De olho na telinha

postado em 02/02/2014 00:00
 (foto: GNT/Divulgação
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(foto: GNT/Divulgação )

Novos caminhos


Uma das melhores coisas ocorridas nos últimos tempos, para quem curte filmes, séries e outros programas feitos no Brasil, foi a criação de cotas de produção para as emissoras de TV por assinatura. Com isso, muitos enlatados idiotas que entupiam a grade foram parar no lixo, abrindo espaço para os criadores brasileiros. Logicamente este pacotão verde-amarelo acaba contaminado por algumas belas porcarias, mas na maioria das vezes são oferecidas atrações de grande interesse, porque falam a nossa língua, apresentam realidades com as quais o assinante comum pode se identificar.

Certo que a qualidade técnica das produções norte-americanas e europeias, principalmente, é superior ao que se tem por aqui, muito em função dos orçamentos limitados e das condições de realização dos estúdios nacionais, com equipamentos inferiores e outras precariedades. Mas isso só tem incentivado a superação, e a diferença em relação aos importados diminuiu bastante. Produtoras nacionais têm revelado alto nível de realização, com boa aceitação de seus produtos pelo público. Algumas delas encontraram também o caminho da TV aberta, o que alimenta a esperança de uma saudável renovação na mídia eletrônica.

Terça e quinta-feira estreiam mais duas séries brasileiras em um canal que até então só havia apoiado programas sobre os bastidores da publicidade e do mundo das celebridades. O canal MGM vai exibir o policial Força de elite e o terror Muito além do medo, realizadas pela Medialand, que já tem parcerias com a RedeTV. Já a TNT anunciou dias atrás que se associou à Paranoid, de Heitor Dhalia, para produzir a série O grampo. A mesma emissora fez bonito recentemente com o elogiado Latitudes, filme de Felipe Braga, editado no formato de minissérie e que podia ser visto também no YouTube.

O GNT, que sempre valorizou trabalhos nesta linha, chegou a dividir os créditos com 14 produtoras independentes. Entre elas a Mixer, do GNT fashion; a Cara de Cão, de Perdas e ganhos; a Cinevídeo, de Chegadas e partidas; e a Teleimage, de Nos trinques. A conceituada O2, de Fernando Meirelles, Cao Hamburger e outros 20 diretores, fez para o canal a série Beleza S/A. Um grande sucesso no momento, Amor veríssimo é da Conspiração, que também conta com um time de 20 diretores. E por aí vai, replicando em praticamente todas as demais emissoras e nos mais variados segmentos.

Muitos destes programas se encaixam na categoria dos ;projetos transmídia;, como são chamadas produções veiculas em mais de um meio ou canal. São feitos para o cinema, TV aberta e paga e internet e adaptados de um para outro. Com o avanço da tecnologia, com a ampliação das tais plataformas, o cidadão pode assistir ao que quiser não apenas na televisão, mas no computador, no tablet e no smartphone. Para que tudo isso funcione de acordo é mais que benvinda a diversidade de propostas. Tem mercado para todos, e isso é ótimo!

PLATEIA

VIVA


A presença de Mônica Iozzi no Big brother Brasil injetou humor no reality show, tirando sarro da própria Globo. Nada como rir de si mesmo, e a emissora precisava disso faz tempo.

VAIA

Foi patética a tentativa de José Luiz Datena de pegar carona na prisão de Justin Bieber para aumentar a audiência do Brasil urgente, da Band. Quebrar o CD do cantor mudou o mundo?

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