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CALENDÁRIO

Confira o cronograma de retomada das aulas presenciais na rede pública do DF

Volta às aulas presenciais na rede pública será escalonada, a começar por estudantes da educação infantil, no dia 5. Metade da turma estará presencialmente e o restante, em atividades remotas, com alternância semanal

Após um ano e meio com os estudantes longe das escolas, o ano letivo se inicia com menos incertezas, após a divulgação do calendário de retorno das aulas presenciais feito pela Secretaria de Educação. As atividades devem voltar de forma escalonada, a partir de 5 de agosto, com estudantes da educação infantil. Segundo a chefe da pasta, Hélvia Paranaguá, o retorno será com metade dos alunos em sala de aula e o restante com atividades remotas. A cada semana, o grupo será alternado (leia Cronograma de retorno).

Nos dias 2, 3 e 4, haverá um encontro pedagógico, em que professores, gestores, coordenadores e auxiliares vão preparar a recepção aos estudantes. O escalonamento foi pensado para que a Secretaria de Educação avalie como estão os estudantes de cada segmento, após mais de um ano e meio sem aulas presenciais, conforme explicou o secretário executivo, Denilson Bento da Costa. “Vale lembrar que somos uma comunidade escolar com cerca de 500 mil pessoas. Com esse intervalo, vamos aprimorando o retorno. É uma construção que temos feito com pais, professores, diretores e responsáveis pelas categorias”, destacou.

De acordo com a secretária Hélvia Paranaguá, o retorno é essencial. “A escola é, acima de tudo, um espaço de socialização, convivência, aprendizagem coletiva e vivência. Então, os nossos estudantes precisam estar nesse ambiente, socializando com os colegas e aprendendo”, reforçou. Segundo a chefe da pasta, para a tomada de decisão foram consultados Sindicato dos Professores no Distrito Federal (Sinpro-DF), administração e direção de escolas. “Foi uma construção coletiva, onde diversos segmentos foram ouvidos. Nós acreditamos que seja a melhor escolha para o DF no momento”, defendeu.

Ao Correio, o diretor do Sinpro-DF, Samuel Fernandes, reiterou, no entanto, que o calendário não foi bem recebido pela classe. “O retorno presencial é necessário, mas, primeiro, é preciso garantir a imunização de todos, o que ainda não aconteceu”, informou. “Tratamos, entre outras coisas, do escalonamento com o espaço maior para o retorno entre as modalidades, justamente para avaliar as condições apresentadas pelo governo, e não da forma como foi apresentado hoje (terça-feira) na coletiva de imprensa”, completou.

Na sexta-feira (30/7), o sindicato terá uma assembleia para discutir o cronograma. A previsão é de que haja uma reunião com a secretária de Educação, para debate das propostas anteriormente feitas.

Cuidados

O modelo de retorno respeitará as regras de distanciamento social. Os estudantes deverão ficar, ao menos, a um metro de distância um do outro em sala de aula. Para isso, a regra é de que as turmas sejam divididas em duas. Além disso, a pasta reduziu a duração das aulas para auxiliar na limpeza. Os professores trabalharão por um período de quatro horas presenciais na escola e deverão dedicar uma hora, diária, ao atendimento remoto do estudante que ficou em casa. Durante essa uma hora de atendimento, haverá higienização das salas de aula.

O presidente da Associação de Pais e Alunos (APA) das Instituições Públicas e Privadas do DF, Alexandre Veloso afirma que a maioria dos pais é favorável ao retorno. “Tivemos mais de 120 mil alunos que a educação remota não foi efetiva, e também tivemos alto índice de evasão escolar, por conta da dificuldade de acesso dos alunos. Estamos, desde janeiro, defendendo a necessidade de um planejamento com a Secretaria de Educação”, pontua.

A maioria dos pais aceitou o retorno presencial devido à sinalização positiva das associações de pediatria e infectologia. “A APA vê como importante e necessário o retorno presencial das aulas por conta das perdas de ensino de aprendizagem com esses mais de 500 dias sem aula. Além disso, tem a parte emocional, considerando que muitas das crianças têm as escolas como ambiente seguro, em questão de abusos, violência. Infelizmente, ainda vivemos uma realidade em que há crianças que têm a escola como um local de segurança alimentar também”, acrescenta.

Cronograma de retorno

2 a 4 de agosto
Encontro pedagógico de professores

5 de agosto
Educação infantil

9 de agosto
Ensino fundamental (1º ao 5º ano) e do 1º segmento da EJA

16 de agosto
Ensino fundamental (6º ao 9º ano) e do 2º e 3º segmentos do EJA

23 de agosto
Ensino médio e educação profissional e tecnológica

30 de agosto
Escolas de Natureza Especial, CILs, Centros de Ensino Especial e demais atendimentos