TRANSFORMAÇÃO DIGITAL

Alunos da UnB ganham bolsas internacionais de cursos de especialização

Em estudo de caso apresentado pela Wiz, estudantes foram contemplados em concurso e poderão escolher cursos em instituições nos EUA, Inglaterra ou Itália

Isabela Oliveira*
postado em 02/09/2020 20:28 / atualizado em 18/09/2020 13:25

O mundo está cada vez mais digital, e a pandemia do coronavírus tem potencializado para que empresas estejam ainda mais conectadas à tecnologia. Levando isso em conta, três estudantes de engenharia de produção da Universidade de Brasília (UnB) participaram de um concurso apresentando estudo de caso de uma empresa brasiliense sobre o tema. A International Business School (IBS), instituto que oferece programas internacionais para executivos em áreas como empreendedorismo e inovação, promoveu o concurso no primeiro semestre com o tema de transformação digital.


O propósito da competição era fazer com que estudantes refletissem sobre oportunidades de inovação e tendências digitais que as empresas tiveram que se submeter devido ao impacto da Covid-19 no mercado.


Igor Mendes, Thaís Oliveira e Vanessa Coelho foram contemplados com bolsas de estudo após submeterem um artigo sobre a transformação digital pela qual passou a Wiz Soluções, gestora de canais de distribuição de produtos financeiros e seguros do país, com sede em Brasília. A estudante do 8º semestre Thaís Oliveira, 22 anos, conta que a amiga recebeu informações do concurso por meio de uma newsletter e eles pensaram em participar abordando uma organização brasiliense no artigo. “Desde o início a gente sabia que queria fazer de uma empresa de Brasília para colocar na audiência que Brasília também é ponto focal de empreendedorismo”, explica a estudante.

Thaís Oliveira terá a oportunidade de fazer um curso de três semanas na Universidade da Califórnia, nos Estados Unidos
Thaís Oliveira terá a oportunidade de fazer um curso de três semanas na Universidade da Califórnia, nos Estados Unidos (foto: Arquivo Pessoal)


Thaís Oliveira atualmente trabalha na Cotidiano, uma aceleradora de startups, e é gerente de comunidade, responsável pela comunicação interna com as empresas. Os estudantes conseguiram o contato da Wiz, por meio da aceleradora, pois as duas se inserem no ecossistema de inovação. “A oportunidade de fazer com a Wiz veio de dentro da Cotidiano, porque a gente faz um trabalho também de inovação aberta com grandes corporações trazendo para dentro desse universo”, explica a estudante de engenharia de produção.


O estudo de caso

O artigo dos universitários mostrou o pioneirismo da companhia ao prever a necessidade de potencializar os processos e integrar a tecnologia em toda a empresa, exigindo mudanças na cultura, operações e agregando valor na área. A Wiz vem colhendo os frutos desde 2017, quando começou a implementar as modificações, e só por isso foi possível uma transição rápida durante a pandemia. O estudo de caso dos estudantes de engenharia também destaca a constante inovação na área de tecnologia da informação, a diversificação na área de atuação e as parcerias firmadas pela Wiz Soluções.

 

As grandes mudanças da Wiz foram a migração do armazenamento dos arquivos para a nuvem, a mudança para um mindset (cultura e comportamento das pessoas) mais tolerante a erros e utilização de modelos de squads (equipes multidisciplinares com objetivos específicos) rodando em todas as áreas para agilizar os trabalhos. Para Michelle Oliveira, 39, especialista em comunicação da Wiz, as modificações foram satisfatórias e possibilitaram que a empresa pudesse fazer o trabalho em regime home office na pandemia sem perda de produtividade. “A metodologia ágil realmente entrou e mudou o modelo de trabalho da companhia”, reconhece a especialista da sede em Brasília.


Clarissa Schmidt, 33, diretora do departamento Gente e Gestão da Wiz, participou do processo de transformação digital e foi a ponte entre os estudantes e a empresa para que o trabalho deles pudesse ser feito. O propósito da Wiz é o desenvolvimento de pessoas, e a diretora reforça que a transformação digital tem muito mais a ver com gente do que com tecnologia. “Pelo fato do nosso principal ativo ser pessoas, a gente queria desenvolvê-las para que elas se tornassem profissionais melhores que elevassem o patamar de qualidade do Brasil”, explica a diretora Clarissa Schmidt.


Além disso, a diretora reforça a missão da Wiz de desenvolver estudantes e a importância de ter compartilhado as experiências. “Foi prazeroso para a Wiz dividir o aprendizado que a gente teve”, celebra a profissional formada em administração pela UnB.


Os estudantes terão a oportunidade de fazer um curso de especialização de três semanas e poderão escolher entre instituições de países como Estados Unidos, Inglaterra e Itália. O período é limitado, portanto eles têm até 2022 para utilizarem a bolsa que cobrirá 60% do valor das aulas. A estudante Thaís Oliveira escolheu o curso de liderança disruptiva pensando no futuro e que competências pessoais, as soft skills, são cada vez mais requisitadas pelo mercado. “O que fica são as nossas qualidades enquanto ser humano. Adoro liderar pessoas, e o curso é liderança no mundo da disrupção. Então, é como liderar negócios tecnológicos que tem tudo a ver com o que eu tenho feito no trabalho e com quem eu sou”, pontua a estudante de engenharia de produção.


*Estagiária sob supervisão de Ana Sá

Os comentários não representam a opinião do jornal e são de responsabilidade do autor. As mensagens estão sujeitas a moderação prévia antes da publicação