Estudantes da Universidade do Distrito Federal Jorge Amaury Maia Nunes (UnDF) organizaram um protesto chamado "OcupaUnDF" nesta quarta-feira (18/3), às 16h, no Campus Norte, no Lago Norte. Ação é uma resposta à decisão do Governo do Distrito Federal (GDF) de transferir cursos para um prédio alugado, em Ceilândia, sem consulta prévia aos universitários.
A greve já tinha sido anunciada após assembleia realizada nos três turnos de segunda-feira (16/3).
Os manifestantes apontam que a transferência do câmpus, feita sem aviso prévio, impacta a rotina dos alunos, que não tiveram tempo para planejar questões como o deslocamento até a faculdade. Entre os principais impactos citados estão o aumento no tempo de deslocamento, a elevação dos custos de transporte e o possível comprometimento de recursos que poderiam ser destinados à assistência estudantil.
Nas redes sociais, a mobilização contou com o apoio de diversos grupos estudantis, como o Diretório Central dos Estudantes da UnB (DCE). Além da transferência do câmpus, os estudantes também reinvidicam a construção de um restaurante universitário, a inclusão do auxílio alimentação e criticam a forma que a universidade tem sido administrada. "Do outro lado, estudantes também cruzam os braços diante da precarização crescente: não há restaurante universitário, não há auxílio alimentação e as políticas de permanência são insuficientes. Como se não bastasse, o governo avança com a transferência autoritária de cursos para um prédio privado do Iesb, com um contrato milionário que poderia estar sendo investido em estrutura própria e assistência estudantil", critica o perfil do Diretório Central Acadêmico da UnDF.
"Um estudante se organiza para estudar no câmpus Lago Norte. Da noite para o dia, ele é informado que agora vai estudar em Ceilândia. Isso é um absurdo, é um descaso", critica uma aluna nas redes sociais.
Professores, também, anunciam greve
Assim como o corpo estudantil, o Sindicato dos Docentes da UnDF anunciou, segunda-feira (16/3), a formalização da greve dos professores. O Sindicato dos Docentes da UnDF protocolou, também, segunda-feira (16), a notificação formal de greve junto à reitoria e ao governo.
A categoria reinvidica reestruturação da carreira, melhorias nas condições de trabalho e a revisão de decisões administrativas, como a mudança de câmpus. O sindicato avalia que a medida foi adotada sem planejamento adequado e fere o princípio da gestão democrática do ensino público.
