Reformas

Escolas do DF passam por obras de manutenção para ano letivo

Além dos reparos concluídos ainda há licitações para melhorias em escolas de oito regiões administrativas do Distrito Federal

João Carlos Magalhães*
postado em 22/02/2021 20:01 / atualizado em 22/02/2021 20:03
 (crédito: Divulgação Secretaria de Estado de Educação do Distrito Federal (SEEDF))
(crédito: Divulgação Secretaria de Estado de Educação do Distrito Federal (SEEDF))

Obras de manutenção e construção foram concluídas em colégios da Estrutural e do Gama no início deste ano. As intervenções foram feitas com o dinheiro do contrato de manutenção da Secretaria de Educação do Distrito Federal (SEEDF) e do Programa de Descentralização Administrativa e Financeira (Pdaf), que oferece autonomia para regionais do Distrito Federal (DF) gastarem conforme as necessidades de cada região nas escolas.

Na Estrutural, a Escola Classe (EC) 01 teve banheiros, cozinha e pátios reformados. Um depósito antigo foi transformado em dois ambientes pedagógicos diferentes, uma sala de reforço e outra de projetos interventivos, destinada à recuperação do aluno por meio de jogos educativos. Além disso, foi instaurado um lavatório para a higienização dos alunos mais novos.

As escolas da Estrutural fazem parte da regional do Guará, que recebeu R$ 232.000 do Pdaf em 2020.

Na cozinha a obra envolveu trocar o piso, a coifa e a bancada de mármore. No lugar dela foi colocada uma de aço inox mais higiênico. Os reparos no colégio, que recebe mais de mil alunos, custaram R$ 150 mil.

Nova cozinha da EC 01 da Estrutural
Nova cozinha da EC 01 da Estrutural (foto: Tony Oliveira/Agência Brasília)

No Centro de Ensino Fundamental 02 da cidade houve uma reforma que custou R$ 130 mil. A escola, que conta com cerca de 1.700 alunos, teve a pintura do piso, construção de um banheiro para os professores e uma copa e um novo toalete para pessoas com deficiência.

No Gama as obras foram feitas na EC 01, 18 e 19 do Gama, no Setor Sul

Para a regional do Gama foram repassados R$ 400.000 pelo Pdaf.

Na EC 01, o piso do colégio foi trocado. O antigo, de concreto grosso, era o mesmo de 1961. A unidade também foi pintada, teve a entrada revitalizada e uma reforma na cantina. Ainda há obras em andamento nos banheiros, na caixa d’água, no sistema de esgoto e nas quadra de esportes.

As reformas na EC 18 do Gama foram na sala de educação física, que também recebeu novos materiais, no pátio, com a construção de um parquinho e uma praça com chuveiro para atividades em dias quentes. A escola teve seis banheiros reformados, recebeu pintura nova e uma sala multiuso com televisão e datashow.

A EC 19 do Gama teve reforma do sistema de captação de águas pluviais. O GDF planeja fazer reforma no pátio interno e na entrada das escolas, que ainda não contam com sistema de acessibilidade para pessoas com deficiência. Houve a instalação de um parquinho e a criação de um estacionamento.

Para a reconstrução do CAIC Castello Branco, no Gama, a secretaria calcula o investimento de mais de R$ 10,4 milhões na obra. A reconstrução começou em novembro do anos passado e até agora tem apenas 0,2% do projeto executado.

Com prazo de execução da obra previsto para um ano e meio, a empresa vai entregar uma unidade renovada no terreno de 13.295,865 metros quadrados e 5.601,64 metros quadrados de área construída com paisagismo, hortas, área verde e reservatórios de água e uma central de gás.

As instalações do Caic Castello Branco foram fechadas em 2018. E os cerca de 300 estudantes foram encaminhados para a EC 29 do Gama.

Escolas do Gama foram pintadas em revitalização
Escolas do Gama foram pintadas em revitalização (foto: Pedro Ventura/Agencia Brasilia)

Dinheiro para reformas vem do Pdaf

As obras são feitas a partir do contrato de manutenção da SEEDF e do Programa de Descentralização Administrativa e Financeira (Pdaf), com recursos oriundos tanto do orçamento regular quanto de emendas parlamentares.

