Procure ajuda!

Diversas instituições, públicas e particulares, oferecem apoio à saúde mental. Confira variedades de serviço

IESB/Reprodução
Lucas Heiki Matsunaga, aluno de psicologia



As clínicas-escolas do DF

Faculdades de psicologia prestam um importante serviço à população brasiliense, oferecendo atendimentos gratuitos à comunidade. As consultas são feitas por estudantes de graduação, com a supervisão de professores

UnB

O Centro de Atendimento e Estudos Psicológicos da Universidade de Brasília (Caep/UnB), criado em 1975, tem capacidade para fazer até 1.300 atendimentos semanais. Normalmente, porém, a média fica entre 700 e 800 por semana, informa Sérgio Eduardo Silva de Oliveira, vice-coordenador do Caep. Localizada no câmpus Darcy Ribeiro, a clínica conta com cerca de 25 professores e 170 alunos, que completaram pelo menos 120 créditos do curso, estando, normalmente, a partir do 7º semestre. Cada estudante atende de três a quatro pacientes por semana. "O serviço é aberto ao público, mas é destinado, preferencialmente, à população com menor condição financeira. Não há prioridade para os alunos da UnB, apesar de atendermos vários. As vagas são preenchidas por ordem de ligação. Todos têm a mesma chance. Normalmente, as oportunidades são abertas no início do semestre, até os dois ou três primeiros meses de aula", afirma o professor de psicologia. Há serviços dos mais diversos, entre terapia de família ou conjugal, para criança e adolescente, avaliação psicológica, trabalho específico para diversidade racial e sexual, dores e doenças crônicas, mulheres com câncer...

Um serviço muito importante oferecido por alunos e professores de cursos de psicologia são atendimentos gratuitos, abertos tanto à comunidade acadêmica quanto ao público em geral. A terapia das clínicas-escolas funcina em via de mão dupla: é fundamental para que os futuros psicólogos possam treinar antes de terminar a graduação e é um meio para que pessoas que, talvez, de outras maneiras, não teriam acesso a esse tipo de tratamento, possam ter assistência.

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Estrutura de uma sala de atendimento na UnB



"A supervisão dos casos pelos professores é coletiva. Uma vez por semana, os alunos trazem os processos e recebem orientações." Pesquisador de psicodiagnóstico, psicopatologia, avaliação psicológica, psicometria, métodos projetivos e personalidade normal e patológica, Sérgio ressalta que os atendimentos de saúde mental não devem ser feitos somente nos casos mais graves. "É importante tomar cuidado para não valorizar só o suicídio, ou seja, dar atenção apenas quando a situação é urgente. O atendimento de saúde mental é também para aquela pessoa que está experienciando as primeiras crises psicóticas, teve uma alucinação, está sofrendo por algum motivo, não sabe se quer cursar psicologia ou direito, está tendo problemas em casa ou na família. É para todo mundo", defende. Também é importante quebrar o estigma de que quem procura esse tipo de atendimento é louco. "Ainda existe preconceito, buscar ajuda nesse sentido, culturalmente, é visto como fracasso, você é visto como alguém que não é forte o suficiente", critica.

"Só que isso é uma grande bobeira: se o seu dente dói, você vai ao dentista. Então, não é vergonha nenhuma ir atrás para resolver quando dói por dentro." Aluno do 8º semestre de psicologia, Lucas Heiki Matsunaga, 23 anos, é estagiário no Caep há um ano. "É uma experiência diversificada, é possível conhecer realidades diferentes. Por ser uma clínica com cunho social, temos contato com os mais distintos perfis de pacientes. E isso é um desafio para todos os profissionais que atuam aqui, mesmo aqueles com bastante experiência", percebe. "O contato com diversos problemas e condições me ajudou a entender melhor o ser humano e o que devo fazer para melhor atender o paciente."

