METAVERSO

Em franca expansão, metaverso é a mais nova aposta do mercado

Desenvolvido pelo criador do Facebook, Mark Zuckerberg, novo espaço virtual é acessado por cerca de 5 milhões de brasileiros

Arthur Vieira*
postado em 22/05/2022 06:00 / atualizado em 22/05/2022 06:00
Utopia futurista que busca unir os mundos real e virtual, o metaverso, que figurava apenas em livros e filmes de ficção científica, foi parar neste nas mesas de investidores e das grandes corporações. Para alguns, trata-se da evolução da internet. -  (crédito: Caio Gomez)
Utopia futurista que busca unir os mundos real e virtual, o metaverso, que figurava apenas em livros e filmes de ficção científica, foi parar neste nas mesas de investidores e das grandes corporações. Para alguns, trata-se da evolução da internet. - (crédito: Caio Gomez)

Já pensou como seria viver dentro de um mundo virtual, podendo interagir com outras pessoas, ir a shows, fazer consultas médicas e até trabalhar em um ambiente corporativo sem sair de casa? O metaverso torna, agora, tudo isso possível. Desde que Mark Zuckerberg, criador do Facebook e desenvolvedor do projeto, anunciou seu lançamento em outubro do ano passado, mudando o nome de sua marca para Meta Platforms, pipocaram diversos debates acerca das possibilidades que esta nova realidade pode proporcionar à humanidade. Com o mercado de trabalho, não foi diferente.

O metaverso é um universo em realidade virtual que busca simular o mundo real e a sociedade global como um todo. Por meio deste mundo tridimensional, os usuários podem criar um avatar e viver a sua vida como se fosse realidade, com uma interação social quase igual a que se tem atualmente. Tal como o mundo é expandido com o metaverso, o mercado de trabalho é igualmente ampliado, possibilitando não só que certas profissões possam ser adaptadas para a realidade físico-virtual, mas também que surjam uma série de novas outras.

No Brasil, cerca de 5 milhões de brasileiros acessaram ou acessam o metaverso, segundo dados do Kantar Ibope Media, incluindo uma gama de empresários e empreendedores tentando estabelecer seus negócios em uma proposta inovadora, como um grande mercado consumidor que deseja explorar os novos horizontes desta realidade.

O ambicioso projeto de Zuckerberg propõe trazer para o mundo virtual diversos elementos essenciais para a vida em sociedade, como educação, comércio, lazer, turismo, negócios e até mesmo a medicina. De acordo com a pesquisa Metaverse and money, decrypting the future, o metaverso pode movimentar até US$ 13 trilhões até 2030, operando em vários setores econômicos. O que muitos pensaram ser uma realidade distante pode, agora, ser o futuro da humanidade.

Nova realidade

Juliana França, gerente da PageGroup
Juliana França, gerente da PageGroup (foto: PageGroup - Arquivo Institucional)

Dados de estudo da empresa de consultoria Gartner, publicado pelo Fórum Econômico Mundial (FEM), estimam que até 2026 uma a cada quatro pessoas passará, em média, uma hora diária dentro do metaverso. Na pesquisa, o vice-presidente Marty Resnick aposta que 30% das empresas no planeta terão serviços prestados no novo universo virtual.

Estudos apontam que, entre as 500 maiores empresas do mundo, 160 já estão com iniciativas no metaverso, o equivalente a 32% do grande mercado, demonstrando que a procura pela expansão de seus negócios está cada vez mais alta.

O interesse nessa nova forma de vida em sociedade está crescendo tanto que, em novembro do ano passado, o governo da Coreia do Sul anunciou um plano para construir toda a capital Seul dentro do metaverso até 2030, com início previsto para o fim de 2022. Segundo o jornal sul-coreano The Korea Herald, o governo planeja treinar mais de 40 mil funcionários e agregar 220 companhias especializadas para “erguer” a cidade no mundo virtual, podendo gerar um investimento de cerca de US$ 187 milhões. Assim que estiver pronta, o país espera gerar até 1,5 milhão de empregos.

Para Juliana França, gerente sênior da empresa de recursos humanos e consultorias PageGroup, o metaverso ainda pode ser uma realidade utópica para a população em geral, pois é um universo em desenvolvimento, que poderá ganhar espaço somente daqui a dois ou três anos. Ela explica, contudo, que essa nova tecnologia já é uma realidade e que mais cedo ou mais tarde teremos que nos adaptar a ela. “No caso do emprego formal, o metaverso vai impulsionar muito o mercado e mudar questões relacionadas a habilidades comportamentais e técnicas. Teremos, então, uma grande evolução”, projeta.

