Por Marcelo Souza
A tecnologia corporativa criou um paradoxo caro, tácito e mensurável. Muitas empresas compram velocidade, mas entregam atrito. Por isso, algumas lideranças C-Level já tratam a experiência digital dos funcionários como tema de resultado, capital humano e alocação de recursos.
DEXOps, sigla que pode ser traduzida como Operações da Experiência Digital do Colaborador, surge como disciplina para medir e melhorar a relação entre pessoas, ferramentas, processos e dados no ambiente digital de trabalho de maneira contínua. Seu objetivo é mapear e recuperar a capacidade organizacional que a empresa perde todos os dias devido à fricção entre as pessoas e a tecnologia.
Estudos estimam que, em uma empresa com 2.000 colaboradores, as perdas de produtividade podem chegar a quase US$ 4 milhões por ano devido a interrupções tecnológicas. O cálculo considera 3,6 interrupções mensais por problemas técnicos, mais 2,7 interrupções por atualizações obrigatórias de segurança, com 1,6 hora perdida por colaborador ao mês. Com efeito, aproximadamente 87% dos times de TI veem impacto positivo de uma DEX forte sobre produtividade, 85% sobre satisfação e 77% sobre retenção.
O erro comum está em reduzir a experiência digital do colaborador a uma resposta da TI. Claro, a TI tem papel central. Ainda assim, o impacto ultrapassa seu perímetro. O CFO deveria ver o custo total da fricção. O CHRO deveria observar o efeito sobre engajamento e retenção. O CEO deveria acompanhar se o ecossistema digital consome a capacidade que a estratégia pretende expandir.
Há um duplo pagamento pouco discutido. Primeiro, a companhia paga pela licença, pela implantação, pela integração e pela governança de cada solução. Depois, paga de novo quando a solução entra em um ambiente já saturado, fragmentado e mal orquestrado. O CFO vê contrato, depreciação, assinatura e projeto. Enxerga com menor nitidez o custo de troca de contexto, a curva de adoção, a proliferação de caminhos paralelos, a queda de atenção e o tempo que as áreas gastam para fazer a tecnologia conversar com o trabalho real. Pois é. A transformação digital, quando mal-governada, vira uma coleção de boas intenções com desempenho degradado, especialmente com o avanço da Inteligência Artificial.
É aqui que DEXOps ganha relevância. O ambiente digital define o ecossistema, DEX determina a experiência e DEXOps cria a disciplina para transformar ambos em prática mensurável. A empresa deixa de medir apenas disponibilidade técnica e começa a mensurar impacto percebido, fluidez operacional, fricções recorrentes e valor recuperado em um framework operacional.
Executivos criteriosos costumam desconfiar de novas siglas, com razão. O mercado adora batizar velhos problemas com nomes novos. DEXOps merece sobreviver ao ceticismo porque aponta para um problema real e verificável. Ele força a empresa a sair da visão departamental e encarar a experiência digital como capacidade sistêmica.
A transformação digital será julgada menos pelo volume de tecnologia instalada e mais pela capacidade que devolve ao negócio. A empresa que medir cedo a fricção digital poderá recuperar tempo, foco e confiança. A que preferir medir sistemas em funcionamento talvez descubra tarde demais que produtividade também se perde em silêncio.
Sobre a Positivo S+
A Positivo S+ é a marca para o negócio da Positivo Tecnologia focado em oferecer serviços de tecnologia da informação (TI) para simplificar a jornada tecnológica dos clientes. Surgida a partir da união da expertise da Algar Tech MSP e da Positivo Tech Services, a Positivo S+ oferece um portfólio completo de soluções como Digital Workplace, serviços de cloud computing e infraestrutura de TI, além de cibersegurança.
Presente em 17 países da América Latina, principalmente no Brasil,Colômbia, Argentina e México, a Positivo S+ é certificada pelo MIT como um dos negócios mais inovadores do Brasil. Além disso, está posicionada no quadrante Líder em Digital Service Desk and Workplace Support Servicesno ISG Provider Lens 2022 e classificada como a terceira maior provedora de serviços de Digital Workplace do Brasil, segundo o IDC. Em 2024, conquistou o selo WeHelp NPS + 75, com um YTD de 95.
Sobre a Positivo Tecnologia
A Positivo Tecnologia é uma empresa brasileira de tecnologia que desenvolve, fabrica e comercializa computadores, celulares, tablets, dispositivos para casas e escritórios inteligentes, servidores e demais soluções para infraestrutura de TI, além de máquinas de pagamento e tecnologias educacionais. Também oferece serviços gerenciados de TI.
O conjunto de produtos e serviços é voltado para consumidores finais, empresas, condomínios residenciais, escolas e instituições públicas. A Companhia foi fundada em 1989, possui sede administrativa em Curitiba (PR), fábricas em Ilhéus (BA) e Manaus (AM), além de presença na Argentina, Quênia, Ruanda, China e Taiwan. O portfólio de marcas e negócios é composto por Positivo, Positivo Casa Inteligente, Positivo Servers & Solutions, PositivoSEG, Positivo as a Service, PositivoS+, VAIO, Infinixe Educacional - Ecossistema de Tecnologia e Inovação.Informações adicionais podem ser obtidas em www.positivotecnologia.com.br. Para saber as últimas notícias sobre a Positivo Tecnologia, visite Sala de Imprensa, assim como os perfis da Companhia noLinkedIn,FacebookeInstagram.
