Em assembleia geral convocada pelo Diretório Central de Estudantes Livre da Universidade de São Paulo na última quarta-feira (15/4), os discentes aprovaram a greve unificada com funcionários da Universidade de São Paulo (USP). Alunos haviam feito paralisação com adesão de mais de 105 cursos em 14 de abril. Objetivo é reivindicar melhora nos restaurantes universitários e aumento no valor das bolsas, além de apoiar a greve dos funcionários.
A mobilização ocorreu na Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas (FFLCH-USP). Estudantes exigem melhorias para a condição de permanência estudantil, aumento do valor das bolsas para um salário mínimo; isonomia nas bonificações entre docentes e funcionários; além da denúncia à má qualidade dos serviços oferecidos. Após decisão unânime, departamentos farão reuniões individuais para aderir ou não à greve.
A greve dos funcionários se iniciou após aprovação do Conselho Universitário para uma gratificação mensal de R$ 4.500 destinada apenas aos professores da USP. Ao todo, o bônus custaria R$ 238,44 milhões para o orçamento da universidade. A classe entende que não houve proposta de revisão salarial para os demais funcionários.
O Diretório também ressaltou a proibição das entidades estudantis de arrecadarem dinheiro com aluguéis de espaços para gráficas e lanchonetes. “Na prática, essa medida condena a autonomia financeira das entidades e de organização dos estudantes”, afirmam os estudantes em nota publicada nas redes sociais.
*Estagiário sob a supervisão de Ana Sá
