Memórias codificadas

Tecnologia criada em 1994 tem utilizações inusitadas, como em cemitérios. Dentro dos investimentos para a Copa do Mundo, BH ganha placas com QRCode em pontos turísticos

Silas Scalioni
postado em 20/03/2014 00:00
 (foto: Google Image/Reprodução da internet)
(foto: Google Image/Reprodução da internet)

No lugar das tradicionais homenagens, como deixar flores no túmulo de um parente querido, famílias de Curitiba decidiram no ano passado eternizar a memória de seus mortos via internet. Contando com a participação de uma equipe de jornalistas e com suporte de um psicólogo, criaram blogs para seus familiares mostrando uma curta biografia deles, com fotos, música e até vídeos. O projeto foi idealizado pelo Crematório Vaticano, o primeiro do Brasil a utilizar a tecnologia QR Code para contar a história de seus mortos. Ao focar o código de uma das urnas com cinzas ; que ficam na chamada Sala de memórias do crematório ; com a câmera do dispositivo móvel, o visitante é dirigido a uma página do blog com informações sobre a pessoa, repassadas por sua família.

De acordo com a agência Like Marketing Digital, responsável pela administração e produção de conteúdo do blog, a ideia já faz sucesso em outros países, especialmente no Japão, mas é nova no Brasil. O uso de QR Code em túmulos começou, segundo ela, em cemitérios na Europa e está se popularizando rapidamente nos Estados Unidos. O serviço foi lançado em novembro do ano passado coincidindo com o Dia de Finados. Qualquer pessoa pode ter acesso às páginas, bastando usar um smartphone ou tablet com leitor de QR Code. As páginas ficam hospedadas no blog http:/www.funerariavaticano.com.br/blog/ e podem ser sempre atualizadas.

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