia, são as novidades para a competição nacional. De quebra, o plantel amarelo espera retornar ao Estádio Serejão, que passa pelos últimos ajustes após reforma no gramado. O Jacaré estreia às 16h, fora de casa, contra o Anápolis.

Desmontado pelo rival, o Ceilândia não é o mesmo do vice-campeonato candango. Na tentativa de se reformular, o alvinegro trouxe o meia Peninha do Brasiliense e aposta as fichas em outros nomes que foram bem no torneio local. No início do mês, o Ceilândia anunciou os atacantes Felipe Clemente e Roberto Pítio e o volante Geovane, que disputaram a competição doméstica pelo Capital e agora estão à disposição de Adelson de Almeida. Matheus Falero, ex-Unaí, e Watthimem, em Santa Maria, também chegaram. Mas o Gato Preto perdeu Romarinho, destaque no ano. Às 15h, o time começa a caminhada no Abadião, contra o Costa Rica.

*Estagiário sob a supervisão
de Danilo Queiroz

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