Alexis Mabille

Aprovação geral

Estilista de requintes lança coleção que tem como alvo noivas, mães e madrinhas de casamentos chiques

Anna Marina
postado em 02/02/2014 00:00
 (foto: MIGUEL MEDINA/AFP)
(foto: MIGUEL MEDINA/AFP)



A trajetória de Alexis Mabille começou como tantas outras do mundo da alta-costura: ele aprendeu a usar agulhas e tesouras com a mãe, que era ligada ao setor. Adolescente ainda, botou seu talento para funcionar e começou a criar figurinos para a Ópera de Lion. Os amigos gostaram, as encomendas começaram a pipocar. E as roupas masculinas que ele inventava abriram seu caminho para o segmento feminino. Isso porque era criativa, pouco conformista e muito atraente e colorida.
Chegar a Paris não foi muito difícil, porque os olheiros dos estilistas estão sempre a postos em busca de gente nova para colaborar em grifes consagradas. Ele começou nas oficinas de Ungaro, de onde passou para Nina Ricci. Seu nome apareceu entre os colaboradores das duas marcas e logo, logo ele foi "descoberto" pelo controvertido John Galliano, que comandava a Christian Dior, de onde foi expulso por falar mal dos judeus, em fevereiro de 2011, num bar do Marais - bairro, por sinal, escolhido por grandes nomes da alta-costura para residir. Mabille mora lá, como também o mineiro Gustavo Lins (que, inclusive, vai abrir na praça famosa sua primeira loja).


O jovem estilista trabalhou durante 10 anos na Dior, onde se concentrava principalmente na etiqueta masculina, junto com Hedi Slimane. Tempo em que também criou uma elogiada coleção de joias masculinas para a marca. Depois de Dior, ele ainda deu uma passadinha por Yves Saint Laurent e a Lancôme, antes de lançar etiqueta própria, também unisex. E de coleção em coleção, Alexis Mabille ascendeu ao supremo santuário da moda e foi admitido na Câmara de Alta-Costura, apresentando então sua primeira coleção na semana de moda de Paris.


A temporada de janeiro marcou sua segunda apresentação como membro oficial da alta-costura francesa. Alexis Mabille levou para passarela uma coleção que parecia ser uma continuidade do seu verão 2013. As referências românticas, como rendas, transparências e babados, marcaram presença mais uma vez. No entanto, no lugar das volumosas e esvoaçantes saias da última temporada entraram em cena saias mais retas, ou em formato levemente sereia, feitas de tecidos mais estruturados. A cartela de cores era formada especialmente por tons clarinhos, sendo o rosa, o azul e diversas variações do branco os mais frequentes.
O resultado de seu talento valeu. A coleção de primavera-verão que desfilou ficou entre as 10 melhores da última temporada de lançamentos da alta-costura. Para a plateia, ele mostrou homenagem aos pintores impressionistas, em suaves combinações e muito uso de cetim e renda. Na passarela, uma coleção dramática, cheia de detalhes como babados, laços, plumas, luxo.

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