Tratamento

postado em 02/02/2014 00:00
 (foto: Christian Geisnaes/Divulgação)
(foto: Christian Geisnaes/Divulgação)

Os transtornos de hábitos e impulsos, entre os quais se enquadra o impulso sexual excessivo, não têm cura. ;É uma doença crônica, mas o tratamento médico, acompanhado do terapêutico, controla o comportamento compulsivo. Esse controle é considerado satisfatório quando os sintomas da doença desaparecem e esse desaparecimento persiste por um longo tempo;, explica. O psiquiatra vai buscar na hipertensão, doença que atinge 24,3% de brasileiros segundo o Ministério da Saúde, um exemplo para elucidar o tratamento. ;Também não tem cura, o controle é feito com medicamento e a pessoa pode viver muito tempo e morrer de outra coisa;, cita. No entanto, ele ressalva, não é fácil conter os vícios comportamentais no início do tratamento. O importante, segundo ele, é saber que é possível o paciente levar uma vida normal.

Hoje em dia, aponta Paulo Repsold, a medicina trata o impulso sexual excessivo como parte de uma grande síndrome, a das compulsões comportamentais, respeitando a particularidade de cada uma delas. ;Todas elas têm os princípios básicos da dependência;, elucida.

O tratamento é dividido em duas partes: o medicamentoso e o psicoterapêutico. Os psicofármacos ajudam a diminuir o estado de ansiedade e a compulsão. Repsold alerta que, em muitos casos, os comportamentos compulsivos - como o impulso sexual excessivo - vêm acompanhado de outra doença psiquiátrica. ;Apenas para facilitar o entendimento, o tratamento seria como reformatar um computador. O paciente precisa se reabilitar mentalmente como era antes da doença. Para isso, é importante as duas vias de assistência, medicamentosa e terapêutica;, frisa.

O tratamento psicológico é importante porque a pessoa viciada em sexo necessita de autoconhecimento e treinamento para lidar com as consequências da doença, explica o psiquiatra. ;O paciente precisa saber lidar, por exemplo, com o preconceito;.

Ao contrário do que se pode pensar, medicamentos para diminuir libido não fazem parte do tratamento. ;A castração química não é eticamente aceita. É violência. Existem outras formas de abordagem da doença para preservar a vida sexual da pessoa;, reforça.

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