Cavalo abandonado e doente

Cavalo abandonado e doente

João Henrique Vale
postado em 20/02/2014 00:00
 (foto: EDÉSIO FERREIRA/EM/D.A PRES
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(foto: EDÉSIO FERREIRA/EM/D.A PRES )

Depois de cinco horas de angústia e luta para salvar um cavalo doente caído em uma rua do Bairro São Lucas, Centro-Sul de Belo Horizonte, a professora de ioga Simone Rigueira Monteiro conseguiu acabar com o sofrimento do animal. Técnicos do Centro de Controle de Zoonoses o resgataram por volta das 15h. O dono do animal é desconhecido.


A saga começou às 10h de ontem, quando Simone chegou em casa. Na calçada em frente ao imóvel, ela encontrou o cavalo caído, rodeado por vizinhos. Ele é conhecido dos moradores por circular no bairro. ;Cheguei e já solicitei a presença do Corpo de Bombeiros e da prefeitura porque ele estava morrendo;, disse a professora.


O animal estava com a barriga inchada e não conseguia ficar de pé, segundo ela. Chegou a levantar e dar alguns passos, mas voltou a cair. Enquanto esperava o socorro, a professora tentava ajudá-lo. Usou um balde para dar água e também molhou as costas dele para aliviar o calor.


;Ele já é conhecido por todos aqui e havia sumido. Das outras vezes em que foi visto, estava muito magro. Quando o via, sempre descia de casa com um balde de água. Em época de seca, comprava verduras e ia de carro entregar para ele, pois não tinha mato;, contou a professora.


Segundo Simone, os técnicos do CCZ informaram que o animal será tratado e, depois de cinco dias, caso melhore, pode ser doado. ;Já avisei que vou visitá-lo para acompanhar o tratamento. Se o dono não for encontrado, vou adotá-lo;, afirmou.


O Centro de Controle de Zoonoses informou que o pedido para o resgate do cavalo foi feito às 12h10 e que a equipe chegou ao local às 14h10. O animal passou por avaliação veterinária e foi constatada uma lesão óssea na região do carpo da pata dianteira esquerda, além de algumas escaras no pescoço. Mesmo assim, as condições do equino são boas.


Ainda segundo o órgão, quando os animais de grande porte são recolhidos, ficam no CCZ por cinco dias úteis à espera do proprietário.

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