Juliana prevê ainda que o início da transição pode não ser o mais agradável, uma vez que as mudanças que a tecnologia causa nem sempre são aceitas de imediato pela população global como um todo. Ela acredita que o novo universo trará várias oportunidades para a carreira de milhares de pessoas no Brasil e no mundo. “O metaverso vai quebrar barreiras. Já é uma realidade muito próxima a nós, e vai possibilitar, por exemplo, que as pessoas possam trabalhar em locais antes inacessíveis”, afirma.

A consultora aponta que, pelo fato de o metaverso não estar totalmente pronto, muitas das carreiras novas que podem surgir no mundo virtual são voltadas para o próprio desenvolvimento do mesmo, ou seja, na área de computação de um modo geral, expandindo ainda mais o mercado. Além disso, profissões fora da área tecnológica poderão estar bastante presentes no novo universo, como por medicina e advocacia. “As conexões são ampliadas. Se você precisar de uma consulta, pode entrar no metaverso, solicitar o atendimento, e um médico de outro lugar do mundo, por exemplo, pode te atender do próprio consultório dele, sem você precisar sair de casa”, explica.

Kenneth Corrêa, professor da Digital House
Kenneth Corrêa, professor da Digital House (foto: Arquivo Pessoal)

Kenneth Corrêa, professor de marketing e transformação digital e especialista em metaverso, conta que esta nova realidade levará as pessoas a enxergarem o mundo por outro ângulo. Assim como Juliana, ele aponta que uma série de barreiras presentes no mundo real, como a geográfica, não existirão no metaverso, e que, muito em breve, as carreiras terão que se adaptar a essa nova modalidade.

A mudança no perfil social dos empregados no metaverso também é bastante considerável. Corrêa observa que, independentemente do cargo que o usuário irá exercer em um determinado ambiente do metaverso, será de forma bem diferente do mundo real, pois terá que atuar em um ambiente tecnológico e virtual, o que pode fazer até com que o tipo de profissional seja diferente de uma realidade para a outra.

Kenneth Corrêa em reunião dentro do metaverso
Kenneth Corrêa em reunião dentro do metaverso (foto: Arquivo Pessoal)

Considerando, por exemplo, um policial, no metaverso ele seria totalmente diferente de um policial de fato, uma vez que terá de cuidar de assuntos relacionados à segurança de dados, cyberbullying, integridade moral, entre outros. Neste caso, esse papel será exercido por um desenvolvedor especializado em segurança de dados, mas servirá como um policial do metaverso, mesmo não sendo um de fato.

Para Corrêa, o próprio modo de funcionamento dessa vida virtual pode auxiliar no desenvolvimento de diversos trabalhos, tanto na área de tecnologia quanto fora dela. “As facilidades vão ser inúmeras, seja do ponto de vista do tempo e de presença, produtividade, customização e até privacidade”, diz.

Reunião dentro do metaverso
Reunião dentro do metaverso (foto: Arquivo Pessoal)

Ele defende ainda que, em um dado momento, o metaverso irá se tornar parte do nosso cotidiano, e que, por isso, é importante ter consciência dessa nova realidade o quanto antes. “A gente não pode se dar ao luxo de ficar longe dessas tecnologias. O volume das transações que elas possibilitam é inacreditável. Na Europa, o metaverso já movimentou quase R$ 400 bilhões, em dinheiro e em criptomoedas.”

Empresas brasileiras imergem no metaverso

Na ânsia de explorar os horizontes do mais novo nicho de mercado, empresas brasileiras anunciaram sua entrada no metaverso. A Ambev foi a primeira no país a montar um processo seletivo dentro desse universo, com interação entre os participantes, colaboradores e membros da corporação.

“Essa é uma oportunidade que não devemos adiar. É o momento ideal para conhecer a cadeia produtiva, do campo ao copo, por meio de textos explicativos, interações e vídeos, com a participação de colaboradores da Ambev de diferentes áreas, em versões digitais”, afirma Camilla Tabet, diretora de Gente e Gestão da Ambev no Brasil. Segundo ela, o projeto foi realizado em colaboração com a PushStart, empresa desenvolvedora de ambientes digitais para organizações brasileiras.