Saiba mais

As vagas de atendimento e outras informações sobre o Caep são divulgadas no blog unbcaep.wordpress.com. É possível entrar em contato para marcar consultas às segundas-feiras, a partir das 8h30, pelo telefone 3107-1680. A clínica fica no câmpus Darcy Ribeiro, em frente à Fiocruz (Fundação Oswaldo Cruz), com entrada pela L3 Norte.

Outros serviços

Além do Caep, a UnB conta com outras unidades em que estudantes da instituição podem procurar ajuda:

» Núcleo de Estudos, Pesquisas e Atendimentos em Saúde Mental e Drogas (Nepasd): nepasdunb@gmail.com / 3107-1678

» Núcleo de Apoio Psicopedagógico e Bem Estar do Estudante de Medicina (Napem): napem@unb.br / 3107-1883

» Núcleo de Mútua Ajuda às Pessoas com Transtorno Afetivo (Apta), do Laboratório de Psiquiatria da Faculdade de Medicina: apta.apta@gmail.com / 3107-1978

» Diretoria da Diversidade (DIV): diversidade@unb.br, celiaselem@unb.br, sbadim@gmail.com / 3107-2645 / Local: Sala AT 199/7, ICC Sul, câmpus Darcy Ribeiro

» Coordenação Técnica de Programas de Assistência Estudantil (Ctpae): 3107-2303 / Local: Bloco Eudoro de Souza (Baes), câmpus Darcy Ribeiro

» Serviço de Orientação ao Universitário:

- Câmpus Darcy Ribeiro: sou@unb.br / 3107-6375

- Câmpus Ceilândia: soufce@unb.br / 3107-8941 ou 8407

- Câmpus Gama: soufga@unb.br / 3107-8909

- Câmpus Planaltina: soufup@unb.br / 3107-8007

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Iesb

Para Miriam Pondaag, chefe do Serviço de Psicologia João Cláudio Todorov do câmpus Sul do Centro Universtiário Iesb, a clínica escola só tem a contribuir com o bem-estar psíquico da população. "A instituição aproxima a psicologia do cotidiano das pessoas, tornando-a acessível à comunidade. É um espaço que propicia cuidado e apresenta relevância social na oferta de serviços e atendimentos que contribuem para a prevenção do adoecimento e para a promoção da saúde mental." A unidade fez cerca de 7.500 atendimentos no primeiro semestre de 2018. Os atendimentos individuais são para crianças, adolescentes e adultos. Há também grupo terapêutico para idosos e familiares. Outros serviços são: intervenção para queixas escolares, avaliação psicológica infantil e adulta, escuta psicológica à população LGBT, orientação parental e orientação profissional.

A clínica funciona no câmpus Sul na 613 Sul, Bloco M, 2º andar. Atendimentos: de segunda a sexta-feira, das 8h às 21h; sábados, das 8h às 12h. Inscrições: no site , presencialmente ou pelo telefone 3445-4502. A unidade oferece também plantão psicológico, aberto para pessoas a partir dos 15 anos que precisem de atendimento urgente. Os horários de atendimento são: segunda-feira, das 8h às 11h, das 13h às 16h e das 18h às 21h; terça-feira, das 13h às 16h e das 18h às 21h; quarta-feira: das 8h às 10h; das 13h às 16h e das 18h às 21h; quinta-feira, das 8h às 10h e das 19h às 21h; sexta-feira, das 8h às 10h e das 18h às 21h. Há ainda atendimentos no câmpus Oeste, na QNN 31, Áreas Especiais B/C/D/E, Ceilândia Norte. Por lá, o atendimento ocorre de segunda a sexta-feira, das 8h às 21h, e aos sábados, das 8h às 12h. Inscrições: no site , presencialmente ou pelo telefone 3962-4748.

