Painel no IESB discute exigência de diploma para jornalistas e futuro da categoria

Representantes da FENAJ, SINJORBA e SJPDF reforçam o papel da formação universitária na defesa da democracia e na qualidade da informação

Correio Braziliense
postado em 31/08/2026 15:07
Moacyr Neves (1º vice-presidente da FENAJ) e Renata Maffezoli (SJPDF/FENAJ) abordaram a importância da formação acadêmica e da ética profissional. -  (crédito: Eduarda Queiroz )
Moacyr Neves (1º vice-presidente da FENAJ) e Renata Maffezoli (SJPDF/FENAJ) abordaram a importância da formação acadêmica e da ética profissional. - (crédito: Eduarda Queiroz )

Por: Gabriela Santos*

Na manhã desta segunda-feira (31/08), estudantes e professores do curso de Jornalismo do Centro Universitário IESB (Campus Sul) reuniram-se na instituição para debater um dos temas mais decisivos para o futuro do jornalismo no Brasil: a obrigatoriedade do diploma para o exercício da profissão.

O debate contou com a presença de duas lideranças de expressão nacional e regional da categoria profissional: Moacyr Neves, 1º vice-presidente da Federação Nacional dos Jornalistas (FENAJ) e diretor do Sindicato dos Jornalistas Profissionais no Estado da Bahia (SINJORBA), e Renata Maffezoli, coordenadora de comunicação do Sindicato dos Jornalistas Profissionais do Distrito Federal (SJPDF) e diretora executiva da FENAJ. A atividade integrou a programação acadêmica das turmas da instituição, sob coordenação do corpo docente do curso de Jornalismo, ressaltando a importância do engajamento estudantil nas lutas sindicais e institucionais que moldam o mercado de trabalho.

Valorização profissional e combate à desinformação

O painel, promovido sob o tema "Jornalismo é Profissão: Diploma Já!", trouxe ao centro da discussão a necessidade de recompor o pilar legal e acadêmico que garante a qualidade técnica, ético-deontológica e social do jornalismo no país. Durante o encontro, os palestrantes destacaram que a luta pelo diploma trata-se de um compromisso público com a verdade, com o rigor ético na apuração das notícias e com a defesa da democracia. Segundo Renata Maffezoli, “o profissional graduado no curso de jornalismo tem obrigatoriamente a disciplina de ética e estuda o procedimento de produção da escrita desde uma apuração adequada até a publicação”. Diante dessa análise, em um cenário marcado pelo crescimento da desinformação e das fake news, a formação universitária qualificada surge como a garantia essencial de responsabilidade social e preparo técnico.

A presença dos representantes da FENAJ e do SJPDF no ambiente universitário reforça a estratégia de aproximação entre entidades de classe e os futuros profissionais da imprensa. Para os alunos presentes, o debate ofereceu não apenas um panorama analítico sobre a legislação vigente e os projetos em trâmite no Congresso Nacional — explicados por Moacyr Neves —, mas também um espaço direto de conscientização sobre o papel do jornalista na sociedade contemporânea. Para Neves, a preocupação é com o futuro: “Nós buscamos explicar para a nova geração de jornalistas o valor do diploma para que eles continuem buscando o conhecimento”.

Estagiária sob a supervisão de Ana Sá*

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