Após quase três anos longe da capital federal, o Botafogo fará, neste domingo (8/5), seu segundo jogo em solo candango nos últimos 20 dias. Os torcedores estão aproveitando a chance para matar a saudade e proporcionar uma recepção calorosa ao alvinegro. O carinho dos brasilienses foi tamanho que surpreendeu toda a "família Botafogo", desde o dono John Textor até o técnico Luís Castro e os jogadores.
O afeto dos torcedores faz com que o clube se sinta em casa em Brasília, que já tem uma relação com o time de General Severiano pelo nome do estádio, Mané Garrincha, homenagem a um dos grandes ídolos do Glorioso. Para a partida do Dia das Mães, contra o Flamengo, os botafoguenses esgotaram com antecedência todos os 5 mil ingressos disponibilizados a eles e prometem apoiar o time até o final.
Para o diretor de futebol do Botafogo, André Mazzuco, o carinho se destacou em relação ao recebido em outras cidades e pode ser fruto do novo momento vivido pelo clube. "Foi algo muito intenso para nós. A chegada surpreendeu demais a gente, o Luís, os jogadores. Além da quantidade de pessoas, a intensidade de mensagens positivas foi especial, foi uma atmosfera muito legal. Depois disso, ver um estádio lotado, ser o Mané Garrincha, acho que foi muito simbólico. Mostrou que a torcida comprou a ideia e está esperançosa por novos ares. Não só no Rio de Janeiro, mas em todo o Brasil, aqui em Brasília especialmente”, compartilha.
Um desses torcedores era João Gabriel dos Santos França, 19 anos, que acompanhou o time em todos os momentos na capital federal e também em Goiânia, quando jogaram contra o Atlético Goianiense. O jovem morador de Ceilândia foi até o hotel onde a delegação botafoguense está hospedada, no Setor Hotelereiro Norte (SHN), e disse que no futuro pretende se mudar para o Rio de Janeiro para ficar mais próximo do clube de coração.
França conta que esse apoio é justificado pela paixão e a chegada da Sociedade Anônima do Futebol (SAF) ao clube alvinegro. “O botafoguense é muito apaixonado. Antes, a gente ficava muito decepcionado com o time, mas agora tem um ar de esperança. Estão investindo dinheiro e o projeto é bom. Vim aqui dar o meu apoio. Espero que amanhã seja 2 x 1 para nós”, diz o torcedor que estará na arquibancada do Mané Garrincha para o clássico.
Em campo os jogadores também sentem a energia. “O carinho da torcida alvinegra de Brasília tem sido muito especial. É um combustível e tanto para nós e vamos batalhar para recompensar todo esse apoio”, afirma o meia Victor Sá.
Mazzuco esclarece que, apesar de o Campeonato Brasileiro não permitir a mudança de mando e que o jogo deste domingo (8/5) é uma exceção, o Glorioso vê Brasília como uma casa e pretende sempre colocar a cidade no mapa quando o clube for fazer algum evento e movimentações fora do Rio de Janeiro.
Mesmo sem o mando de campo e com menor carga de ingressos disponibilizada, o diretor de futebol acredita que a força da arquibancada vai ajudar o Botafogo, mais uma vez, assim como foi contra o Ceilândia (vitória por 3 x 0 em jogo válido pela Copa do Brasil), e que isso fará a diferença.
Por fim, Mazzuco deixa uma mensagem de agradecimento ao carinho recebido. “A gente é muito grato, agradecido. Esperamos retribuir como foi contra o Ceilândia, e que seja uma grande partida. Retribuir com o Botafogo voltando e que os torcedores aqui de Brasília cresçam cada vez mais. A gente considera Brasília realmente uma energia que é ao nível do Botafogo hoje”, encerra o diretor.
*Estagiário sob a supervisão de Danilo Queiroz