Oswaldo Reis/Esp. CB/D.A Press



UCB

O Centro de Formação em Psicologia Aplicada da Universidade Católica de Brasília (Cefpa/UCB) tem inscrições abertas para atendimentos durante todo o ano. As consultas ocorrem de segunda a sábado pela manhã e pela tarde. Nas segundas, quartas e sextas, há plantões de atendimento por ordem de chegada (sem inscrição prévia), das 8h30 às 11h30 e das 13h30 às 20h30, por ordem de chegada. O endereço é: câmpus I da UCB, QS 7, Lote 1, Pistão Sul. A secretaria do Cefpa fica no Bloco M, sala 008. Telefone: 3356-9328. Já alunos da instituição são atendidos pelo Serviço de Orientação e Acompanhamento Psico-Pedagógico (Soape). A indicação de atendimento pode ser feita pelos professores/diretores ou pelos próprios alunos. Os atendimentos são feitos em até oito sessões. Caso os psicólogos sintam a necessidade de mais sessões, é feito o encaminhamento para atendimento em longo prazo fora da UCB.

(UDF)/Divulgacao



UDF

A Clínica Escola de Psicologia do Centro Universitário do Distrito Federal oferece atendimentos gratuitos e abertos à comunidade. O local funciona de segunda a sexta, das 8h às 21h, e aos sábados, das 8h às 12h. Qualquer pessoa pode marcar atendimento, inscrevendo-se pelo telefone 3225-7722 ou, pessoalmente, no endereço: 704/904 Sul, Edifício Rezende.

Victor Marques/Faciplac/Divulgação



Faciplac

O Centro Integrado de Estudos Psicossociais das Faculdades Integradas da União Educacional do Planalto Central começou a funcionar este mês, com 25 alunos do 5° semestre de psicologia sendo supervisionados por sete profissionais da área. Estudantes do 4º semestre observam os atendimentos. A clínica fica localizada no Gama, no endereço: Siga, Área Especial para Indústria nº 2, Setor Leste. Os atendimentos são gratuitos e abertos à comunidade, feitos de segunda a sexta-feira, das 13h30 às 19h30, e aos sábados, das 8h às 13h. Para se inscrever, é necessário comparecer presencialmente na secretaria do curso de psicologia ou entrar em contato pelo telefone: 3035-7575.

Marília Lima/Esp.CB/D.A Press



Unip

O Centro de Psicologia Aplicada da Universidade Paulista (CPA/Unip) da instituição em Brasília oferece gratuitamente atendimento psicológico a crianças, adolescentes e adultos que apresentem transtornos comportamentais e afetivos e dificuldades de aprendizagem, entre outros. Em 2017, a unidade fez 900 atendimentos. São oferecidos serviços de aconselhamento psicológico, atendimento a famílias e casais, psicodiagnóstico e psicoterapia. A pessoa interessada deve agendar um horário e aguardar a chamada para atendimento. Informações podem ser obtidas pelo telefone: 2192-7092. Por esse contato, é possível agendar horário de atendimento. Endereço: 913 Sul. Dias e horários de atendimento: de segunda a sexta-feira, das 8h às 13h e das 18h às 22h.

Marília Lima/Esp.CB/D.A. Press
A professora Izane Menezes



UniCeub

Marília Lima/Esp.CB/D.A. Press
Os estudantes de psicologia Gustavo Andrade e Amanda Duarte



Com 225 estagiários por semestre, o Centro de Formação de Psicólogos do Centro Universitário de Brasília (Cenfor/UniCeub) oferece atendimento clínico para, em média, 1.000 pacientes por ano. A unidade do curso de psicologia faz intervenção com pessoas e organizações. "Existem várias formas de atendimento, inclusive para a Justiça e conselhos tutelares", explica Izane Menezes, supervisora geral de Estágios de Psicologia do UniCeub. Os estudantes executam atividades no centro entre o 8º e o 9º semestres do curso. Apesar de o serviço ser aberto à comunidade, há preferência por pessoas sem plano de saúde ou condições financeiras para acesso a atendimento psicológico particular. Os pacientes pagam uma taxa simbólica de R$ 20 por mês. A supervisão dos professores é ao vivo. "As salas têm espelho de observação. Eu consigo ver o aluno atendendo e escutar a sessão. Se for realmente necessário, eu, inclusive, posso intervir e entrar. Por exemplo, se alguém entrou em surto", diz.