Equipe de desenvolvimento da PushStart
Equipe de desenvolvimento da PushStart (foto: Arquivo Pessoal)

Felipe Marlon, um dos desenvolvedores, afirma que levar esses sistemas de seleção por meio do mundo digital tem como objetivo principal tornar os processos mais dinâmicos e interativos, proporcionando, assim, maiores detalhes para que a empresa conheça melhor o candidato e vice-versa. “Nossa ideia é tirar esse caráter eliminatório dos processos e trazer uma ferramenta que permita uma maior liberdade para interagir dentro dos ambientes corporativos”, explica.

A empresa já atua no ramo da gamificação (uso de mecanismos dos jogos em outros contextos para alcançar resultados e objetivos específicos) há quatro anos, e, em 2021, resolveu investir no metaverso para trazer essa tendência ao mundo corporativo, começando pela Ambev. Segundo Marlon, os candidatos que participaram das etapas seletivas desenvolvidas pela PushStart não só aprovaram a inovação como sentiram que o processo foi mais humanizado em relação aos tradicionais, o que surpreendeu até mesmo os desenvolvedores.

“O metaverso é muito lúdico, parece que a customização dos avatares e essa interação mais híbrida deixam a galera mais à vontade nos processos de seleção. Isso é algo que queremos trazer quando desenvolvemos essas tecnologias nos ambientes corporativos. A gente enxerga um leque de possibilidades dessa forma”, diz Marlon.

Ambiente do processo seletivo da Ambev oferece uma experiência de interação corporativa em forma de jogo
Ambiente do processo seletivo da Ambev oferece uma experiência de interação corporativa em forma de jogo (foto: Divulgação/Ambev)

Outra empresa brasileira que mergulhou nesse mundo virtual foi a Ipiranga, pertencente ao Grupo Ultra, uma das maiores companhias brasileiras de distribuição de combustíveis e varejo. Até o momento, há dois postos situados na plataforma de jogo Cidade Virtual do Roleplay Complexo, oferecendo condições para mobilidade dentro do jogo. Além disso, já foram desenvolvidas duas lojas de conveniência AmPm com alimentos e bebidas que recuperam a energia do personagem e outros serviços que o usuário pode usar para o seu dia a dia no metaverso.

Seguindo também a tendência da gamificação, o usuário pode entrar na missão Delivery AmPm, um jogo desenvolvido pela Ipiranga, em que o jogador coleta os produtos na loja de conveniência e entrega em um local designado. O gamer deve encontrar uma moto elétrica descarregada da Voltz, parceira da Ipiranga, e precisa realizar a troca de bateria em uma Estação, localizada no posto. Os que alcançarem maior pontuação poderãoganhar ingressos para o Rock in Rio.

É possível entrar na plataforma tanto no ambiente virtual quanto em postos físicos da rede. A diretora de marketing do Ipiranga, Bárbara Miranda, está esperançosa em alcançar um público cada vez maior:

“É uma nova forma para as marcas se comunicarem com o público e, ao mesmo tempo, inovarem sem os limites da realidade. O metaverso ainda é um mundo de aprendizado para a maioria das empresas, mas, a depender da evolução e do engajamento, nos próximos meses, essa pode ser uma entrada definitiva da Ipiranga na plataforma”, afirma.

Em expansão no mundo e também no Brasil

Jota Baptista, consultor de web da Vivalisto
Jota Baptista, consultor de web da Vivalisto (foto: Arquivo Pessoal)

Um negócio que cresce em larga escala no metaverso e que atraiu os olhos de grandes empresários no Brasil e no mundo é o imobiliário digital. Segundo dados da Consumer News and Business Channel (CNBC), transações imobiliárias nesse ecossitema movimentaram mais de US$ 500 milhões só no ano passado, seja na compra de terrenos ou de imóveis já planejados como em desenvolvimento no universo virtual.

A Vivalisto é uma prova desta expansão no ramo imobiliário para o metaverso em território brasileiro. Ela é uma plataforma de gestão transacional para compra e venda de imóveis, que facilita o trabalho das imobiliárias, clientes finais e corretores. A empresa foi pioneira ao investir na oferta de condições e treinamentos para que corretores pudessem trabalhar com essa nova realidade.

