Olho gordo

Márcio Cotrim
postado em 03/03/2014 00:00
Como explicar a morte repentina e nada desejada de uma samambaia depois de ter sido notada e elogiada por uma visita? Como explicar o cancelamento de um grande negócio praticamente fechado, depois de revelá-lo a um colega de trabalho?

Nossos avós já diziam: isso só pode ser olho gordo, proveniente de inveja. Dante Alighieri, em sua Divina comédia, apresenta os invejosos no purgatório com os olhos costurados. Quem, durante a vida, não soube apreciar o bom e o belo com abertura de coração, depois da morte não conseguirá enxergar nada.

Nem todos acreditam, mas, por via das dúvidas, não é bom facilitar. O fato é que, desde a mais remota Antiguidade, os olhos são vistos como expressão da alma. O olho humano tem potencial oculto e é grande emissor de magnetismo. Emite energia que pode potencializar as palavras ditas.

Existem relatos de homens santos que, apenas com seu olhar, curavam doentes. O chamado olho gordo nada mais é do que a canalização, por meio dos olhos, de uma fonte interna gerada pelo desejo de ter, por inveja, o que é dos outros, na verdade um roubo de energia. Certo é que nossa felicidade incomoda muita gente. Por isso mesmo, nunca tenha vergonha ou sinta culpa por ser feliz.

VELÓDROMO ; É a pista artificial que recebe provas e disputas de ciclismo. Tem forma oval, com curvas e retas inclinadas. As bicicletas utilizadas em velódromos diferem das que participam de provas de estrada. O berço da palavra é o francês vélodrome, de vélo, bicicleta + drome, pelo modelo de hippodrome, hipódromo. No ciclismo o Brasil não se destaca, embora tenha bons velódromos ; mas nenhuma disputa tupiniquim se compara à famosíssima Tour de France, na qual se exibem os mais importantes ases do ciclismo mundial. Entre nós, só resta a esperança de que a Olimpíada de 2016 traga alguma boa revelação.

LARGO DO MACHADO ; Quem é carioca, deve saber. Nesse largo, ponto de parada de bondes que seguiam para a Zona Sul da cidade, havia um açougue. Para chamar a atenção da freguesia, o dono do estabelecimento pendurou, na porta, um enorme machado, símbolo adequado a seu ofício. O nome pegou, perdura até hoje e faz óbvia alusão à matança de animais antes de irem para o prato. Não há sinal da carnificina, é claro, só resta o sabor dos bifes bem e malpassados.

FARAÓ ; Título atribuído aos reis com status de deuses no antigo Egito. Em sua origem egípcia, significava casa elevada, indicando o palácio real. Mais que um simples rei, o faraó era também o administrador máximo do país, chefe do Exército, primeiro magistrado e sacerdote supremo do Egito. O próprio corpo do faraó tinha caráter divino, na certeza de que seu sangue teve origem no seu antepassado mítico, o deus Hórus. A imagem que geralmente o público guarda dos faraós vem, sobretudo, das grandes produções cinematográficas de Hollywood os chamados filmes bíblicos, sobretudo os que foram produzidos nos anos 1950 do século 20, em que o faraó (ou a farani, a soberana feminina) aparece como monarca todo-poderoso. Deixaram, para a história humana, marcos indeléveis como as pirâmides ; de Queóps, Quéfrem e Miquerinos e a misteriosa Esfinge ;, que tanto impressionam e até comovem os visitantes. Foi lá que Napoleão Bonaparte, perplexo, assim se dirigiu a seus soldados: ;Do alto destas pirâmides, 40 séculos vos contemplam;.

>> marcio.cotrim@correioweb.com.br

Tags

Os comentários não representam a opinião do jornal e são de responsabilidade do autor. As mensagens estão sujeitas a moderação prévia antes da publicação