BASQUETE

Saiba como o Vasco planeja voltar à primeira divisão do basquete nacional

Depois de sumir em 2019 e reaparecer em 2022, Vasco aposta em parceria com o Tijuca para superar dívida de R$ milhões e retornar à disputa do Novo Basquete Brasil

Monique Del Rosso*
postado em 27/09/2022 20:34 / atualizado em 27/09/2022 20:42
Foram quase R$ 3 milhões em 15 ações trabalhistas de ex-jogadores e ex-técnico do basquete do Vasco -  (crédito: Paulo Fernandes/Vasco)
Foram quase R$ 3 milhões em 15 ações trabalhistas de ex-jogadores e ex-técnico do basquete do Vasco - (crédito: Paulo Fernandes/Vasco)

O Vasco está de volta ao basquete. Depois de participar da Liga de Desenvolvimento de Basquete em parceria com Tijuca, a equipe cruz-maltina planeja retornar à elite. O Vasco apresenta dificuldades tanto financeiras como legislativas para recomeçar na modalidade e reativar sua vaga na competição nacional.

A volta do Vasco só foi possível graças ao ombro amigo do Tijuca Tênis Clube. "O Tijuca já tinha um time formado que não disputaria a competição. Como o regulamento da LDB permite a parceria entre duas equipes sob a mesma bandeira, entendemos que seria uma oportunidade de voltar a disputar o basquete, além de cumprir com a obrigação de disputar essas categoria para se credenciar ao NBB", comenta o gerente de comunicação Carlos Magno em entrevista ao Correio Braziliense.

Clube firma convênio com o Tijuca Tênis Clube para disputar o Campeonato Brasileiro de Clubes
Clube firma convênio com o Tijuca Tênis Clube para disputar o Campeonato Brasileiro de Clubes (foto: Divulgação/VASCO)

A cooperação com o Tijuca não vai durar muito tempo. "O Tijuca foi uma parceria pontual somente para o LDB. Ponderamos muito a possibilidade de jogar, conseguimos inclusive as garantias, mas o nosso planejamento em relação a recursos apontou que seria somente uma participação. Com muitas dificuldades, optamos por ficar mais um ano afastado", analisa Carlos Magno.

A ideia da franquia para o início do próximo ano é retornar com a base e conseguir fortalecer os apoiadores para voltar ao NBB. "Esse seria nosso terceiro ano de licença. Isso não é permitido pelo estatuto da Liga. Estamos com canal aberto para discutir uma solução nesse caso", acrescenta o gerente.

A volta do Vasco ao NBB não está garantida. São três anos parados e a liga só permite dois. "Fizemos uma solicitação ao Conselho e isso deverá ser discutido em assembleia". Há, ainda, outro problema, são R$ 15 milhões em dívidas com ex-atletas e técnicos. "As dívidas remanescentes, de outras gestões, que porventura exista, será paga no RCE", garante o representante do time do carioca.

O financiamento para a reconstrução do time está sendo pensado. "Para a base, iremos basicamente usar receita do Clube (associados e escolinhas). Para o NBB, patrocínio e utilização de Lei de Incentivo Fiscal", explica o representante do clube.

O Gigante da Colina era um time ótimo. Mas teve o seu fim determinado pelas dificuldades financeiras em 2019. Participou de apenas três edições do NBB. O clube foi criado em 1920. O departamento de basquete conquistou o Campeonato Nacional em 2000 e 2001, a Liga Sul-Americana de Basquete em 1999 e 2000 e o Campeonato Sul-Americano de Clubes nos anos de 1998 e 1999. Também receberam 16 títulos do Carioca.

Em 2016, a equipe conseguiu disputar a Liga Ouro — torneio considerado o campeonato da segunda divisão —,  foi campeão e conquistou a vaga direta ao NBB. O time havia perdido os dois primeiros jogos da série, porém ganhou os últimos três, tornando-se campeão da Liga Ouro. Assim, retornou à elite pela primeira vez desde 2003. O Vasco derrotou na prorrogação o Minas e largou com com o pé direito, mas foi desclassificado nas oitavas de final. Na segunda participação no NBB, o Vasco foi novamente eliminado nas oitavas de final, agora pelo Bauru, e deu uma pausa na sua história.

*Estagiário sob a supervisão de Marcos Paulo Lima

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