Segundo o consultor de inovação e web 3.0 da Vivalisto, Jônata Baptista, a ascensão do ramo imobiliário no metaverso ocorre em função do caráter inovador que a modalidade ainda tem no mundo atual. Para ele, assim que se tornar parte do nosso cotidiano, tal como a internet é hoje, essas transações podem ter um menor volume monetário, porém, mais constantes.

Baptista explica que muitas empresas compram terrenos nas diversas plataformas que o metaverso oferece para construir seus negócios, adaptando-os à uma experiência Em expansão no mundo e também no Brasil METAVERSO Modalidade movimentou mais de US$ 500 milhões na compra de terrenos e imóveis planejados no ano passado Jota Baptista, consultor de web da Vivalisto Jota Baptista - Arquivo Pessoal voltada aos jogos eletrônicos, algo que já vem sendo utilizado por grande parte das corporações ao redor do mundo. A aquisição de um terreno é o início de qualquer iniciativa comercial que possa ser feita no metaverso. Portanto, trabalhar justamente na negociação destes terrenos pode ser algo altamente rentável para quem quer entrar no mercado de trabalho virtual, diz.

O consultor observa, ainda, que o mercado imobiliário é um dos mais versáteis no metaverso, pois existe a possibilidade de atuar tanto com produtos e moedas totalmente digitais quanto com bens físicos do mundo real. Segundo ele, isso otimiza tempo e outras burocracias, além de possibilitar uma melhor visão do imóvel por parte do cliente, uma vez que ele pode estar “dentro” dele, visualizando a projeção do imóvel que poderá comprar na vida real, permitindo, assim, uma interação melhor e compras mais confiáveis.

Jota alerta que investir no ramo, hoje em dia, é arriscado, em função do metaverso ainda estar nos seus primórdios e com muitas incertezas pela frente. “Porém, para um corretor de imóveis ou qualquer um que queira entrar no mercado imobiliário, é importante já começar a conhecer como ele atua. Esse é o momento ideal para conhecer essa nova realidade. Quando ela, de fato, se tornar parte da nossa vida, quem já estiver mais maduro no assunto vai se dar melhor”, afirma.

Extensão da vida real

Shana Wajntraub, psicólogoga e neurocientista focada em carreiras
Shana Wajntraub, psicólogoga e neurocientista focada em carreiras (foto: Shana Eleve /Arquivo Pessoal)

Para a psicóloga especialista em neurociência Shana Wajntraub, o metaverso não veio para substituir as relações pessoais do mundo real, mas, sim, para complementar e trazer novas formas de conectar pessoas ao redor do mundo, o que seria, segundo ela, um ótimo negócio para empresas com filiais e funcionários em vários países. “O metaverso é uma extensão, não uma substituição”, ressalta.

Wajntraub é dona de uma empresa que oferece treinamentos de habilidades comportamentais a milhares de funcionários de várias empresas no Brasil. Por direcionar seus treinamentos ao mercado de trabalho, ela defende que o metaverso pode melhorar significativamente a comunicação interna e o desenvolvimento de outras habilidades comportamentais (as chamadas soft skills), por conta da mescla do ambiente digital com o físico que o metaverso proporciona. “O metaverso pode fazer com que algumas experiências profissionais sejam mais imersivas”, diz.

Ela afirma que, embora as empresas tenham que arcar com um alto investimento em equipamentos de realidade virtual, realidade aumentada e inteligência artificial, o metaverso pode otimizar custos, tempo e logística, uma vez que pode ser possível se reunir com toda equipe em um mesmo ambiente sem necessidade de se deslocar para a empresa. “Sem contar que isso pode gerar um retorno financeiro inimaginável para as corporações”, afirma.

ARTIGO
Nos encontramos no metaverso, mesmo que seja a trabalho

Mauro Inagaki, fundador e CEO da b2finance
Mauro Inagaki, fundador e CEO da b2finance (foto: Trópico Comunicação)

Talvez você não se lembre, mas lá nos anos 1970 era impossível imaginar que a nossa vida mudaria tanto com a chegada da internet. Muito menos provável era pensar que ela nos traria tantos benefícios, como, por exemplo, poder trabalhar de casa ou até mesmo de outro país, utilizar materiais de trabalho estando longe do escritório, participar de uma reunião por vídeo e muito mais.

Passaram-se os anos e nos adaptamos a novos recursos, formatos, criamos novos hábitos e muita coisa ainda está por vir. O metaverso, esse universo digital do qual tanto se ouve falar, promete uma revolução na maneira como utilizamos a internet, inclusive na nossa rotina de trabalho.

