Bate-papo virtual

Ministro Marcos Pontes recebe medalhistas de olimpíadas internacionais

Bate-papo com participantes das competições de matemática e economia ocorre às 19h30 pelo canal do ministério da Ciência, Tecnologia e Inovações

Isabela Oliveira*
postado em 14/10/2020 18:52 / atualizado em 14/10/2020 19:07
 (crédito: Carolina Antunes)
(crédito: Carolina Antunes)

O ministro da Ciência, Tecnologia e Inovações, Marcos Pontes, recebe hoje (14) os medalhistas da Olimpíada Internacional de Economia (IEO) e Olimpíada Internacional de Matemática (IMO). Ambas as equipes tiveram resultado histórico nas edições deste ano. A agenda do ministro contou com coletiva de imprensa às 12h30 no gabinete e, às 19h30, ocorrerá um bate-papo com os estudantes no canal do MCTI no YouTube.

A conversa entre o ministro e os estudantes será gravada em estúdio e tem como propósito valorizar o bom resultado alcançado pelos competidores, além de estimular os jovens a se interessarem pelas competições científicas, carreiras na área e o gosto pela ciência. Todos os medalhistas passaram o dia em Brasília, onde almoçaram com o ministro Marcos Pontes, visitaram os ministérios da Economia e da Ciência, Tecnologia e Inovações. Os estudantes também tiveram uma breve parabenização do presidente Jair Bolsonaro no Palácio do Planalto.

A Olimpíada Internacional de Economia é uma competição que ocorre anualmente para alunos do ensino médio e tem como propósito estimular as atividades dos alunos interessados em economia, negócios e finanças por meio da solução criativa de problemas. As provas também propõe facilitar relações entre jovens adultos de diferentes nacionalidades, encorajando a cooperação e compreensão internacional. No máximo cinco alunos podem participar. Este ano, a edição foi on-line e ocorreu de 7 a 13 de setembro. O Brasil se duastornou bicampeão mundial por equipes, à frente dos EUA e China, com três medalhas de ouro e duas de prata. Na banca examinadora da olimpíada, estava presente Eric Maskin, ganhador do prêmio Nobel de Economia de 2007.

Os estudantes Guilhermo Cutrim Costa, de São Paulo (SP), Ícaro Andrade, de Fortaleza (CE), e Luiz Eduardo Tojal, de São Paulo (SP) foram contemplados com medalhas de ouro. Já a prata, ficou com Diogo Mendonça, de Patos de Minas (MG) e Ishan Matheus de Campos, de São José dos Campos (SP).

O Brasil teve resultado histórico na Olimpíada Internacional de Matemática ao conquistar o 10º lugar por equipes entre 105 países. O time faturou seis medalhas, uma de ouro e cinco de prata, à frente de países como Alemanha, Japão e França. O país participa oficialmente da competição desde 1981, com cinco competidores na equipe, os quais possuem histórico de participação em outras olimpíadas internacionais.

 

Gabriel Ribeiro Paiva, de Fortaleza (CE), ao lado dos pais com a medalha de prata da IMO
Gabriel Ribeiro Paiva, de Fortaleza (CE), ao lado dos pais com a medalha de prata da IMO (foto: Arquivo pessoal)

 

Gabriel Ribeiro Paiva, 17 anos, foi um dos contemplados com uma medalha de prata. Ele vinha almejando participar da IMO desde o 7º ano e ficou satisfeito com o resultado da equipe este ano. Os planos dele para o ano que vem é continuar estudando e se preparando para conquistar a medalha dourada. "Ainda pretendo ir no próximo ano e tentar conseguir um ouro", afirma o medalhista.

O ouro brasileiro foi conquistado pelo pernambucano Pedro Cabral. Já os estudantes Bernardo Peruzzo Trevizan, de São Paulo (SP), Francisco Moreira Machado Neto e Gabriel Ribeiro Paiva, ambos de Fortaleza (CE), Guilherme Zeus, de Maricá (RJ), e Pablo Andrade Carvalho Barros, de Teresina (PI), ficaram com a condecoração de prata.

O encontro com o Ministro e a valorização por parte do governo deixa o estudante Gabriel Paiva muito feliz, visto que assim é possível mostrar os impactos da ciência para os jovens, e também como as olimpíadas auxiliam cada um individualmente a desenvolver habilidades. "Isso ajuda a perpetuar essa vontade de conseguir um resultado desse pelas próximas gerações", celebra o estudante de Fortaleza. Além disso, Gabriel ressalta que ter participado da olimpíada o proporcionou um senso de responsabilidade muito maior, pois gosta de aprender os conteúdos sozinho. "Me sinto mais confiante e persistente nas coisas que quero fazer", pontua.

*Estagiária sob supervisão da editora Ana Sá

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