Sobre duas rodas

Um dos melhores negócios dos últimos tempos, o comércio gerado em torno de motos e bikes vem aumentando a cada dia

Elian Guimarães
postado em 29/12/2013 00:00
 (foto: Marcos Michelin/EM/D.A Press)
(foto: Marcos Michelin/EM/D.A Press)



Um aumento assombroso da frota de motos no Brasil fez do transporte em duas rodas um dos melhores negócios dos últimos tempos. Proliferaram-se as marcas, as concessões e toda a cadeia que abastece o mercado, que vai desde peças e acessórios e veículos a oficinas mecânicas e estacionamentos exclusivos.

De acordo com dados do Departamento Nacional de Trânsito (Denatran), em 1970 a frota de motocicletas registradas no Brasil era de 62 mil, respondendo por 2,4% da frota nacional. Em 2012, ultrapassou 19 milhões de veículos sobre duas rodas. O grande salto se deu a partir dos anos 2000, quando a frota ainda era de 4 milhões. A produção de motos tem crescido até quatro vezes mais que a de automóveis.

O Denatran aponta uma combinação de fatores que levaram a esse crescimento, entre eles a decisão de abandonar o transporte coletivo. Entretanto, para a Associação Brasileira dos Fabricantes de Motocicletas, Motonetas, Bicicletas e Similares (Abraciclo), em 2013 houve uma queda, até novembro, de 2,2% em relação ao ano passado e as perspectivas para 2014 é de se manter estável, uma vez que se preveem recessos extras com os eventos da Copa do Mundo.

Entretanto, para Roberto Márcio, gerente comercial da Concessionária Honda, em Belo Horizonte, e de algumas cidades da região metropolitana, mesmo apresentando alguma queda, o mercado continua excelente. ;Em 1977, vendíamos 80 motos por mês; em 2007 já eram mil e chegou a 3 mil/mês em 2012.;

Ainda de acordo com a Abraciclo, de janeiro a novembro deste ano foram produzidas 1.588.230 unidades. Somente em novembro, foram 155.525 motocicletas. No acumulado do ano, as vendas no atacado chegaram a 1.478.844, o que correspondeu a uma queda de 2,8% em relação ao mesmo período de 2012, quando foram comercializadas 1.522.134 unidades.

Na contramão dos resultados negativos do mercado interno, as exportações tiveram crescimento de 2,6% no acumulado de janeiro a novembro deste ano, em relação ao mesmo período do ano anterior, passando de 95.503 para 98.002 unidades exportadas.

PERSPECTIVAS No segmento de bicicletas, a produção no acumulado de janeiro a outubro foi de 724.013 unidades, o que representou queda de 7,6% em relação ao ano passado. Entretanto, comparada à de setembro, a produção subiu 12,6%, passando de 75.660 para 85.181 unidades.

Segundo o presidente da Abraciclo, Marcos Fermanian, ;é um mercado que tem muito a crescer, pois é um produto que tem muito apelo na mídia em relação à saúde e à mobilidade urbana. Contudo, devemos sofrer os impactos da Copa do Mundo e a retração da economia, a exemplo do que ocorrerá com as motos.;

Não é no que acredita Geraldo Feliciano Teodoro, proprietário da Ciclovia Bicicletas, que inclusive se prepara para ampliar sua loja, na Avenida Pedro II, no Carlos Prates, há 36 anos nesse mercado. São muito boas as perspectivas e cada dia há inovações, com bicicletas e equipamentos e acessórios modernos. ;A bicicleta é últil em todas as idades e serve para recreação, saúde, locomoção e até mesmo como profissão.;

Túlio Campos, gerente da Motovan, comércio de acessórios para motos há 20 anos no mercado, garante que não haverá desaquecimento nesse ramo. ;Acessórios, peças e equipamentos têm saída constante. A todo momento, alguém precisa de um capacete, um cano de descarga, um acento etc. As inovações e ofertas chegam a toda hora.;


SERVIÇO
Maria José Magalhães Lafetá ; corretora
de seguros automotivos
(31) 8751-2179

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