Eu, Estudante

Brasilienses são finalistas em competição internacional de finanças

Os alunos estão entre as 10 melhores equipes da Wharton Global High School Investment Competition. A etapa final da competição ocorrerá na Filadélfia, Estados Unidos

Por Ian Vieira

Os alunos do Colégio Marista Brasília que  vinham fazendo história avançaram mais uma fase. Os brasilienses são finalistas da Wharton Global High School Investment Competition, organizada pela Wharton Global Youth Program, da Universidade da Pensilvânia (UPenn). Entre as mais de 6.300 equipes inscritas, de 79 países diferentes, os jovens classificaram-se para a final, sendo a única equipe da América Latina na história a alcançar o feito. A última fase ocorrerá na Filadélfia, Estados Unidos, entre 25 e 26 de abril. 

A competição consiste na simulação da gestão real de portfólios financeiros em equipes de quatro a seis membros. No caso da equipe brasiliense semifinalista, os integrantes que compõem a HHA Investments são: Adriano Bonfim, 17 anos; Gustavo Huss, 17; Luiz Braun, 16; e Natan Torres, 17. Os amigos, agora, no terceiro ano do ensino médio possuem um sonho em comum para o futuro: cursar economia.

Os brasileiros receberam a missão de simular o gerenciamento do patrimônio de um cliente potencial e desenvolverem uma estratégia de investimento a longo prazo, alinhada aos objetivos do cliente. Gustavo, líder do projeto, contou que tem vontade de estudar em universidades do exterior e encontrou a competição pesquisando sobre o assunto. “Encontrei a competição na internet e resolvi chamar meus amigos. Ficamos bem desfavorecidos em comparação com outras equipes, por ter menos membros, apenas quatro, mas foi excelente porque todos são próximos e foram os únicos que estavam afim de participar”.

A equipe brasileira recebeu o currículo financeiro de um ex-jogador de futebol americano e U$ 500.000 para realizar o projeto em um simulador criado pela competição. Os estudantes receberam o objetivo de preparar investimentos do personagem para os próximos 10 anos. Natan contou que a inspiração da estratégia foi de uma equipe indiana que havia sido finalista em edições anteriores da competição. “Começamos a procurar sobre equipes em edições passadas, pesquisamos bastante sobre conhecimentos de finanças, porque, até então, sabíamos só o básico, além da ajuda dos nossos pais que alguns trabalham na área.”

A estratégia utilizada pela HHA Investments foi o estudo de quais empresas, setores e países seriam as melhores opções para realizar os investimentos do cliente. O personagem afirma se importar com questões ambientais, impactando nas escolhas dos estudantes durante os movimentos financeiros. O diferencial dos brasilienses foi a criação de um modelo de inteligência artificial, uma fórmula matemática que calcula a qualidade de cada empresa para se investir à longo prazo.

A tecnologia, baseada nos modelos do pesquisador financeiro Harry Markowitz, avalia os números públicos das empresas, como lucro, dívidas e dinheiro em produtos. Após a avaliação dos dados pelo algoritmo, ela direciona a quantidade de investimento que deve ser feito, pensando na assertividade dos próximos 10 anos do cliente.

Na semifinal, os estudantes precisaram explicar, por vídeo, qual estratégia foi usada na análise do currículo financeiro do cliente. Todos os membros participaram da explicação e contaram as experiências. Adriano disse que ainda estão em êxtase com o resultado. “Acordo achando que foi um sonho. Nós sabemos da nossa qualidade, mas vamos em busca de conquistar pelo menos um top-3”, afirmou. “Pretendemos treinar muito para replicar o vídeo que apresentamos agora presencialmente”. 

 

*Estagiário sob a supervisão de Ana Sá