Estudantes do UniCeub precisando de atendimento psicológico tem prioridade no Cenfor. Eles chegam tanto diretamente quanto por encaminhamento do Núcleo de Apoio ao Discente (NAD). "Às vezes, também, um professor ou coordenador observa que um jovem está muito ansioso ou nervoso e manda para a gente", comenta Izane. Amanda Duarte Vaz Pinto, 27, acaba de terminar o 10º semestre de psicologia e está seguindo os passos da mãe, que é psicóloga. A jovem faz atendimentos no Cenfor há um ano e meio. "Passei por várias etapas, avaliação psicológica em adultos e crianças, saúde mental e, agora, estou atendendo na clínica. Tenho a certeza de que saio da universidade preparada para o mercado de trabalho. O contato com pacientes e a presença dos supervisores ajuda bastante", diz.

"Saúde mental é um tema que precisa ser mais discutido urgentemente. Se a atenção começar cedo, na infância, é possível evitar muitos problemas", acredita. O colega Gustavo Andrade de Jesus, 22, fará o 10º semestre de graduação agora e mudou a percepção do próprio curso a partir do contato com a clínica. "A ideia que eu tinha da psicologia era bastante equivocada e dura. Passei a entendê-la de forma mais humana e doce." Ele acredita que"tornar o ambiente universitário mais acolhedor possa ser uma saída" para lidar melhor com as crises emocionais dos alunos." Somente agora, após casos de suicídio, a saúde mental do estudante entrou em debate dentro das universidades. Ao longo do curso, percebemos o adoecimento de um colega, as faltas e até alguns que chegam a trancar o curso, mas as instituições em geral não percebem isso", lamenta.

Saiba mais

O Cenfor fica no Setor Comercial Sul, Quadra 1, Edifício União e funciona de segunda a sexta-feira, das 7h30 às 22h30, e aos sábados, das 7h30 às 12h30. Informações: 3966-1687. As inscrições para atendimento ficam abertas em fevereiro e em julho de cada ano.

*Colaboraram Neyrilene Costa e Marília Lima, estagiárias sob a supervisão da subeditora Ana Paula Lisboa

Outras redes de assistência

Centro de Valorização da Vida

E se, naquele momento de desespero, em que parece que tudo vai desmoronar, alguém lhe estendesse a mão? Existem organizações prontas para ajudar quem precisa. Há voluntários e pessoas engajadas disponíveis para escutar um desabafo, auxiliar a pensar mais claramente e oferecer orientação

Marília Lima/Esp.CB/D.A. Press

Marília Lima/Esp.CB/D.A. Press
Gilson Moura de Aguiar é voluntário do CVV



Fundado em São Paulo há 56 anos, o Centro de Valorização da Vida (CVV) funciona em Brasília há 37. Tem como missão oferecer apoio emocional e prevenção do suicídio, atendendo voluntária e gratuitamente todas as pessoas que queiram e precisem conversar, sob total sigilo, por telefone, e-mail e chat 24 horas, todos os dias. A instituição é associada ao

Befrienders Worldwide, que congrega entidades do tipo em todo o mundo. Em cooperação com o Ministério da Saúde, mantém uma linha gratuita nacional de prevenção do suicídio: para ter acesso, basta discar 188. Há também 90 postos de atendimento presencial. Em todos os canais da organização, são mais de 2 milhões de atendimentos por ano, com 2.400 voluntários em 90 cidades, 19 estados e no DF. Por dia, são cerca de 6 mil ligações. Em Brasília, o trabalho é feito por 80 voluntários. Cada um faz cerca de nove atendimentos por plantão. O contato é totalmente sigiloso, sem bina, gravação ou qualquer outra forma de identificação.

