*Por Ana Bispo Calisto
Professores e orientadores educacionais da rede pública do Distrito Federal participaram, nesta quarta-feira (21/10), de uma paralisação com ato na Praça do Buriti. Mobilização, convocada pelo Sindicato dos Professores do Distrito Federal (Sinpro-DF), teve como pauta críticas ao que a entidade classifica como autoritarismo e censura na rede pública de ensino, além de reivindicações por melhores condições de trabalho.
Segundo Cleber Soares, coordenador da Secretaria de Administração do Sindicato dos Professores do Distrito Federal (Sinpro-DF), a mobilização teve adesão expressiva da categoria. Ele afirmou que a maioria das escolas visitadas pelo sindicato estava fechada e que muitos profissionais compareceram à manifestação.
O ato também contou com a presença de representantes do movimento estudantil, cuja participação foi destacada pelo dirigente sindical.
Cleber criticou a condução da política educacional do governo do Distrito Federal e afirmou que os profissionais enfrentam problemas como falta de materiais didáticos, ausência de espaços pedagógicos adequados e salas de aula superlotadas. Contestou também a responsabilização dos professores pelos resultados do Índice de Desenvolvimento da Educação Básica (Ideb). Para ele, a falta de investimentos na estrutura das escolas prejudica a qualidade do ensino, apesar do comprometimento dos profissionais.
A governadora Celina Leão (PP) havia pedido que o sindicato reconsiderasse a data do ato, por ocorrer quatro dias antes do segundo turno das eleições, marcado para domingo (25/10). O Sinpro-DF, por sua vez, manteve a mobilização e defendeu o direito da categoria de reivindicar mudanças na política educacional.
A Secretaria de Educação do DF informou anteriormente que a adesão à paralisação era facultativa e que eventuais aulas suspensas seriam repostas conforme o calendário escolar.
*Estagiária sob a supervisão de Ana Sá
