Estudantes da Universidade do Distrito Federal Jorge Amaury Maia Nunes (UnDF) começaram a greve estudantil OcupaUnDF, no Câmpus Norte, no Lago Norte, na útima quarta-feira (18/3). O ato, que deve durar até a próxima sexta (20), é uma resposta à decisão do Governo do Distrito Federal (GDF), que transferiu o câmpus Lago Norte para um prédio alugado, em Ceilândia, sem consulta prévia à comunidade acadêmica. A mudança está prevista para ocorrer em 30 de março.
Universitários defendem que a mudança do câmpus foi feita às pressas e pegou os alunos de surpresa, já que muitos organizam a rotina com base na localização da faculdade. “O Câmpus Norte foi pensado para atender Planaltina, Sobradinho, Paranoá, Varjão. E são essas pessoas que serão transferidas para Ceilândia sem qualquer tipo de consulta. O estudante tem que pegar três e até quatro ônibus por dia. ”, aponta Bárbara Oliveira, representante do Diretório Central Acadêmico (DCA) da UnDF.
Confira vídeo do ato na UnDF
Os estudantes também criticam o valor de aluguel do novo câmpus, estimado em R$ 110 milhões, quantia que deve ser paga durante os próximos cinco anos. Como alternativa, os universitários propõem que o montante possa ser direcionado à construção do Câmpus Ceilândia em um terreno próprio cedido pelo GDF.
Evasão estudantil
Um levantamento feito pelo DCA mostrou que, dos 454 alunos questionados sobre a permanência no curso, 313 responderam que trancariam a graduação por não ter condição de se deslocar até Ceilândia. Apenas na última semana, segundo Bárbara, 18 trancamentos de matrícula ocorreram no Câmpus Norte.
“A Reitoria se posicionou dizendo que o Câmpus Ceilândia vai expandir a universidade, mas vimos que 69% dos alunos que responderam a pesquisa vão desistir do curso. Isso não quer dizer expansão, mas sim precarização do ensino público”, critica a representante do DCA.
Fora a transferência de câmpus, os alunos argumentam que a universidade sofre precarização, e defendem a construção de um restaurante comunitário, além de novas linhas de ônibus
