Sai prédio abandonado, entra Ponto de Encontro

Sai prédio abandonado, entra Ponto de Encontro

postado em 20/03/2014 00:00
 (foto: Janine Moraes/CB/D.A Press)
(foto: Janine Moraes/CB/D.A Press)

Em 25 minutos, um prédio que dava dor de cabeça para moradores das quadras 204 e 404 Sul há mais de 10 anos veio abaixo. A construção, de 128m;, era alvo de críticas dos habitantes do local, que pediam uma solução definitiva para o prédio. A prefeita da Quadra 204, Cleusa Joanna Bugni, informou que há 13 anos fazia reclamações sobre o abandono da construção. ;Era muito perigoso. Viviam ocorrendo assaltos e, de uns tempos para cá, muitos usuários de droga utilizavam a área. Os pais tinham medo de deixar as crianças brincarem próximo a edificação com receio de os filhos serem abordados pelos usuários;, conta Cleusa. ;Ainda não estou acreditando que o problema está sendo resolvido. Impressionante a demora para a solução de algo simples;, Pedro Cirotto, síndico do bloco B da 204 sul.


Segundo o secretário de Ordem Pública e Social, José Grijalma Farias, o prédio construído há 22 anos já pertenceu à Polícia Civil ; como delegacia da mulher ; e também à Secretária da Justiça. Desde 2009, Administração de Brasília tomava conta. No ano passado, moradores do local chegaram a aproveitar o lugar como bicicletário. ;A ideia era para trazer para cá uma unidade do Samu, mas a Defesa Civil condenou a área. O custo de reformar era maior do que demolir para construir algo útil à comunidade.; O secretário afirmou ainda que a destinação da área será discutida entre os moradores da região e o governo. ;Por se tratar de uma solicitação da comunidade, o governo tentará implantar o que melhor for para eles. Muito provavelmente será construído um Ponto de Encontro Comunitário (PEC);, finalizou Grijalma.

A operação de derrubada foi feita em conjunto pela Administração de Brasília e pela Seops. Com a utilização de um trator, 30 funcionários do GDF estiveram no local, localizado na área verde entre as quadras 204 e 404 sul ; também participaram empregados da Terracap, da SLU, da Agefis, da Defesa Civil e da Política Militar. ;O prédio já havia sido desocupado e, por pertencer à Administração de Brasília, a Seops só esperava a autorização;, concluiu o comandante da operação, capitão Romulo Ferreira. De acordo com José Grijalma, o entulho gerado pela demolição foi levado para o aterro sanitário da Estrutural por oito caminhões.









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