CENSO ESCOLAR 2020

Censo 2020: Centro-Oeste avança positivamente na educação

Dados do Censo Escolar 2020, divulgado na manhã desta sexta-feira (29/1), apontam crescimento satisfatório da região nas atividades educacionais

Vitórian Tito*
postado em 29/01/2021 13:22 / atualizado em 29/01/2021 21:03
O evento foi transmitido ao vivo no canal do Inep no YouTube -  (crédito: YouTube/Reprodução)
O evento foi transmitido ao vivo no canal do Inep no YouTube - (crédito: YouTube/Reprodução)

O Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep) promoveu, na manhã desta sexta-feira (29/1), um evento para apresentar os resultados oficiais do Censo Escolar da Educação Básica de 2020. A coletiva foi transmitida ao vivo pelo YouTube.


De acordo com Carlos Moreno, diretor de estatísticas educacionais do Inep, escolas do Centro-Oeste do país têm avançado positivamente na infraestrutura e na qualidade educacional.

 

No Distrito Federal, a porcentagem de insucesso nos anos iniciais da educação básica vai de 3,1% a 6%. Nos estados do Norte do país, essa variação aumenta significativamente, ficando entre 16,1% a 57%.

 

Gráfico com informação sobre os recursos tecnológicos disponíveis em escolas de ensino médio do Brasil
Gráfico com informação sobre os recursos tecnológicos disponíveis em escolas de ensino médio do Brasil (foto: Inep/Censo Escolar 2020)

Taxas de insucesso no ensino médio são preocupantes


O princípio constitucional da educação propõe uma trajetória regular para crianças de 4 a 17 anos. “Para que isso aconteça, os estudantes precisam aprender a passar de ano”, afirma Moreno. O relatório apontou diferenças expressivas nas taxas de aprovação por série.


As principais distorções estão no terceiro e sexto ano do ensino fundamental e na primeira série do ensino médio. O diretor explica que essa é uma questão estrutural que precisa aparecer no radar para a produção de políticas públicas.


Infográfico com informações sobre taxa de insucesso na educação do Brasil em 2019
Infográfico com informações sobre taxa de insucesso na educação do Brasil em 2019 (foto: Inep/Censo Escolar 2020)

As consequências de uma trajetória irregular e taxas de insucesso na educação são visualizadas na distorção idade-série. “Esse é um dado assustador quando se observa o sexto ano”, diz. O Pará tem a maior taxa de insucesso para a série em todo o país, totalizando 39,5%.

 

Gráfico com informações sobre distorção entre série e idade no 6º ano do ensino fundamental
Gráfico com informações sobre distorção entre série e idade no 6º ano do ensino fundamental (foto: Inep/Censo Escolar 2020)

 

Outro ponto importante salientado pelo diretor foi o aumento das taxas de evasão como resultado de todo esse processo, que é maior em estudantes a partir dos 15 anos. Ele explica que a evasão é baixa nos anos iniciais, mas aumenta expressivamente na transição do ensino fundamental para o ensino médio.


No Brasil, 1,5 milhão de estudantes entre 4 e 17 anos não frequentam a escola. Carlos Moreno delimitou duas missões: ampliar o acesso à educação entre crianças de 4 a 5 anos e combater a evasão de alunos entre 15 e 17.


Dados apontam queda no número de matrículas


De acordo com o relatório, a educação básica registrou queda de 579 mil matrículas no ano de 2020 em comparação com 2019. Os dados são referentes a 11 de março de 2020 e não levaram os impactos da pandemia em consideração.


Para avaliar esses danos, o Inep vai realizar uma segunda etapa do Censo Escolar, prevista para começar em 22 de fevereiro. Foi elaborado um novo questionário para levantar dados sobre paralisação das atividades escolares, evasão e estratégias adotadas pelas escolas brasileiras.


Sobre o Censo Escolar


Para José Barreto Júnior, secretário-executivo substituto do Ministério da Educação (MEC), a finalidade do censo é ter transparência na educação e levantar informações. “São instrumentos que o censo vai nos dar para formular políticas públicas”, explica.


O evento contou com a participação presencial de Alexandre Lopes, presidente do Inep; Carlos Moreno, diretor de estatísticas educacionais do Inep; José Barreto Júnior, secretário-executivo substituto do ministério da educação (MEC); e Izabel Pessoa, secretária de educação básica do MEC. Luiz Miguel Garcia, presidente da União Nacional dos Dirigentes Municipais de Educação (Undime), participou ao vivo por vídeo chamada.


Confira a coletiva completa:


*Estagiária sob a supervisão da subeditora Ana Paula Lisboa

Os comentários não representam a opinião do jornal e são de responsabilidade do autor. As mensagens estão sujeitas a moderação prévia antes da publicação