Agora é no Barein

Rodrigo Gini
postado em 19/02/2014 00:00
 (foto: Marcelo del Pozo/Reuters-31/1/14)
(foto: Marcelo del Pozo/Reuters-31/1/14)

Foram três semanas de muito trabalho para equipes e fornecedores de motores, que procuraram destrinchar e interpretar os dados dos complicados quatro dias de testes que abriram, em Jerez, a pré-temporada do Mundial de F-1. Para a tetracampeã Red Bull e a Renault, em especial, tempo de voltar à prancheta e buscar soluções para os graves problemas evidenciados na Espanha.

E os quatro dias de treinos que se iniciam hoje no Barein serão a oportunidade de avaliar se as mudanças feitas nas baterias e no duplo sistema de recuperação de energia cinética (ERS) foram suficientes para recuperar a competitividade. Quem saiu na frente ; casos dos times com motores Ferrari e Mercedes ; se concentra em prosseguir o aprendizado do funcionamento dos novos carros. A Lotus, que fez apenas uma verificação, também em Jerez, do funcionamento de seu E22 com bico em forma de garfo, pela primeira vez mede forças com as rivais.

No caso da escuderia do touro vermelho, o que se viu foi consequência da soma dos problemas do V6 Renault, o que também se viu na Toro Rosso e na Caterham, e da obsessão do projetista Adrian Newey por miniaturizar ao máximo os componentes, sempre pensando na aerodinâmica. O mago do desenho admitiu que foi longe demais na concepção do RB10 e teve de reprojetar algumas peças, mas não acredita que as mudanças comprometam o desempenho da nova máquina de Sebastian Vettel.

A principal diferença em relação a Jerez será a temperatura, que deve ficar na casa dos 20;. Ainda assim, a pedido das equipes, a Pirelli disponibiliza um composto duro ;de inverno; ; a ideia é avaliar seu comportamento em condições mais próximas às encontradas nos GPs. Outra novidade é um pneu que simula as condições previstas para 2015, quando será proibido o uso dos cobertores térmicos que pré-aquecem a borracha.

DURABILIDADE Superadas as dificuldades iniciais de adaptação aos motores V6 1.500 turbo e de integração destes aos chassis e demais sistemas, times como Ferrari, Mercedes, McLaren e a Williams, de Felipe Massa, devem dar prioridade às simulações de corrida e às longas sequências de voltas. Com isso, mais uma vez os tempos devem ficar distantes das melhores marcas para os 5.412m do circuito do país árabe.


ENQUANTO ISSO...
Petrobras de volta ao circo

As especulações de bastidores se confirmaram ontem e a Petrobras acertou seu retorno ao Mundial de Fórmula 1 como fornecedora de combustíveis e lubrificantes da equipe Williams, de Felipe Massa e Valterri Bottas. O convênio foi assinado ontem no Rio entre a presidente da estatal, Graça Foster, e a diretora geral da escuderia, Claire Williams, filha de Frank Williams. De 1998 a 2008, a gasolina brasileira, desenvolvida no Centro de Pesquisa da Petrobras (Cenpes) sob coordenação do engenheiro Rogério Gonçalves, abasteceu os carros do time de Grove, sendo considerada uma das mais eficientes da categoria. Agora o desafio será atender às exigências de potência do novo V6 Mercedes e, ao mesmo tempo, reduzir o consumo, já que os carros contarão com 100 quilos de combustível para a extensão de um GP.

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