O psicopedagogo aposentado Gilson Moura de Aguiar, 60 anos, é voluntário da instituição há 17 anos. "Eu comecei esse trabalho atendendo a um chamado do Correio, onde vi uma nota sobre curso e seleção de voluntários do CVV", lembra. Depois do treinamento, passou a oferecer atendimento quatro horas por semana. "A gente é capacitado para estar disponível, ouvir, se doar naquele momento em que o outro precisa desabafar. O trabalho é de apoio emocional. Nós somos amigos temporários. Acreditamos que qualquer pessoa pode sair de qualquer situação", conta."A pessoa liga e desliga quando quer, se sente acolhida, protegida e, aí, fala do que está incomodando", aponta. "Se está planejando o suicídio ou tendo esses pensamentos, orientamos onde encontrar atendimento. No caso de tentativa, a gente chama o Samu, os bombeiros, a Polícia."

Gilson entende que o suicídio é uma questão de utilidade pública e é preciso falar mais sobre isso. "Quando as pessoas se suicidam, elas não querem morrer, querem dar um basta na dor. Quando o voluntário acolhe, acabam falando. É comum terminarem a ligação dizendo que estão melhor", relata. "Tem telefonema em que o voluntário quase não consegue falar nada. É visível que a pessoa só precisava desabafar. Ninguém precisa sofrer só. O importante é saber que existem pessoas disponíveis para ouvir, quantas vezes você quiser, não tem limite. É de um valor muito grande saber que você fazer o mínimo por outra pessoa pode salvar uma vida", explica.

Procure ajuda!

Ligue 188

Seja um voluntário!

Os interessados precisam passar por um curso, que será entre 14 e 16 de setembro, que custa R$ 35. Confira detalhes do evento em bit.ly/cursocvv. Saiba mais: brasilia@cvv.org.br / www.cvv.org.br/o-cvv

Reuniões para sobreviventes

O CVV conta com dois grupos de apoio para sobreviventes de suicídio e familiares. O da Asa Norte funciona na Igreja de São Miguel Arcanjo e Santo Expedito, na 303/304 Norte, sempre na última quinta-feira do mês, das 18h45 às 20h45. Em Taguatinga, o grupo se reúne na Casa do Caminho, na QNJ 10, Área Especial 6, na última sexta-feira de cada mês, das 19h às 20h. Não é necessário se inscrever. Os encontros são mediados por voluntários.

Pelo viés da fé

Representantes de três instituições religiosas (católica, evangélica e espírita) deixam mensagens de esperança e explicam como é o acolhimento do público nos espaços em que atuam

Arquivo Pessoal
Pastor Heldemar Garcia, vice-presidente da Igreja Batista Central



"Além de assistência espiritual, que é a prioridade da igreja, oferecemos ao público atendimento psicológico gratuito, realizado por membros voluntários autorizados pelo Conselho de Psicologia. Quando alguém vem até a igreja procurando ajuda, um dos pastores conversa, apresenta uma palavra de fé e tenta entender qual é a necessidade da pessoa. Caso a nossa conversa não seja suficiente, encaminhamos para um dos psicólogos, que farão uma triagem e decidirão por iniciar o tratamento ou encaminhar para um psiquiatra. Atualmente temos três profissionais voluntários, e o atendimento é realizado na igreja. Aqueles que sentirem necessidade e se interessam pelo atendimento devem vir pessoalmente ou ligar na secretaria da igreja.

Não há discussão aberta sobre saúde mental e suicídio por causa do peso do assunto. No entanto, é preciso, sim, ter mais conversas sobre o problema para que possamos ajudar mais pessoas. E, sem falar sobre isso, não dá para conhecer profundamente o sofrimento e o desespero de alguém, não é possível mensurar a dor. Se a pessoa pensou em tirar a própria vida, está passando por uma fase complicada e necessita de apoio.

