Mudança de gestão

"Estrutura e operação serão mantidas", diz Sigma sobre compra pelo grupo Eleva

O grupo educacional Eleva Educação, que gerencia o colégio Ideal em Brasília, comprou 51 escolas da Saber Educação. Sigma é uma delas

Eu Estudante
postado em 25/02/2021 18:02 / atualizado em 25/02/2021 19:24
 (crédito: Antônio Cunha/Esp. CB/D.A Press                             )
(crédito: Antônio Cunha/Esp. CB/D.A Press )

O Colégio Sigma poderá fazer parte da maior rede de educação básica do país, caso o acordo comercial entre os grupos educacionais Eleva Educação e Cogna Educação, dona do Sigma, seja aprovado pelo Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade).

Por meio de nota, o Sigma afirmou que a compra irá agregar à história do colégio. “Nossa escola passará a integrar o grupo Eleva Educação, uma rede que vem somar à nossa trajetória de 37 anos de experiência, uma história sólida na educação básica, priorizando práticas que buscam a excelência educacional”, diz a nota.

A escola também afirma que, por enquanto, estruturas e operações das unidades “serão mantidas, sem qualquer mudança”. O processo de incorporação ao grupo Eleva Educação está em andamento e, de acordo com o Sigma, o trabalho “conduzido até aqui junto às famílias, aos responsáveis e aos alunos será aperfeiçoado ainda mais diante das possibilidades que se abrem”.

Troca entre conglomerados

A transação entre os dois conglomerados envolve, além do Sigma, a compra de outras 51 escolas da Saber Educação, braço de educação básica da Cogna, entre elas o Colégio pH, Colégio Lato Sensu, Sigma, Anglo 21, Anglo Alphaville, CEI (Natal).

O Eleva Educação desembolsará R$ 964 milhões pelas escolas. O Cogna também vai adquirir a Plataforma de Ensino Eleva, do Eleva Educação, pelo valor de R$ 580 milhões.

Caso o acordo seja aprovado, o Eleva Educação passará a gerir o ensino de 120 mil alunos e se tornará a maior rede de educação básica do país. Em Brasília, a Eleva Educação já é dona do Colégio Ideal, que tem unidades em Águas Claras, Jardim Botânico e Taguatinga, e da Escola Eleva, na Asa Sul.

Colégio Leonardo da Vinci de Brasília não faz parte do acordo

Após o anúncio da transição, o Centro Educacional Leonardo da Vinci de Brasília emitiu nota aos pais e responsáveis dos alunos para esclarecer que não faz parte da transição. O motivo da confusão é que o Eleva Educação comprou escola de mesmo nome, mas localizado em Vitória, no Espírito Santo.

Em nota, a instituição diz que “não tem qualquer relação com a referida escola capixaba e não faz parte dessa negociação comercial” e que é um centro “de ensino tradicional, sólida e estável”.


Grupo afirma que acordo resultará em ampliação de sistema de qualidade

 

Bruno Elias, CEO do Eleva Educação, diz que o acordo é mais um passo para o crescimento da qualidade educacional do grupo
Bruno Elias, CEO do Eleva Educação, diz que o acordo é mais um passo para o crescimento da qualidade educacional do grupo (foto: Eleva Educação/Divulgação)

Para Bruno Elias, CEO do Eleva Educação, o acordo é mais um passo para o crescimento da qualidade educacional do grupo. “Conseguimos, ao longo dos últimos anos, desenvolver e adquirir marcas com diferentes posicionamentos, que se tornaram referências de qualidade onde atuam”, conta.

“E esse destaque vem dos resultados excepcionais, não só na formação dos alunos para a vida, como também com a aprovação de diversos alunos tanto nas melhores instituições brasileiras, como IME (Instituto Militar de Engenharia) e ITA (Instituto Tecnológico de Aeronáutica), quanto internacionais, como MIT (Instituto de Tecnologia de Massachusetts) e UPenn (Universidade da Pensilvânia)”, complementa.

Bruno também ressalta que o grupo está animado em trabalhar com marcas reconhecidas. “A aquisição das escolas da Saber é uma oportunidade única para darmos foco e expandirmos o nosso core business de forma estratégica, com a entrada de marcas extremamente reconhecidas e um time de excelência”, diz. “Estamos muito animados para aprender com todos e investir ainda mais na qualidade para todos os nossos alunos”, relata.

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