Recentemente, na empresa da qual sou CEO, fizemos nossa primeira reunião em uma sala do metaverso. Já estamos com grandes ideias e queremos proporcionar essa sensação a todos os nossos colaboradores e clientes. Existem companhias que estão realizando processos de recrutamento utilizando esse novo recurso. E aqui estamos pensando em assinar com os novos clientes no metaverso.

A novidade está chegando e muito mais rápido do que a gente imagina. De acordo com uma pesquisa da PwC, em menos de 10 anos essa tecnologia estará presente em cerca de 23 milhões de empregos em todo o mundo.

Grandes empresas já criaram experiências em seus próprios ambientes do metaverso. Games, shows, compras, educação e investimentos. Essa realidade paralela, ainda em construção, fomenta a criação de novas profissões, estimula a busca por inovação e nos traz possibilidades de ampliar as vivências com tecnologia que, sem dúvida, vão facilitar as nossas vidas.

Se as previsões que os gigantes da tecnologia estão fazendo se concretizarem, em dois ou três anos estaremos imersos nesse novo mundo que, ao mesmo tempo que parece distante, está batendo à nossa porta.

* Mauro Inagaki, Fundador e CEO da b2finance

 

17 profissões que podem surgir com o metaverso

Possibilidades vão de gestor de investimentos a gerente de segurança da informação e riscos. Inglês fluente é exigido na maioria das futuras ocupações

Finanças


Gestor de Investimentos
Terá o papel de apoiar as pessoas na busca por melhores investimentos no mundo de cripto-ativos para potencializar seus rendimentos dentro e, possivelmente, fora do ambiente do metaverso.

Habilidades necessárias: inglês avançado, conhecimento sobre mercado de criptoativos, boa comunicação e capacidade analítica.

Gestor de Patrimônio e Imobiliário Digital
Profissional que fará gestão dos terrenos, construções e propriedades dentro do metaverso. Além disso, também avalia e prospecta melhores possibilidades de investimentos em imóvel digital para seus clientes.

Habilidades necessárias: inglês avançado, conhecimento sobre NFTs (espécie de certificado digital que define originalidade e exclusividade a bens digitais) e acompanhamento de mercado imobiliário fora e dentro desse universo, além de bom relacionamento.

Especialista em Estruturação de Linhas de Crédito
Profissionais que irão estruturar linhas de crédito em criptomoedas para compra de NFTs dentro do metaverso.

Habilidades necessárias: inglês avançado, grande capacidade analítica, estatística e habilidade com números.

Analista de Taxas de Transação Virtual
Conforme as transações passem a aumentar no ambiente do metaverso, os mineradores de dados precisarão de um apoio para analisar e criar melhores taxas dentro do blockchain (sistema que permite rastrear o envio e recebimento de alguns tipos de informação pela internet), para registro das operações em diferentes criptomoedas. Esse profissional, possivelmente estatístico, terá essa responsabilidade.

Habilidades necessárias: inglês avançado, grande capacidade analítica, estatística e habilidade com números.

Gerente de Seguros Financeiros
Terá como responsabilidade vender seguros financeiros que protejam os investidores de criptoativos contra a oscilação das moedas no mercado. Provavelmente, esse produto evoluirá para seguros de NFTs, dependendo como a estruturação desses produtos venham a evoluir.

Habilidades necessárias: inglês avançado, bom relacionamento, conhecimento sobre mercado de NFTs e conhecimento em seguros.

Tecnologia


Gerente de Segurança da Informação e Riscos
Com o avanço da tecnologia, a área de segurança da informação cresceu significativamente. Isso, somado à chegada do metaverso, irá gerar um grande investimento para que este ambiente virtual seja um ambiente seguro. Quem atuar nessa área terá de fornecer orientação e supervisão para que o desenvolvimento de tecnologias e ecossistema esteja seguro e não haja falhas de segurança das informações. O especialista terá de prever, com precisão, como as funcionalidades do metaverso serão usadas e como serão os componentes críticos de segurança e sistemas e etapas de fabricação associados a essas previsões.

Habilidades necessárias: conhecimento em regras de segurança da informação e riscos.

Especialista em Segurança Cibernética
Irão avaliar e bloquear invasões em tempo real e garantir que as leis e protocolos definidos pelo time de segurança da informação sejam reconsiderados e corrigidos.

