O trabalho humanitário não para

Instituições como o Comitê Internacional da Cruz Vermelha (CICV) levam ajuda a quem precisa, uma missão que se tornou ainda mais importante com a pandemia e que não foi interrompida por causa dela

Ana Lídia Araújo*
postado em 17/10/2020 00:28

Com o desenrolar da pandemia, a vulnerabilidade social aumenta em todo o globo. Quem precisa de ajuda não pode esperar o mundo voltar ao normal para receber apoio. É o caso de famílias enfrentando fome, vítimas da violência armada, refugiados, pessoas com parentes desaparecidos, entre outros grupos. Assim, o trabalho humanitário torna-se ainda mais essencial e também não pode parar. A delegação regional do Comitê Internacional da Cruz Vermelha (CICV), que representa Brasil, Argentina, Chile, Paraguai e Uruguai, adequou procedimentos e continuou em ação durante a pandemia.

Segundo Valentina Torricelli, italiana e chefe do escritório do CICV em Fortaleza (CE), nenhuma atividade foi interrompida. A organização trabalha em conjunto com autoridades para tratar das consequências da violência urbana e fortalecer serviços essenciais de saúde, educação e assistência social. Saídas de campo são feitas para entrega de doações. “Trabalhamos sempre com máscaras e luvas, tomando todos os cuidados”, ressalta Valentina. O cumprimento rigoroso de normas de saúde também tem o objetivo de dar o exemplo a quem recebe as doações. “É uma forma de conscientizar”, pontua.

*Estagiária sob a supervisão da subeditora Ana Paula Lisboa

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