pós-graduação

Pesquisadora paraibana é a primeira brasileira selecionada para bolsa Fred Trajano de pós-doutorado no MIT

Cientista de dados é a primeira mulher a ingressar no programa de bolsas de estudo de pós-graduação no MIT

Eu Estudante
postado em 10/06/2022 18:33 / atualizado em 13/06/2022 14:13
 (crédito: Netto Sousa)
(crédito: Netto Sousa)

A pesquisadora paraibana Chrystinne Fernandes foi a primeira brasileira selecionada para a edição de estreia do programa de bolsa de estudos de pós-graduação e pós-doutorado no Massachusetts Institute of Technology (MIT). O projeto foi idealizado pela Sociedade Beneficente Israelita Brasileira Albert Einstein em parceria com Frederico Trajano, CEO da Magazine Luíza.

Natural de Patos, Chrystinne rompeu barreiras ao ingressar no programa Postdoctoral Fellows Fund. A pesquisadora se formou em ciência da computação na Universidade Federal da Paraíba (UFPB) em 2006 e conta com vasto currículo acadêmico.

Para ela, o sentimento de ser a única brasileira no programa é único e indescritível. “É incrível. Fico muito feliz de ter conseguido essa oportunidade. Representar as mulheres, a Paraíba e o povo nordestino é sensacional”, diz a cientista.

Atualmente, ela produz pesquisas na área de saúde, com auxílio da ciência de dados e Internet das Coisas (IoT). Ao portal da UFPB, Chrystinne ressaltou que a ciência da computação tornou-se ainda mais fundamental depois da pandemia de covid-19, principalmente no tocante ao trabalho remoto.

A ciência de dados figura na lista de profissões de alta demanda para os próximos anos, de acordo com o relatório do Future of Jobs, do Fórum Mundial Econômico. No Brasil, apenas 9% das mulheres que trabalham com tecnologia atuam em áreas operacionais. Pesquisa realizada pela consultoria Mercer com cerca de 760 empresas revela que somente 7% ocupam cargos de liderança.

A cientista afirma que na época em que se formou, em 2006, a presença feminina na área era bastante escassa. E lembra que em sua turma, com cerca de 30 alunos, apenas cinco eram mulheres. "Tinha poucas referências femininas, só tive uma professora mulher", conta Chrystinne.

A pesquisadora espera ser referência para muitas mulheres que estão iniciando na carreira tecnológica. Ainda para o portal, Chrystinne afirma que Inteligência Artificial, Ciência de Dados e Aprendizado de Máquina são áreas promissoras no mercado de trabalho e que essas modalidades ainda abrirão portas.

 

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