A linguagem dos códigos

Tecnologia QRCode se populariza e já está presente até em cemitérios. Realidade aumentada, sistema mais evoluído, oferece melhores recursos para produção de conteúdos informativos

Silas Scalioni
postado em 20/03/2014 00:00
O mais interessante das tecnologias é que elas são desenvolvidas inicialmente imaginando-se uma utilização e, com o correr do tempo, a criatividade humana as leva para várias outras aplicações. É o caso do QR Code, um tipo de identificação, como o tradicional código de barras, que consiste de um gráfico em 2D ; na forma de uma caixa em preto e branco ;, com informações preestabelecidas para textos, páginas de internet, números de telefones e endereços, SMS etc. Esse conteúdo é identificado por meio de aplicativos instalados em aparelhos específicos, como smartphones, tablets e PCs. A câmera destes dispositivos é usada para fazer a leitura dos desenhos formados pelos pontos do código, bastando direcioná-la para o gráfico.

Alguns setores começam a usar a tecnologia para oferecer informações ou garantir mais segurança aos cidadãos. Já há projetos que buscam implantar QR Codes em placas de veículos, para que seja possível rastrear e fazer um histórico do carro. Um uso bem inusitado da tecnologia é em cemitérios. Os visitantes podem, ao escanear um código impresso num túmulo, obter informações variadas sobre o falecido.

O código já é colocado também em placas de sinalização turística, levando ao cidadão em vias públicas informações detalhadas sobre bens históricos e culturais. Um exemplo é o Conjunto Arquitetônico da Pampulha, já com 68 placas interpretativas e mais a caminho.

Acessar mais dados sobre um produto exibido num programa, comprar pizzas a partir de panfletos de restaurantes, acessar imagens de lançamentos imobiliários ou saber mais sobre quem lhe deu um cartão de visitas são outras facilidades do QR Code.

Mais recursos "O código, entretanto, poderia ser bem mais interessante se fosse usado para dar forma a boas ideias e a coisas mais úteis. Falta ao mercado maior criatividade em sua aplicação", diz Ricardo Wagner, diretor da empresa de comunicação digital 3bits. Ivan Lobato, diretor da produtora de jogos eletrônicos Gaz Games, concorda, ressaltando que a tecnologia é limitada por oferecer informações estáticas para serem vistas apenas num ângulo de 90 graus.

Para os dois, a tecnologia de realidade aumentada, apesar de seguir o mesmo processo para leitura de informações, mas oferece um universo muito maior de aplicações por meio de elementos virtuais, inclusive recursos 3D. Ela é interessante para criar conteúdos que podem ser acessados via gadgets que podem ser vestidos como o Google Glass. Ou criar situações divertidas, como levar frequentadores de um shopping a interagir com animais imaginários.

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