O 14º Congresso Brasileiro de Pesquisadores/as Negros/as (Copene) recebe, na quarta-feira (29/7), às 16h30, uma mesa-redonda que conecta experiências de juventudes negras no Brasil e na África Ocidental. Intitulado "Odó Dúdú: Juventudes Negras no Brasil e no Oeste Africano", o debate ocorre na sala AT 60/41, no BSA Norte do câmpus Darcy Ribeiro da Universidade de Brasília (UnB).
O painel reúne o jurista e escritor beninense Moudjib Djinadou, fundador e diretor executivo do Instituto Itumò, centro independente de pesquisa e prospectiva estratégica com sede em Porto-Novo, no Benin. Doutor em Direito pela Universidade Paris V René Descartes, Djinadou atuou por quase três décadas nas Nações Unidas, em missões de proteção a refugiados e manutenção da paz em diferentes países africanos, incluindo passagens pelo Acnur, pelo Escritório das Nações Unidas para a África Ocidental e o Sahel (Unowas) e pela Missão da ONU na República Democrática do Congo (Monusco). Também é autor do ensaio "África Renegada — Basta Ser Africano", lançado em junho deste ano, no qual defende a autodeterminação intelectual e cultural do continente.
Pesquisadoras da UnB
Do lado brasileiro, participam duas pesquisadoras do Núcleo de Estudos Afro-Brasileiros da UnB (Neab/UnB): Norma Diana Hamilton, professora do Instituto de Letras e coordenadora adjunta do Copene 2026, e Renata Callaça Gadioli, professora da Faculdade de Administração, Contabilidade, Economia e Gestão de Políticas Públicas. A mediação fica a cargo de Luiz Herculano de Sousa Guilherme, professor de Língua Portuguesa do Instituto Federal de Santa Catarina (IFSC) e coordenador do Núcleo de Estudos Afro-Brasileiros e Indígenas (Neabi) do câmpus Gaspar.
O Copene, maior congresso de pesquisadores negros do país, ocorre de 28 a 31 de julho na UnB e tem como tema "Consciência Negra: contribuição do pensamento afrodiaspórico para a democracia brasileira".
