Oportunidade de ouro

postado em 20/03/2014 00:00

Depois do jejum de décadas, BH recebe, em pouco mais de um ano, duas mostras dedicadas a Candido Portinari. Em 2013, Guerra e Paz, centrada nos painéis criados para a sede da Organização das Nações Unidas (ONU), em Nova York, foi vista por mais de 82,5 mil pessoas, no Cine Theatro Brasil Vallourec.

A importância dos dois eventos é oferecer contato direto com as obras, permitindo ir além das reproduções. Diante dos originais, fica evidente o quanto Portinari é ótimo pintor e desenhista. Mostras dedicadas a autores modernos contribuem para a melhor compreensão da inovadora recodificação plástica dos criadores do século 20.

Vale lembrar: instituições de BH são carentes de acervos dedicados à arte moderna, lacuna não suprimida pelo amplo acesso à produção antiga brasileira (em especial o barroco) e à arte contemporânea.

É antiga a história de Portinari com BH. Na década de 1940, o inovador quadro Cabeça de galo, exibido na Exposição de Arte Moderna de Belo Horizonte, causou polêmica. Convidado por JK e Oscar Niemeyer, o pintor viu suas obras-primas criadas para a Igreja de São Francisco, na Pampulha, serem rejeitadas pelo arcebispo dom Cabral. Por causa da polêmica, o templo ficou fechado 14 anos. Portinari pintou o painel Civilização mineira, instalado no Palácio dos Despachos, que está sendo restaurado. Ele fez trabalhos também para o Pampulha Iate Clube e Iate Tênis Clube.


NO RIO

. Museu Chácara do Céu
Rua Martinho Nobre, 93, Santa Tereza, (21) 3970-1126

. Museu do Açude
Estrada do Açude, 764, Alto da Boa Vista, (21) 3433-4990


Ambos funcionam das 12h às 17h e fecham às terças-feiras

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