No ano passado, o contrato de manutenção da secretaria foi de R$ 57.321.947,71. Já o cálculo do Pdaf varia pois inclui os valores do orçamento regular e as verbas provenientes dos deputados distritais.

O orçamento regular se divide entre as verbas de capital e de custeio. A verba de capital permite que as regionais façam obras e comprem materiais permanentes, que se incorporam ao patrimônio da unidade, como computadores, material de informática, impressoras, câmeras de vigilância, mobiliário, equipamentos de áudio e vídeo.

A verba de custeio é destinada para pequenos reparos e aquisições de materiais de consumo escolar.

O dinheiro é dividido de acordo com o tamanho das regionais e o número de alunos em cada uma delas. No ano passado, a regional que mais recebeu verba do Pdaf capital, ou seja, para obras e compra de materiais permanentes, foi o Plano Piloto, com R$ 878 mil. Esse valor é três vezes maior que o montante de Guará, Recanto das Emas e Santa Maria, que receberam R$ 232 mil.

 

Secretário comemora obras e processos licitatórios em andamento

O secretário de educação do Distrito Federal, Leandro Cruz, se orgulha das obras. “Praticamente todas as escolas receberam investimentos para conservação e manutenção do patrimônio. As obras não pararam nem mesmo durante o período de isolamento”, comemora.

Leandro destaca os processos licitatórios em andamento “Neste momento, temos oito processos licitatórios em andamento, beneficiando Sobradinho, Gama, Recanto das Emas, Santa Maria, São Sebastião e Samambaia”, diz.


Há licitações publicadas para a serviços de construção e manutenção no CAIC Júlia Kubitscheck e Centro Educacional 03, de Sobradinho II, CEPI na EQ 01/02, no Gama, CEPI na Quadra 23 da AE 06 de Planaltina, CEPI na Quadra 109 do Recanto das Emas, CEPI na Quadra CL 201, Lote 1 de Santa Maria, EC Jardim Mangueiral, de São Sebastião e Escola Classe 425, de Samambaia.

Para o secretário, uma boa educação passa por estrutura nas escolas. “Um ambiente adequado impacta no processo de ensino aprendizagem”, afirma.

A Escola Técnica de Santa Maria tem contrato assinado para início de obras de construção e a EC 59, de Ceilândia, assinou contrato para obras de reconstrução a um custo de R$ 6.089.958,68.

Foram concluídas licitações para construção da Escola Técnica do Paranoá e CEPI da Vila Telebrasília, de Brasília, além de uma reforma geral no CEM 10, de Ceilândia.

O GDF ainda vai abrir licitações para construção no CEPI na EQNP 08/12, de Ceilândia, CEM do Paranoá Parque, do Paranoá, CED Jardim Mangueiral, de São Sebastião, CEF Jardim Mangueiral, de São Sebastião, CEPI SCIA, da Estrutural e reconstrução na EC 410, de Samambaia.

Mesmo com reformas, volta de alunos para escola está indefinida


Por conta da pandemia de coronavírus ainda há uma indefinição sobre se as aulas voltarão no formato presencial ou a distância. A única certeza do GDF até o momento é que as aulas voltam em 8 de março.

Como o Eu, Estudante mostrou na última sexta-feira (18/2), a SEEDF não confirmou a fala do governador do DF Ibaneis, que garantiu o retorno presencial mesmo sem a vacinação dos professores.

A SEEDF afirmou apenas que estuda o cenário da capital para definir se os alunos e professores continuam em ensino remoto ou voltam ao formato presencial.

  • Escolas do Gama foram pintadas em revitalização
    Escolas do Gama foram pintadas em revitalização Foto: Pedro Ventura/Agencia Brasilia
  • Nova cozinha da EC 01 da Estrutural
    Nova cozinha da EC 01 da Estrutural Foto: Tony Oliveira/Agência Brasília
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