Pintou um clima!

"Emprestei muita coisa da Laila para a personagem. Principalmente, o meu alto-astral e a espontaneidade"

postado em 29/12/2013 00:00
 (foto: Alex Carvalho/Globo)
(foto: Alex Carvalho/Globo)
Após ser abandonado por Lili (Juliana Paiva), o advogado Marcelo (Igor Angelkorte) tem buscado constantemente consolo no ombro da amiga Priscila (Laila Zaid) na novela Além do horizonte (Globo). Mas seria ele e a patricinha um casal em potencial? Para a intérprete de Priscila, essa realidade pode estar mais próxima do que muita gente imagina. ;Priscila está começando a descobrir que o namoro dela com o Álvaro (Rômulo Estrela) talvez não seja o que ela mais queria e está se aproximando mais do Marcelo. Acho isso muito positivo. Ela meio que gosta dele desde pequena;, conta.

Laila é uma atriz que adora desafios. Sua estreia na teledramaturgia foi como a espivetada Bel em Malhação (2005), na qual permaneceu por três anos. Depois de uma rápida passagem pela série Mandrake (2007), do canal HBO (TV paga), interpretando a roqueira Fernanda, Laila assinou contrato para duas novelas na Record: Amor e intrigas (2007) e Bela, a feia (2009). A volta para a Globo foi marcada por participações na série As brasileiras e na novela Amor, eterno amor, ambas em 2012.

Em Além do horizonte, Laila tem se destacado como uma das principais coadjuvantes da trama. ;Tenho uma escuta boa, e isso é ótimo para fazer a ;escada; para a protagonista, esse papel da melhor amiga e de ombro. Gosto de exercitar isso. O segredo é aproveitar para construir a personagem e se desenvolver também;, opina a atriz, que fala aqui sobre sua relação com Juliana Paiva e as melhores amigas na vida real.

Em poucas palavras, quem é a Priscila para você?
Ela é uma patricinha, mas é do bem. Tem um bom coração.

Você tem a mesma relação que ela com roupas e dinheiro?
A gente é diferente, não vivo nesse padrão de consumo e nesses valores. Não sou ligada no material.

E o que você e a sua personagem têm em comum?
Tive pouco tempo para construir a Priscila. Recebi o convite e, em dois dias, já estava gravando. Então, emprestei muita coisa da Laila para a personagem. Principalmente, o meu alto-astral e a espontaneidade. Vou ser sincera: ela tem poucos filtros para falar e sou um pouco assim também (risos).

Priscila e Lili (Juliana Paiva) são inseparáveis. Como você avalia essa relação?
Olha, tenho ouvido inúmeros elogios a essa relação das duas e isso para mim é um grande prazer. O que eu mais gosto na minha profissão é exatamente do jogo, de contracenar. E quando você encontra uma boa parceria, com química, isso é fantástico.

Como é fazer o papel de melhor amiga da protagonista?
Tenho uma escuta boa e isso é ótimo para fazer a ;escada; para a protagonista, esse papel da melhor amiga e de ombro. Gosto de exercitar isso. O segredo é aproveitar para construir a personagem e se desenvolver também.

É a primeira vez que você e a Juliana Paiva trabalham juntas?
Já tinha visto o filme Desenrola (2011) e a Juliana me chamou a atenção. Depois, quando a vi fazendo a Fatinha de Malhação, pensei: ;Uau, essa menina é realmente ótima;. Além disso, temos amigos em comum que a elogiaram, dizendo o quanto é profissional. Quando soube que iríamos contracenar, fiquei muito feliz!

Você tem alguma Lili na sua vida também?
Na verdade, ocorreu uma coincidência. A minha grande amiga se chama Lili também. É com ela que troco confidências . Então, dizer em um texto ;Lili, socorro; é algo bastante natural para mim (risos).

O que podemos esperar para o futuro da Priscila?
Ela está começando a descobrir que o namoro com o Álvaro talvez não seja o que ela mais queria e está se aproximando mais do Marcelo. Acho isso muito positivo. Também acho que ela está descobrindo que, talvez, não pertença tanto a esse mundo cor-de-rosa quanto imaginava.

Por que considera essa aproximação com o Marcelo positiva?
Acho positivo porque o Igor é um ator fantástico, é gostoso fazer as cenas com ele. Ele é muito estudioso e engraçado. Curto bastante seu trabalho. E também porque a Priscila meio que gosta do Marcelo desde pequena.

E o Álvaro?
Na minha opinião, o Álvaro é uma relação mais carnal. Como ela não estava preocupada em ter um grande amor, ele serve de boa companhia.

Você teve uma rápida passagem pela Record. Como avalia esse período na emissora?
Foi muito bacana. Fiz, talvez, a personagem mais engraçada da minha carreira até agora, que foi a Magdalena de Bela, a feia. E expandi: fui para outra empresa, conheci pessoas incríveis, fiz amigos e ganhei dinheiro. Então, foi positivo, sim.

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