Quando Deus trouxe ao povo os 10 mandamentos, Ele nos mostrou que não devemos matar. Isso inclui também a nossa própria vida. Não temos esse direito. O suicídio não é da vontade de Deus para ninguém, Ele quer que todos vivam. Problemas todos têm, mas não devemos deixar que nos destruam e tirem o bem que Deus nos deu, a vida. Peço que aquele que estiver sentindo que a vida não tem mais sentido, esteja triste ou angustiado, venha até a igreja, pois aqui oferecemos conforto amigo, uma palavra de fé, o amor de irmão. A Igreja Batista Central fica na 603 Sul. Contato: 3038-4033

Ana Rayssa/Esp. CB/D.A. Press
Frei Paulo Sérgio de Souza, pároco da Paróquia Santo Antônio



"Os padres e as freiras possuem capacidade de identificar sinais de problemas e encaminhar a um profissional. A Paróquia Santo Antônio oferece atendimento psicológico com voluntários com preço social há 20 anos. Contamos com sete psicólogos voluntários. Construímos salas terapêuticas equipadas para isso. Deixamos o contato dos psicólogos no mural da paróquia. O interessado deve entrar em contato com aquele profissional e marcar. Não há um valor fechado, pois é um acordo direto entre paciente e psicólogo. É ele quem vai dar o valor. Dependendo do caso, a sessão possa vir a ser gratuita.

O jovem que está passando por problemas emocionais ou psicológicos, insegurança ou dúvidas deve procurar ajuda. Esse apoio pode ser encontrado dentro da paróquia com um padre, um religioso ou um profissional de saúde. Não precisa ter medo de expor o problema, pois estamos abertos para conversar e tentar encontrar uma solução. Dificuldade com a saúde mental não é um problema de fé, como alguns pensam, é um problema de saúde. Todos nós estamos sujeitos a desenvolver algum distúrbio, seja uma freira, um bispo, seja o papa."

A Paróquia Santo Antônio fica na 911 Sul. Contato: 3345-3246.

FEDF/Divulgação
Paulo Maia, presidente da Federação Espírita do Distrito Federal



"Nos centros, em geral, realizamos o atendimento fraterno. Os profissionais voluntários do projeto passam por uma formação dentro do centro, usamos o método de escuta ativa, permitindo que eles possam orientar durante o tratamento espiritual ou apenas aconselhar para uma mudança comportamental aqueles que procuram a nossa ajuda. Pelo diálogo, o objetivo é acolher, consolar, esclarecer e encaminhar para setores apropriados para cada caso, tais como: passe, água magnetizada, palestras, tratamento espiritual, entre outros.

O acolhimento à pessoa que esteja pensando no suicídio ocorre principalmente e diretamente nesses atendimentos pelo diálogo. No entanto, a assistência espiritual ocorrerá por meio de todas as atividades desenvolvidas dentro das casas espíritas e alcançará as pessoas em sofrimento que as procuram. A vida não se encerra na matéria. Somos seres espirituais vivendo uma experiência material. Procure ajuda, pois nunca estamos abandonados. Deus é amor e trata cada um de seus filhos com misericórdia e compaixão, nos dá alternativas para os males e sofrimentos da alma humana."

O atendimento fraterno é oferecido em diversas casas espíritas. Uma delas é o Grêmio Espírita Atualpa Barbosa Lima, localizado na 610 Sul. Contato: 3443-2000.





Em caso de risco de vida, acione:

- Samu (Serviço de Atendimento Móvel de Urgência): 192

- Corpo de Bombeiros: 193

Para prevenção e acompanhamento

Centros de Atenção Psicossocial (Caps): a Secretaria de Saúde do Distrito Federal (SES/DF) oferece serviços de atendimento gratuito à saúde mental por meio desses centros. O local acolhe tanto pessoas com sofrimento ou transtorno mental quanto quem tem necessidades decorrentes do uso de álcool e outras drogas. O atendimento é para qualquer morador do DF, de qualquer região. Não é preciso fazer agendamento prévio. Basta levar identidade e comprovante de residência para uma das 23 unidades. Confira todos os endereços no link:

Atendimento psicológico social

Instituto Transformação do Ser: 3257-9878 Policlínica Casa do Ceará: 3533-3804 / www.casadoceara.org.br