Confrontos pré-eleitorais

postado em 02/02/2014 00:00
 (foto: Nir Elias/reuters)
(foto: Nir Elias/reuters)

Bangcoc ; Cento e trinta mil policiais foram mobilizados para tentar conter a violência cometida por manifestantes a favor e contra as eleições legislativas da Tailândia. Opositores da primeira-ministra Yingluck Shinawatra protestam há três meses contra o pleito. Eles também exigem a renúncia da governante e o fim da influência do irmão dela, Thaksin, que comandou o país até ser destituído por um golpe militar, em 2006. Ontem, os confrontos nas ruas feriram dezenas de pessoas, incluindo um repórter da imprensa local e um fotógrafo americano. No site do jornal Bangcoc Post, vídeos e fotografias mostram pessoas não identificadas atirando com revólveres e escopetas.

Testemunhas contaram que, durante pelo menos uma hora, tiros foram ouvidos em Laksi, bairro da Zona Norte da capital, onde os conflitos foram mais intensos. Jornalistas e moradores foram obrigados a buscar refúgio em um centro comercial das imediações. A polícia também informou que pelo menos duas bombas incendiárias foram lançadas por manifestantes. O ápice dos incidentes ocorreu quando um grupo de partidários do governo se aproximou dos opositores que bloqueavam um prédio no qual havia urnas estocadas.

;O governo é corrupto. Se permitirmos que organize a votação, eles voltarão;, declarou Sirames, um dos manifestantes reunidos em Lak Si. O irmão da primeira-ministra, um milionário que vive no exílio, é acusado de governar por meio de Yingluck Shinawatra e de ter estabelecido um sistema de corrupção generalizado a favor de seus aliados. Os manifestantes, que desejam a substituição do governo por um conselho popular não eleito, defendem o boicote das eleições de hoje por todos os meios.

PREJUÍZO Apesar do estado de exceção em vigor em Bangcoc, os manifestantes já prejudicaram, há uma semana, a votação antecipada, destinada aos tailandeses que não podem comparecer a suas circunscrições em 2 de fevereiro. Quase 440 mil votantes, dos dois milhões de registrados, não conseguiram depositar os votos nas urnas e terão direito a uma nova votação em 23 de fevereiro.

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