ATUAIS CAMPEÕES

Scaloni critica agenda antes da final e diz ter encurtado treino

Técnico da Argentina afirma que compromissos oficiais alteraram a preparação para a decisão contra a Espanha e revela que não conseguiu testar a equipe como gostaria

Nova York — Lionel Scaloni entrou na sala de entrevistas disposto a falar de futebol, mas começou por outro assunto. Antes mesmo da primeira pergunta, questionou a programação da véspera da final da Copa do Mundo. O treinador afirmou que os compromissos oficiais reduziram o tempo do penúltimo treino da Argentina antes da decisão contra a Espanha e impediram a comissão técnica de trabalhar como havia planejado.

“Chegamos às 23h (de Atlanta) e fomos obrigados a treinar em um horário que não queríamos. Tivemos que fazer um treino rápido, não pudemos testar nada. Estamos focados em descansar. Há jogadores que não estão 100%. Vamos ver como eles estarão para definir a equipe”, afirmou, sem sequer ter sido questionado sobre o tema.

Minutos depois, Scaloni voltou ao assunto e reforçou que a agenda da véspera exigiu adaptações. “Tivemos que encurtar o treino para participar da conferência. Precisávamos conversar com os jogadores, mas eles estão bem”, acrescentou.

Nem o evento promovido pela Fifa com personalidades de outras modalidades escapou das observações do treinador. O encontro reuniu os dois finalistas ao lado de Novak Djokovic, Tom Brady e Kevin Durant.

Ao comentar a conversa com Luis de la Fuente nos bastidores, Scaloni voltou a brincar com a programação. “Não vou dizer o que falei para o Luis, porque estávamos numa situação surreal, no meio do nada. Disse a ele que só fui por causa dele; caso contrário, não teria ido”, revelou.

A programação da véspera foi intensa. A delegação argentina deixou a concentração de helicóptero para participar de um evento promovido pela Fifa, que reuniu Scaloni, Dibu Martínez, Luis de la Fuente e Rodri. Até Lionel Messi, pouco afeito a ações promocionais, participou do encontro. Horas depois, porém, a Argentina foi representada na entrevista oficial por Emiliano Martínez, e não pelo capitão, uma escolha que contrastou com o roteiro habitual da entidade na véspera da final.

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Futuro de Messi

"Como eu vou saber? Você teria que perguntar a ele. Eu não faço ideia, porque ele nunca deixa de me surpreender. É uma pergunta para ele."

Análise da Espanha

"Sim, nós os analisamos, porque poderíamos enfrentá-los em março (Finalíssima, cancelada devido à guerra no Oriente Médio), mas não mais do que os outros. Também analisamos o restante dos nossos rivais na Copa do Mundo a partir de dezembro. Havia muitos rivais que analisamos em antecipação a possíveis partidas. E analisar demais também não é bom. Sabemos como eles jogam, conhecemos seus pontos fortes e tentaremos impedir que os explorem."

Semelhanças entre os times

"O Luis (de la Fuente, técnico da Espanha) me conhece como pessoa, mas não sabe o que eu penso sobre futebol. Sabemos como nossos times jogam, mas não conversamos sobre os padrões de jogo um do outro. Cada time tem suas nuances, mas existe um padrão de ataque baseado na posse de bola. Temos padrões semelhantes; somos fortes na posse de bola. Nesse sentido, somos parecidos. Vamos torcer para que o jogo de domingo seja um bom espetáculo."

Experiência em finais

“Estamos nos preparando da mesma forma que nos preparamos para todas as partidas. Estamos muito ansiosos para jogar bem, prontos para analisar nosso adversário, ver o que podemos fazer durante o jogo. Mesmo sendo uma final, ainda é uma partida de futebol. Precisamos estar no nosso melhor para vencer. Não vamos deixar que o fato de ser uma final de Copa do Mundo suba à cabeça, porque isso pode nos distrair.”

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