Habilidades necessárias: experiência em segurança cibernética regular e/ou inclinações técnicas de sistemas.

Engenheiro de Tecnologia de Metaverso
Similar aos designers de games e engenheiros de software, o engenheiro de metaverso deverá ter visão de futuro, já que muito do que será construído ainda não existe. Precisará transformar ideias em tecnologia e soluções de produtos, sempre considerando as regras e protocolos de segurança do mundo virtual.

Habilidades necessárias: conhecimento em linguagens de programação, além de vivência com 3D e realidade virtual.

Desenvolvedores de Avatares
Ajudarão na personalização de avatares para indivíduos e empresas. Profissionais com conhecimentos em programação e designer poderão se especializar também em realidade aumentada e 3D e se capacitar
para ocupar este cargo.

Cientista de Pesquisa em Metaverso
Responsável por construir o que se assemelha à teoria de tudo, onde o mundo inteiro seja visível e possa ser acionado de maneira digital. A tecnologia será a base para jogos, anúncios, controle de qualidade em fábricas, saúde conectada e mais. Estes profissionais trabalharão com dados e informações e poderão
vir com backgrounds de estatística e ciência de dados.

Varejo


Estilista de Moda Digital
Com a evolução dos NFTs, alguns designers vão se especializar em desenvolver produtos para o mundo virtual, sejam skins (roupas para avatares) ou acessórios. Exemplos já são vistos em marcas como Balenciaga, Nike etc. Habilidades necessárias: estilismo e modelagem, design têxtil, ilustração, animação e modelagem 3D, história da arte e da moda, gaming e entretenimento.

Designer Espacial Digital
Com a evolução dos cenários e das interfaces nos jogos, cada vez mais marcas criação cenários e lojas dentro desse mundo virtual, a fim de promover a melhor experiência. Alguns varejistas já estão experimentando, inclusive, a conversão para venda desses espaços, como o Walmart mostrou na última
edição da NRF (National Retail Federation).

Habilidades necessárias: computação espacial, programação, inteligência artificial, física aplicada, design gráfico, modelagem 3D, arquitetura, antropologia, ciências cognitivas.

Diretor de Eventos
Responsável por promover eventos virtuais, com a oportunidade de ter um alcance muito maior que num evento físico, como lançamentos de músicas que alguns artistas fizeram com shows dentro de jogos.

Habilidades necessárias: relações interpessoais, psicologia, organização, cultura, empatia, versatilidade, navegação imersiva.

Influenciador Avatar
Avatares criados a partir de influenciadores reais, ou não. Atuam como influenciadores de marcas, com a vantagem de estar sempre disponível e em vários locais ao mesmo tempo. Algumas redes varejistas também têm trabalhado com avatares, como a Renner e Magalu.

Habilidades necessárias: psicologia, organização, influência, cultura, empatia, modelagem 3D, design gráfico, inteligência artificial.


Indústria


Engenheiro de Hardware
Os testes de simulação poderão ser aprimorados, com sensores de temperatura e pressão que, para serem criados, necessitarão de engenheiros de hardware. Eles construirão sensores de operações
industriais seguros o suficiente para serem utilizados em testes industriais.

Habilidades necessárias: raciocínio lógico-matemático, conhecimentos de física, engenharia mecânica, design de produtos, inteligência artificial e modelagem 3D.

Gerente de Segurança
Além dos sensores de segurança, o setor industrial abrange uma larga gama de leis de segurança do trabalho que precisam ser seguidas. O gerente de segurança auxiliará na implantação dessas leis
na arquitetura de funcionalidade do metaverso, nos processos, design e etapas de validação.

Habilidades necessárias: conhecimentos de segurança do trabalho, operações de processos industriais, engenharia de produção e de analista de negócio de sistemas.

Desenvolvedor de Ecossistema
Responsável por coordenar as interações de indústrias e parceiros diferentes, por meio da interoperabilidade de sistemas do metaverso. Ele articula todos os agentes corporativos, de governos
e civis, para criar funcionalidades em larga escala, entre diferentes experiências virtuais.

Habilidades necessárias: conhecimentos de engenharia civil, legalizações, design de produto, modelagem 3D e inteligência artificial.

 

Fonte: PageGroup

 

*Estagiário sob supervisão de Ana Sá

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