Sem motivos para festa, mercado mineiro prepara reação para 2014

edison zenóbio
postado em 29/12/2013 00:00

O ano de 2013, iniciado com grande expectativa pelo mercado publicitário mineiro, está se encerrando sem motivos para festa. Mesmo com a realização da Copa das Confederações, da aproximação da Copa do Mundo, das conquistas de prêmios nacionais e internacionais importantes por agências e profissionais que atuam em Minas, o mercado não reagiu na proporção necessária para recuperar sua posição no cenário nacional.

QUEDA De acordo com levantamento do Sindicato das Agências de Propagandas de Minas Gerais (Sinapro/MG), o estado, que ocupava há poucos anos o 3; lugar no ranking do faturamento nacional, continua atolado na 5; colocação. Minas está atrás de centros menos expressivos como Bahia e Pernambuco. E o pior: continua em queda livre.


Estudo do Conselho de Comunicação de Minas Gerais, entidade criada este ano e que abriga representantes de todos os segmentos da indústria da comunicação mineira, aponta os principais motivos da queda do mercado mineiro e apresenta possíveis soluções. Diante da constatação de que a queda não se deve só a fatores econômicos, o Conselho propõe ações estratégicas fortes no cenário político. O mercado da comunicação em Minas gira em torno de R$ 3,5 bilhões e emprega cerca de 120 mil profissionais por ano. Porém, os números expressivos estão aquém do real potencial do estado, que continua perdendo de goleada na divisão do bolo da verba publicitária.


Entre os motivos estão a redução de anunciantes institucionais e de bens de consumo nos últimos anos; a troca de agências, veículos e fornecedores locais por de outros estados pelos clientes; baixa atuação das agências, veículos e fornecedores de Minas em mercados como São Paulo e Brasília; práticas desleais no mercado, acarretando em desemprego e perda de talentos para outros estados; surgimento de ;houses; em detrimento de agências; fraca atuação política em Brasília, ausência de agências mineiras na conta da Secom, que movimenta R$ 3 bilhões das vendas da Presidência da República.

REAÇÃO Em busca de soluções, o Conselho pretende aplicar pesquisa de mercado a partir de janeiro e iniciar uma verdadeira cruzada pela recuperação de seu espaço nacional. Outras ações estratégicas que serão implementadas são negociar com a Secom/PR o retorno dos consórcios para a disputa das contas federais e com a Presidência da República a regionalização da comunicação. Como a contração privilegia poucas agências paulistas e baianas, a mudança possibilitará a contratação de agências, produtos e prestadores de serviços regionalmente, dividindo melhor o bolo da distribuição da verba.

REPRESENTANTES Ainda no cenário político, o estudo sugere ações que vão desde a negociação de linhas de financiamentos específicas para a indústria da comunicação com o BNDS à eleição de representantes políticos nas esferas federal, estadual e municipal. O conselho destaca, entretanto, que é preciso seguir o exemplo de outras cadeias produtivas, que se uniram e se tornaram mais fortes. E cita como exemplo o agronegócio, a mineração, indústria farmacêutica, a telecomunicação, entre outras, que se organizaram, uniformizaram seus discursos e suas ações em busca do mesmo objetivo: crescimento.

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