Eu, Estudante

MESTRADO INTERNACIONAL

Programa de mestrado do governo britânico está com inscrições abertas

Chevening oferece bolsas de estudo para o ano letivo 2021-2022 para jovens líderes de qualquer lugar do Brasil. Inscrições podem ser feitas até 3 de novembro

A possibilidade de conquistar uma bolsa de estudos que cubra todas as despesas, e ainda fazer uma imersão cultural, acadêmica e profissional em um país estrangeiro é o sonho de muitos brasileiros. Por isso, o governo britânico está com as inscrições para o programa Chevening com oferta de bolsas de mestrado. Futuros líderes que queiram estudar em qualquer universidade britânica e tenham comprometimento para criar um impacto positivo ao retornarem ao Brasil podem se inscrever.


O programa tem a duração de um ano e oferece apoio financeiro que cobre custos com a universidade, estadia e viagem. As inscrições para a turma 2021-2022 se encerram em 3 de novembro. Segundo Chris Wright, 45 anos, conselheiro político do governo britânico no Brasil, o objetivo das bolsas é buscar jovens que têm espírito de liderança. "Nós queremos que as pessoas tenham um plano para o futuro. O que é realmente importante é que eles tenham um plano para voltar para o país de onde vieram para fazer a diferença", explica o conselheiro. "Nós queremos oferecer as bolsas com o propósito de encorajar as pessoas com potencial para liderança."

James Edward, 35, diretor do Chevening no Brasil, acredita que além do impacto positivo, eles também buscam estudantes que estão dispostos a melhorar as relações entre britânicos e brasileiros. "Candidatos devem ser capazes de mostrar o impacto que eles irão fazer", afirma o diretor.


Etapas do programa


Para as inscrições, os candidatos devem responder a um formulário com várias informações de experiência e histórico profissional. Além disso, é preciso escrever quatro redações sobre os temas: liderança, networking, plano de estudo e plano de carreira, demonstrando como o mestrado vai auxiliar no cumprimento do planejamento do candidato.


Os aprovados para a segunda etapa, são convocados para uma entrevista para provarem que realmente são jovens líderes e merecem a bolsa. Para o conselheiro político do governo britânico, Chris Wright, o candidato ideal demonstra todas as características pedidas nas redações durante o processo seletivo. "Nós estamos procurando por pessoas que vão ser líderes na sua área de atuação no Brasil no futuro", afirma Wright. Além disso, eles devem se candidatar a, no mínimo, três universidades britânicas e posteriormente fazem a escolha de acordo com a instituição que seja dos mesmos interesses profissionais do candidato.


Por fim, aqueles que forem contemplados, podem preparar as malas e só se preocuparem com os estudos, pois a bolsa cobre praticamente todos os custos e ainda oferece vários benefícios. Os estudantes são inseridos no sistema de saúde do Reino Unido, recebem auxílio de custos para o retorno ao país de origem e também auxílio para eventos que têm como objetivo ajudar os estudantes a ampliarem a rede de contatos.

Arquivo Pessoal - Juliana Leal foi contemplada com uma bolsa e vai fazer mestrado na Universidade de York


Em 2020, 46 brasileiros foram contemplados com a bolsa e Juliana Leal está entre eles. A graduada em relações internacionais pela Universidade Federal de Goiás tem 25 anos e quer trabalhar com direitos humanos em organizações internacionais. Ela está concluindo um mestrado na Universidade de Brasília (UnB) e foi contemplada com uma bolsa do programa Chevening. “Eu senti uma necessidade muito grande de me aprofundar e foi, por conta disso, que eu pensei que seria o momento para fazer um mestrado no exterior”, explica a mestranda.

No ano passado, o Chevening recebeu mais de 1.250 inscrições do Brasil. No total, existem 1.833 ex-estudantes brasileiros. Já o impacto do programa no mundo todo já alcançou 50 mil bolsistas.


Rede de contatos


A futura aluna da Universidade de York Juliana Leal também conta que se preparou para o processo seletivo e conversou com muitas pessoas que já passaram pelas etapas. Juliana está com as expectativas altas de poder ampliar a rede de contatos e construir conexões relevantes para a carreira. “Eu acredito muito no poder de transformação em rede, e a rede do Chevening vai ser muito útil em coletar esses meus anseios”, vibra a estudante contemplada com a bolsa. Juliana viaja para o Reino Unido em setembro para dar início ao programa.


Ciro Moraes dos Reis, 30, é ex-bolsista do Chevening da turma de 2016-2017 e viu no programa uma forma de se colocar em outro patamar profissional. “É uma oportunidade sem igual de encontrar pessoas capacitadas e interessadas em impacto social”, conta o graduado em direito. “Achei que seria muito importante para a minha formação fazer parte daquela rede.”

Arquivo pessoal - Durante o mestrado, Ciro dos Reis teve a oportunidade de fazer uma imersão cultural e conheceu a Rainha da Inglaterra


E as expectativas do mestre em administração pública e governança pela Escola de Economia e Ciência Política de Londres (LSE) foram mais que superadas. “Foi o melhor ano da minha vida. Tive a chance de estudar em uma das melhores universidades do mundo, conhecer pessoas do mundo inteiro e conhecer mais sobre a cultura do Reino Unido”, relata Ciro dos Reis, que, inclusive, teve a oportunidade de conhecer a Rainha da Inglaterra durante o mestrado.

Arquivo Pessoal - Ciro dos Reis participou da turma de 2016/2017 do Chevening


Além disso, ele diz que é muito questionado se valeu a pena ter feito um mestrado tão teórico em um país com diferenças econômicas e sociais do Brasil. “É claro que nem tudo pode ser transferido para cá, a realidade é diferente. Contudo, é importante saber os princípios de algumas dessas teorias para poder inovar e adaptar soluções adequadas para a nossa realidade”, explica o analista de governança local que atualmente mora em São Paulo. “Você aprende que não vai resolver nada sozinho e faz contatos certos para a construção de algo em equipe.”

Retorno para a sociedade


Juliana Leal ressalta que um dos requisitos do programa é a obrigatoriedade de, após o término do mestrado, retornar ao país de origem e ela achou isso muito positivo. “Realmente é uma devolutiva. Eu tenho essa perspectiva de ir, fazer esse mestrado e retornar com uma devolutiva. Tenho para mim uma frase que conhecimento é dívida. Então, todo conhecimento que eu adquirir, eu sinto que também estou contraindo uma dívida que tenho que retornar para a sociedade”, explica a mestranda.


Para se candidatar ao programa, sanar dúvidas e ter a chance de participar da grande rede de contatos, acesse o site


*Estagiária sob supervisão de Ana Sá