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CENSO ESCOLAR 2020

Censo 2020: Centro-Oeste avança positivamente na educação

Dados do Censo Escolar 2020, divulgado na manhã desta sexta-feira (29/1), apontam crescimento satisfatório da região nas atividades educacionais

O Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep) promoveu, na manhã desta sexta-feira (29/1), um evento para apresentar os resultados oficiais do Censo Escolar da Educação Básica de 2020. A coletiva foi transmitida ao vivo pelo YouTube.


De acordo com Carlos Moreno, diretor de estatísticas educacionais do Inep, escolas do Centro-Oeste do país têm avançado positivamente na infraestrutura e na qualidade educacional.

 

No Distrito Federal, a porcentagem de insucesso nos anos iniciais da educação básica vai de 3,1% a 6%. Nos estados do Norte do país, essa variação aumenta significativamente, ficando entre 16,1% a 57%.

 

Inep/Censo Escolar 2020 - Gráfico com informação sobre os recursos tecnológicos disponíveis em escolas de ensino médio do Brasil

Taxas de insucesso no ensino médio são preocupantes


O princípio constitucional da educação propõe uma trajetória regular para crianças de 4 a 17 anos. “Para que isso aconteça, os estudantes precisam aprender a passar de ano”, afirma Moreno. O relatório apontou diferenças expressivas nas taxas de aprovação por série.


As principais distorções estão no terceiro e sexto ano do ensino fundamental e na primeira série do ensino médio. O diretor explica que essa é uma questão estrutural que precisa aparecer no radar para a produção de políticas públicas.


Inep/Censo Escolar 2020 - Infográfico com informações sobre taxa de insucesso na educação do Brasil em 2019

As consequências de uma trajetória irregular e taxas de insucesso na educação são visualizadas na distorção idade-série. “Esse é um dado assustador quando se observa o sexto ano”, diz. O Pará tem a maior taxa de insucesso para a série em todo o país, totalizando 39,5%.

 

Inep/Censo Escolar 2020 - Gráfico com informações sobre distorção entre série e idade no 6º ano do ensino fundamental

 

Outro ponto importante salientado pelo diretor foi o aumento das taxas de evasão como resultado de todo esse processo, que é maior em estudantes a partir dos 15 anos. Ele explica que a evasão é baixa nos anos iniciais, mas aumenta expressivamente na transição do ensino fundamental para o ensino médio.


No Brasil, 1,5 milhão de estudantes entre 4 e 17 anos não frequentam a escola. Carlos Moreno delimitou duas missões: ampliar o acesso à educação entre crianças de 4 a 5 anos e combater a evasão de alunos entre 15 e 17.


Dados apontam queda no número de matrículas


De acordo com o relatório, a educação básica registrou queda de 579 mil matrículas no ano de 2020 em comparação com 2019. Os dados são referentes a 11 de março de 2020 e não levaram os impactos da pandemia em consideração.


Para avaliar esses danos, o Inep vai realizar uma segunda etapa do Censo Escolar, prevista para começar em 22 de fevereiro. Foi elaborado um novo questionário para levantar dados sobre paralisação das atividades escolares, evasão e estratégias adotadas pelas escolas brasileiras.


Sobre o Censo Escolar


Para José Barreto Júnior, secretário-executivo substituto do Ministério da Educação (MEC), a finalidade do censo é ter transparência na educação e levantar informações. “São instrumentos que o censo vai nos dar para formular políticas públicas”, explica.


O evento contou com a participação presencial de Alexandre Lopes, presidente do Inep; Carlos Moreno, diretor de estatísticas educacionais do Inep; José Barreto Júnior, secretário-executivo substituto do ministério da educação (MEC); e Izabel Pessoa, secretária de educação básica do MEC. Luiz Miguel Garcia, presidente da União Nacional dos Dirigentes Municipais de Educação (Undime), participou ao vivo por vídeo chamada.


Confira a coletiva completa:


*Estagiária sob a supervisão da subeditora Ana Paula Lisboa